domingo, 16 de outubro de 2016

NISTO CREMOS: NA SALVAÇÃO DO HOMEM

Genesis 3.8-24

8Naquele dia, quando soprava o vento suave da tarde, o homem e a sua mulher ouviram a voz do Senhor Deus, que estava passeando pelo jardim. Então se esconderam dele, no meio das árvores.
9Mas o Senhor Deus chamou o homem e perguntou: — Onde é que você está?
10O homem respondeu: — Eu ouvi a tua voz, quando estavas passeando pelo jardim, e fiquei com medo porque estava nu. Por isso me escondi.
11Aí Deus perguntou: — E quem foi que lhe disse que você estava nu? Por acaso você comeu a fruta da árvore que eu o proibi de comer?
12O homem disse: — A mulher que me deste para ser a minha companheira me deu a fruta, e eu comi.
13Então o Senhor Deus perguntou à mulher: — Por que você fez isso?
A mulher respondeu: — A cobra me enganou, e eu comi.
14Então o Senhor Deus disse à cobra: — Por causa do que você fez você será castigada. Entre todos os animais só você receberá esta maldição: de hoje em diante você vai andar se arrastando pelo chão e vai comer o pó da terra. 15Eu farei com que você e a mulher sejam inimigas uma da outra, e assim também serão inimigas a sua descendência e a descendência dela. Esta esmagará a sua cabeça, e você picará o calcanhar da descendência dela.
16Para a mulher Deus disse: — Vou aumentar o seu sofrimento na gravidez, e com muita dor você dará à luz filhos. Apesar disso, você terá desejo de estar com o seu marido, e ele a dominará.
17E para Adão Deus disse o seguinte: — Você fez o que a sua mulher disse e comeu a fruta da árvore que eu o proibi de comer. Por causa do que você fez, a terra será maldita. Você terá de trabalhar duramente a vida inteira a fim de que a terra produza alimento suficiente para você. 18Ela lhe dará mato e espinhos, e você terá de comer ervas do campo. 19Terá de trabalhar no pesado e suar para fazer com que a terra produza algum alimento; isso até que você volte para a terra, pois dela você foi formado. Você foi feito de terra e vai virar terra outra vez.
20O homem pôs na sua mulher o nome de Eva por ser ela a mãe de todos os seres humanos. 21E o Senhor Deus fez roupas de peles de animais para Adão e a sua mulher se vestirem. 22Então o Senhor Deus disse o seguinte: — Agora o homem se tornou como um de nós, pois conhece o bem e o mal. Ele não deve comer a fruta da árvore da vida e viver para sempre. 23Por isso o Senhor Deus expulsou o homem do jardim do Éden e fez com que ele cultivasse a terra da qual havia sido formado. 24Deus expulsou o homem e no lado leste do jardim pôs os querubins e uma espada de fogo que dava voltas em todas as direções. Deus fez isso para que ninguém chegasse perto da árvore da vida.

DESENVOLVIMENTO

Já vimos quem é Deus, seus feitos e amor, e por amor, Deus criou o homem a partir de uma matéria que criara anteriormente, a terra. Toda a fisiologia humana retrata justamente elementos retirados da própria terra, assim como todos os animais. Quando olhamos nossos corpos mais minuciosamente, percebemos a existência de metais, água e elementos químicos do nosso próprio planeta. Então, como seres humanos, somos Terra, mas também temos outra parte imaterial, algo que a bíblia chama de vento (ruach). A palavra espírito é a preferência da maioria, embora alguns digam que também pode ser chamado de Alma.     

Ainda que o homem seja apenas um vento transitório nesta terra, somos seres imortais, não eternos, como alguns afirmam, mas imortais, pois enquanto espírito, não passamos pela morte, mas somente nosso corpo físico é mortal (Ec 12.7). Falando em terra e vento, dois elementos da natureza, não podemos deixar de lembrar da origem da palavra homem, humano e humanidade do latim que quer dizer terra (húmus). Além disso, em outras línguas antigas, a designação é a mesma, dando a entender que desde a antiguidade se sabia que o ser humano veio do pó da terra. Essa é a raiz também do nome Adão (Adam - Hebraico) que também quer dizer terra.

Se somos terra, então ninguém é melhor do que ninguém, todos somos pó e se nos compararmos ao universo, somos menor ainda, visto que segundo alguns cientistas se contarmos todos os grãos de areia da praia, então não chegaremos ao número de estrelas que existem no céu. Quanto mais ao tamanho do nosso Criador, não podemos nem ser comparados.

Falando em comparação ao Criador, vemos nos textos sagrados que Deus nos fez a sua imagem e semelhança (Gn 1.27), mas aí surge uma grande questão, em que somos iguais, semelhantes ou parecidos com o Senhor?

Fomos criados por Deus com características semelhantes as dele, como as emoções, não que Ele seja suscetível e refém como nós, mas o que caracteriza a pessoa ou pessoalidade é justamente o fato de se destacar como um ser consciente, com arbítrio próprio e, por isso, partindo do princípio que apresenta plena capacidade mental, é responsável pelos seus atos. Assim como Deus, temos consciência, poder de decisão e outros atributos morais e pessoais, diferindo de toda a criação.

Apesar de termos consciência e poder de escolha, fomos formados em perfeição, não tendo defeitos de fabricação, como alguns dizem, mas por este motivo mesmo, tivemos uma péssima escolha, a de desobedecer a Deus, por isso, somos culpados de pecado.

A Palavra de Deus nos diz em Romanos 3.23 ”Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus”, neste ponto, somos todos culpados de pecado, então todos somos seres pecadores, desobedecemos a Deus por compulsão, ou até mesmo, por doença crônica, mas o que é esta doença, o pecado?

A palavra pecado tem muitas definições, entre elas a mais utilizada é errar o alvo. A Bíblia não possui uma palavra para definir pecado, muitas vezes utiliza “erro” (hebr.: ‛awón), “transgressão” (hebr.: pésha‛; gr.: parábasis), “falha” (gr.: paráptoma), e outros termos assim, com “pecado” (hebr.: hhattá’th; gr.: hamartía). Todos esses termos relacionados apresentam aspectos específicos do pecado, as formas que ele assume. O “erro” (‛awón) pode ser intencional ou desintencional, quer um desvio consciente do que é correto, quer um ato desapercebido, um “engano” (sheghagháh), o qual, não obstante, move a pessoa a errar e a ter culpa perante Deus. (Le 4:13-35; 5:1-6, 14-19; Núm 15:22-29; Sal 19:12, 13). A palavra hhattah, no hebraico e hamartia no grego são as mais utilizadas no vocabulário cristão para definir o pecado, tanto que o estudo do pecado é chamado de hamartiologia na teologia.

Em resumo, pecado é transgredir a lei de Deus, desobedecer ordens expressas, neste caso, a Bíblia é o manual para sabermos o que fazer e não fazer, assim, se seguimos o que as Escrituras ensinam, não pecamos.

Muito se fala de pecado original, ao que antigos teólogos católicos se referiam ao sexo, mas não existe prova bíblica para isso, muito pelo contrário.

Então, à luz de Genesis 3.1-7, devemos entender que o pecado original é:

a)   Dúvida do caráter de Deus - “É certo que não morrereis” (Gn 3.4); 
b)   Insubmissão - “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos” (Gn 3.5a);
c)   Desejo de ser igual a Deus - “como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn 3.5b);
d)   Cobiça  - “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.” (Gn 3.6).

A Bíblia simplifica isso tudo em três versículo bem interessantes:
15Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; 16porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. 17Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. (1Jo 2.15-17).

O grande problema é que há uma lei eterna muito severa contra a desobediência à  Lei de Deus, pois quem peca deve pagar com a sua própria vida, ou seja, quando o ser humano desobedece a Deus, comete pecado, então deve morrer (Rm 6.23).
Pois o salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo Jesus, o nosso Senhor.

Este é o ponto crucial da fé cristã, pois desde a antiguidade todos os povos faziam sacrifícios a Deus, seja na forma primitiva de fé dos aborígenes, indígenas e até povos pré-monoteístas e até os judeus. Sim, quando olhamos para o Antigo Testamento, vemos exatamente essa figura desde o livro do Genesis, quando para limpar o pecado de alguém, fazia-se um sacrifício.

Os sacrifícios eram um simbolismo de substituição, onde o pecador colocava algo de sua posse no lugar, neste caso, um animal e não era qualquer animal, mas nas Escrituras, sempre animais puros, ou seja, que estivesse na lista da Torá (Lei). Sempre que se cometesse um delito deveria ser sacrificado um animal, para o cobrir, mas isso tornou-se um problema ainda maior, pois infelizmente o símbolo proposto pelo próprio Deus em Genesis 3, passou a ser algo mecânico sem sentido para quem praticava.

Sim, quem inventou o simbolismo foi o próprio Senhor, visto que lemos: “Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn 3.20 - ARA). Ora, se havia coberta / roupa / vestimenta de pele, então houve um sacrifício. Veja, Deus anuncia a forma de se cobrir do pecado, o sacrifício de animais, mas esse, como diz a Escritura, era falho, apontava para a perfeição, para a plenitude que um dia apareceria.

1A lei dada por Moisés não é um modelo completo e fiel das coisas verdadeiras; é apenas uma sombra das coisas boas que estão para vir. Os mesmos sacrifícios são oferecidos sempre, ano após ano. Portanto, como pode a lei, por meio desses sacrifícios, aperfeiçoar as pessoas que chegam perto de Deus? 2Se as pessoas que adoram a Deus tivessem sido purificadas dos seus pecados, não se sentiriam mais culpadas de nenhum pecado, e todos os sacrifícios terminariam. 3Em vez disso esses sacrifícios, realizados ano após ano, servem para fazer com que as pessoas lembrem dos seus pecados. 4Pois o sangue de touros e de bodes não pode, de modo nenhum, tirar os pecados de ninguém. (Hb 10.1-4)

Neste ponto entra justamente aquilo que é perfeito, um Sacrifício que definitivamente tira o pecado do mundo, a entrega total de Jesus, o Cristo.

Jesus, sendo Deus, não quis a glória de Deus, neste ponto, quebra um dos motivos do pecado do ser humano, além disso, derruba o pecado original por terra já em si (Fl 2.6). Além disso, Jesus tornou-se ser humano, como qualquer um de nós, ou seja, mesmo sendo 100% Deus, quis também ser 100% homem, como nós, fruto do pó da terra, e desta vez totalmente humilde, não como nós, que queremos ser maiores do que os outros, Jesus então se torna servo, mas com seu Espírito Eterno (Fl 2.7). E para não ficar por aí, Jesus também foi em tudo obediente a Deus, não descumprindo nenhuma regra, mas se levando até a morte por obediência (Fl 2.8).

Jesus Morre por nossos pecados como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, assim como anunciado Por João Batista, o último profeta antes de Jesus (Jo 1.29). Mas não foi o suficiente Jesus ter morrido, pois a obra seria incompleta, teríamos somente o livramento dos pecados, mas com a ressurreição de Jesus, então temos direito a vida, não somente uma vida que um dia se acaba na velhice, mas uma vida Eterna.

Se o pecado entrou por um homem no mundo todo e em toda a humanidade, Jesus, o segundo representante levou sobre si todos os nossos pecados de uma só vez como vemos em Romanos 5.12-21.

12O pecado entrou no mundo por meio de um só homem, e o seu pecado trouxe consigo a morte. Como resultado, a morte se espalhou por toda a raça humana porque todos pecaram. 13Antes de a lei ser dada, já existia o pecado no mundo; porém, quando não existe lei, Deus não leva em conta o pecado. 14Mas, desde o tempo de Adão até Moisés, a morte dominou todos os seres humanos, mesmo os que não pecaram como Adão, quando ele desobedeceu à ordem de Deus.
Adão era a figura daquele que havia de vir, 15mas existe uma diferença entre o pecado de Adão e o presente que Deus nos dá. De fato, muitos morreram por causa do pecado de um só homem; mas a graça de Deus é muito maior, e ele dá a salvação gratuitamente a muitos, por meio da graça de um só homem, que é Jesus Cristo. 16E existe uma diferença entre aquilo que Deus dá e o pecado de um só homem. Porque, no caso do pecado, a condenação veio por causa de um só pecado. Porém, no caso da salvação, Deus perdoa os que têm cometido muitos pecados, embora não mereçam esse perdão. 17É verdade que, por causa de um só homem e por meio do seu pecado, a morte começou a dominar a raça humana. Mas o resultado do que foi feito por um só homem, Jesus Cristo, é muito maior! E todos aqueles que Deus aceita e que recebem como presente a sua imensa graça reinarão na nova vida, por meio de Cristo.
18Portanto, assim como um só pecado condenou todos os seres humanos, assim também um só ato de salvação liberta todos e lhes dá vida. 19E assim como muitos seres humanos se tornaram pecadores por causa da desobediência de um só homem, assim também muitos serão aceitos por Deus por causa da obediência de um só homem.

Filme

Jesus, o Filho de Deus, paga pelos nossos pecados, nos substitui de uma vez por todas e não apenas cobre os nossos pecados, mas nos limpa por completo, e cada vez que pecamos, pois mesmo após a morte de Jesus continuamos a pecar e, ao pedirmos o seu perdão, novamente Ele nos limpa, como se lê em 1João 2.1,2:

1Meus filhinhos , escrevo isso a vocês para que não pequem. Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai. 2É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos pecados são perdoados. E não somente os nossos, mas também os pecados do mundo inteiro.

Mas as perguntas que talvez fiquem nesta noite são: Quem pode obter o benefício deste sacrifício? Como podemos nos valer deste sacrifício definitivo? O que devo pagar? Quando posso me beneficiar?

A resposta também é simples e a Bíblia nos responde melhor:

Romanos 3.24-31
“24Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva. 25-26Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que, pela sua morte na cruz, Cristo se tornasse o meio de as pessoas receberem o perdão dos seus pecados, pela fé nele. Deus quis mostrar com isso que ele é justo. No passado ele foi paciente e não castigou as pessoas por causa dos seus pecados; mas agora, pelo sacrifício de Cristo, Deus mostra que é justo. Assim ele é justo e aceita os que creem em Jesus.
27Será que temos motivo para ficarmos orgulhosos? De modo nenhum! E por que não? Será que é porque obedecemos à lei? Não; não é. É porque cremos em Cristo. 28Assim percebemos que a pessoa é aceita por Deus pela fé e não por fazer o que a lei manda. 29Ou será que Deus é somente Deus dos judeus? Será que não é também Deus dos não judeus? Claro que é! 30Deus é um só e aceitará os judeus na base da sua fé e também aceitará os não judeus por meio da fé que eles têm. 31Será que isso quer dizer que, por causa da fé, nós tratamos a lei como se ela não valesse nada? Não; de modo nenhum! Pelo contrário, afirmamos que a lei tem valor.”

Efésios 2.8-10
“8Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. 9A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la. 10Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora; em nossa união com Cristo Jesus, ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que ele já havia preparado para nós.”

Biblicamente precisamos entender os antônimos: O contrário de morte é Vida (Jesus e sua morte e Ressurreição), o contrário de pena capital pela lei é Presente (Jesus e sua Graça), o contrário de desilusão pelo pecado é crer (Jesus e a fé que propõe), o contrário de caminho de morte é Conhecimento de Deus (Jesus, a Palavra de Deus), o contrário de desobediência é Adoração (Jesus remete sua Glória somente a Deus).

Salvação então é resultado de uma expressão bem simples proposta pelos reformadores da Igreja, em especial Martinho Lutero, as “Cinco Solas”:

Solo Christus – Somente Jesus Cristo
Solo Gratia - Somente a Graça
Sola Fide – Somente a Fé
Sola Scriptura – Somente a Escritura Sagrada
Solo Deo Gloria – Somente a Deus seja a Glória

Em resumo:

Jesus + Graça + Fé + Bíblia + Adoração = SALVAÇÃO

Terminando, a vida de Adoração a Deus então é o reconhecimento de quem Jesus é: Deus, Salvador e Rei do Universo, antão nos rendamos a esse Deus de Amor:

Vamos encerrar com o texto que nos mostra o fim do raciocínio a respeito não apenas da Salvação, mas a obra completa de redenção, o concerto do que o homem estragou e colocação definitiva de cada pessoa em seu lugar, seja Deus na pessoa de Jesus, Rei e Senhor, e nós, na adoração, obediência e serviço:

“9Por isso Deus deu a Jesus
a mais alta honra
e pôs nele o nome que é
o mais importante de todos os nomes,
10para que, em homenagem
ao nome de Jesus,
todas as criaturas no céu,
na terra e no mundo dos mortos,
caiam de joelhos
11e declarem abertamente
que Jesus Cristo é o Senhor,
para a glória de Deus, o Pai.”

(Fl 2.9-11)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

NISTO CREMOS – NA BÍBLIA SAGRADA

2Timóteo 3.14-17

14Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu. 15Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. 16Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, 17para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.

Introdução

O que é a Bíblia Sagrada? Esta é uma pergunta que por mais que expliquemos, sempre surgem mais e mais perguntas, mas uma definição bem básica é que a Bíblia é a Palavra de Deus revelada aos homens por meio dos seus santos homens que foram inspirados por Deus a produzirem textos históricos, poéticos, proféticos bibliográficos e epístolas.

A Bíblia tem milhares de curiosidades incríveis, tanto em sua composição como em seus textos e história, mas o que jamais podemos deixar de entender é que a principal qualidade da Bíblia, acima de qualquer estudo ou curiosidade é que ela é a Palavra de Deus.

Sempre perguntam o que é a Palavra de Deus. Bem, quando perguntam para mim, especificamente, respondo que é o meu manual de regra, fé e prática.

Mas afinal, o que a Bíblia é para você?

A Bíblia é um compêndio de 66 livros que coincidem na doutrina cristã, com 7 livros a mais na tradição católica, ao que chamamos de deuterocanônicos (também conhecidos como apócrifos), ou seja, com valor histórico, mas não espiritual para os evangélicos de tradição protestante. Os livros do Antigo Testamento são 39 que coincidem com o cânon judaico. Já os livros do Novo Testamento são 27 e não tem diferença quanto as tradições cristãs.

O Autor da Bíblia é Deus em sua suprema sabedoria e bondade, e os escritores, e foram por volta de 40 a 60, mas não se tem certeza quanto a isso, pois o intervalo de escrita foi de aproximadamente 1600 anos, desde 1500 a.C a 100 d.C. Os nomes dos livros são diferentes nas culturas judaicas e cristãs, pois nas traduções dos originais, os tradutores antigos quiseram colocar títulos que os leitores compreendessem ou se achassem, é o caso da primeira tradução da Bíblia no século III a.C, promovida por 72 sábios judeus residentes na Grécia, que fizeram esta tradução a pedido dos religiosos da época e amparo do imperador grego, tradução conhecida como septuaginta (LXX).

A Bíblia não tinha em sua formação original capítulos e versículos, mas foram organizados mais tarde para facilitar as localizações dos textos, que anteriormente eram apenas organizados em livros diferentes. No ano de 1250 o cardeal Caro dividiu a Bíblia em capítulos, que foram divididos em versículos no ano de 1550, por Robert Stevens.

A Igreja católica proibia a tradução das Escrituras desde a idade média até a década de 1950, em que foram autorizadas e incentivadas traduções para a língua do povo, visto que até o momento apenas haviam traduções católicas em Latim, chamados de vulgata, tradução feita por Jerônimo, de 340 a 420 da era cristã.

John Wycliffe foi o primeiro a traduzir as Escrituras para uma língua moderna, o alemão em (1380) e Martinho Lutero para o Alemão por volta de 1534. A Bíblia também foi o primeiro livro impresso no mundo, pela prensa de Gutemberg em 1455. Foram impressos 8 exemplares e dos quais existem atualmente 5 em exposição nos museus ao redor do mundo.
Algumas curiosidades interessantes:
1)  A Bíblia contém 1189 capítulos e 31102 versículos.
2)  Ester 8:9 é o maior versículo da Bíblia.
3)  No livro de Ester e no livro de Cantares não se encontra a palavra Deus.
4)  O Antigo Testamento termina com uma maldição, e o Novo Testamento termina com uma benção.
5)  O último livro da Bíblia a ser escrito foi III João.
6)  Há 3573 promessas na Bíblia.
7)  O livro de Isaías assemelha-se a uma pequena Bíblia: contém 66 capítulos; os primeiros 39 falam da história passada, e os 27 restantes apresentam promessas do futuro.
8)  Dos quatro evangelistas, só dois andaram com Jesus; Marcos e Lucas não foram seus discípulos.
9)  Todos os versos do Salmo 136 terminam com o mesmo estribilho: “Porque a Sua misericórdia dura para sempre.”
10)                 Judas foi o único dos doze apóstolos que não era Galileu.
11)                 João era o discípulo mais jovem dos doze.
12)                 Matusalém, o homem mais velho da Bíblia, com 965 anos, morreu antes de seu pai, Enoque, que ascendeu ao Céu.
13)                 Adão não teve sogra.
14)                 A única idade de mulher que se menciona na Bíblia é a de Sara (Gên. 23:1)
15)                 O Salmo 119 é o mais longo da Bíblia, é um acróstico. Os 176 versículos acham-se divididos em 22 seções de oito versos cada uma, correspondendo a cada uma das letras do alfabeto hebraico.
16)                 Tiago, filho de Zebedeu, foi o primeiro dos apóstolos a morrer por sua fé. Foi decapitado a espada por ordem do rei Herodes Agripa I, por volta do ano 44 de nossa era.
17)                 Paulo, o grande apóstolo dos gentios, foi decapitado em Roma por ordem do tirano Nero.
18)                 Salmo 117 é o capítulo mais curto da Bíblia
19)                 Salmo 118 é o capítulo que está no centro da Bíblia. Há 594 capítulos antes e depois do Salmo 118.O Versículo que se encontra no centro da Bíblia está em Salmo 118:8

Curiosidades a parte, a Bíblia é a revelação de Deus para a humanidade, sem a qual não teríamos material para crer e continuaríamos no tempo em que a fé se consolidava pela tradição oral, mas com a Bíblia, podemos crer entendendo o que Deus nos deixou como documento.

Hoje veremos a importância da Palavra de Deus no nosso dia a dia.

À Luz do texto de 2Timóteo 3.14-17, vemos que as Escrituras nos inspiram, nos incentivam a buscar a Deus e nos transformam, então vejamos o que pode causar em nossas vidas e quais as consequências disso.

1 – A fé vem pela Palavra (vs. 14, 15a)
“Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu. Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras...”

Timóteo era um grego com mãe judia, então era totalmente ensinado na Palavra de Deus conhecida na época, ou seja, o Antigo Testamento. Timoteo foi instruído, e sua fé em Jesus tinha uma base sólida, não porque Paulo o alcançou para Jesus, mas porque o conhecimento bíblico que detinha dava prova de que Jesus é o Filho de Deus e salvador dos que creem nele.

Vejamos a fé de Timóteo proclamada por Paulo:

5Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Loide e em sua mãe, Eunice, e estou convencido de que também habita em você. (2Tm 1.5)

Muitas vezes ouço a expressão: Acho que não tenho fé suficiente. Na verdade, o que está faltando é justamente ler, ouvir e meditar na Palavra de Deus. Quando lemos, temos estreitamento de laços direto com a Palavra, mas precisamos também que esta Palavra seja nos ensinada, por isso dos nossos cultos, reuniões e Escola, para ouvirmos, pois a fé vem pelo ouvir e ouvir da Palavra de Deus (Rm 10.16,17).

Algumas pessoas são levadas por ditos cristãos a todos os lados e inclusive são enganados com heresias e seitas que se parecem muito com igrejas, é o caso de pessoas que andam de dois em dois visitando as casas das pessoas e pregam uma doutrina totalmente contrária as Escrituras e tem enganado muitas pessoas, mas por quê? Porque não conhecem as Escrituras.

Muitas das maiores bobagens pregadas no mundo são retiradas das Escrituras, mas não são baseadas na Bíblia como um todo, mas apenas retirados de textos isolados totalmente fora do contexto bíblico.

Há que se lembrar que para interpretar a Bíblia, precisamos levar em consideração o contexto imediato, próximo e geral.

Imediato é o texto bem perto do versículo ou capítulo em que estamos estudando, o próximo, podemos relacionar com o livro, por exemplo, o que ele está tratando na história e geral trata de tudo o que ocorre nas Escrituras.

Doutrinas baseadas nos textos sem contexto, por exemplo, se relacionam a usos e costumes, oração pelos mortos, entre outros, que não levam em consideração o todo das Escrituras, mas apenas o versículo ou capítulo que está lendo.

Então, leiamos e ouçamos a Palavra de Deus para aumentar a nossa fé!

2 – A Sabedoria vem pela Palavra (v. 15b)
“Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus.”
Salomão foi o home mais sábio do mundo. Era rei de Israel, mas nem toda a sua sabedoria era capaz de manter a sua conduta e principalmente, não foi suficiente para manter sua dignidade e fé até o fim, pois se perdeu. Resultado de uma sabedoria sem base na Palavra de Deus.

Não sabemos ao certo qual foi o fim de Salomão quanto a sua fé, e nem se seus provérbios foram compostos no começo ou fim de sua vida, embora alguns afirmam que foi no fim, pois ele questiona escolhas que foram tomadas na vida toda, mas o que podemos perceber nesta história, é que se nossa sabedoria não é pautada na Palavra de Deus, que é a fonte de toda a boa sabedoria, então nossa vida pode ser fracassada.

O grande conselho de Paulo a Timoteo, no texto que lemos nesse dia, reflete um desejo de estar sempre buscando a sabedoria que vem do céu, uma sabedoria que não se acaba e mais, uma sabedoria que leva à salvação eterna, por isso, busquemos mais conhecimento que realmente vale a pena e dura para a eternidade, enquanto a sabedoria, ciência e conhecimentos humanos só valem até a sepultura.

3 – O Ensino sobre Deus vem apenas pela Palavra (v. 16)
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça.”

Muitas pessoas querem conhecer a Deus, mas não sabem uma Palavra das Escrituras, como vi algumas vezes pessoas dizendo: Assim como diz nas Escrituras, não é irmãos, Cabeça vazia é oficina do diabo, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura e assim por diante...

Não podemos falar nada a respeito de Deus que as Escrituras não respaldem, ou seja, se não está na Bíblia, então não posso crer. Mas não é somente isso, precisamos também estudar a Palavra, não apenas ler e nada mais, pois muitos fundamentam sua fé em algo que leram, mas não estudam o contexto ou mesmo o conteúdo de toda a Escritura, mas apenas um versículo. É por isso que vemos tantas aberrações no mundo dito evangélico por aí.

Se queremos ter uma fé real e consolidada, então precisamos buscar mais a Palavra de Deus e menos os conceitos humanos e coisas que o povo fala.

Neste aspecto, muitas pessoas tem se arriscado a dar conselhos em muitas áreas, mas será que esses conselhos, admoestações, repreensões estão baseados nas Escrituras? Nosso ensino, repreensão, dicas e admoestações devem proceder única e exclusivamente da Bíblia, caso contrário, então nos calemos, pois nossa fé tem base sólida.

4 – O Preparo vem pela Palavra (v.17)
“para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.”

Timóteo foi muito bem preparado em sua infância para a sua fé, mas agora, Paulo recomenda em suas duas cartas, não apenas na segunda, mas também na primeira e em todo o discipulado que Timoteo enfrentou com Paulo, que seu ministério e sua vida precisava ser embasados na Palavra de Deus.

Se a Palavra de Deus é manual de fé e prática do cristão, então toda a sua vida deve ser normatizada pelas Escrituras, sena na vida pública ou privada, religiosa, secular ou social. Neste aspecto, a Bíblia é fonte de sabedoria, ciência e até mesmo ética e moral.

Muitos pregadores hoje estão vazios de conteúdo bíblico, outros de moral, e outros ainda, falta tudo o que um homem de Deus precise, isso tudo é resultado de falta de compreensão e vida com as Escrituras.

A Palavra de Deus deve ser o Norte para nossas decisões ministeriais, e isso parece até mesmo um pleonasmos, mas precisamos ressaltar que se somos ministros de Deus, então precisamos fazer como  Bíblia ensina, caso contrário não somos ministros de Deus, mas de nós mesmos.

Algumas pessoas querem ser lideres de célula, cantar no louvor, dar aula e até mesmo entregar sopão nas ruas, mas não sabem nem o porque, não querem aprender, mas somente fazer, dessa forma se propaga uma fé sem fundamento, por isso prezamos tanto em nossa igreja pelo ensino, para que as pessoas propagem a verdadeira fé, não aquela que temos visto nos quatro cantos por aí.

No Reino de Deus não basta ter boa vontade, devemos fazer como Jesus quer e para fazermos como Ele quer, precisamos conhecer as suas Palavras, como Ele mesmo disse em Mateus 7.22,23:

22 Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ 23Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal!

Conclusão

Se queremos ter uma vida saudável espiritualmente e ter uma fé inabalável, então precisamos buscar conhecer mais a Deus, mas como? Simples, lendo e ouvindo a sua Palavra, pois a fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Cristo!


domingo, 2 de outubro de 2016

NISTO CREMOS, EM DEUS



Texto: Êxodo 3.1-14

1Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro, Jetro, que era sacerdote de Midiã. Um dia levou o rebanho para o outro lado do deserto e chegou a Horebe, o monte de Deus. 2Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo que saía do meio de uma sarça. Moisés viu que, embora a sarça estivesse em chamas, não era consumida pelo fogo. 3“Que impressionante!”, pensou. “Por que a sarça não se queima? Vou ver isso de perto”.
4O Senhor viu que ele se aproximava para observar. E então, do meio da sarça Deus o chamou: “Moisés, Moisés!”
“Eis-me aqui”, respondeu ele.
5Então disse Deus: “Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa”. 6Disse ainda: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó”. Então Moisés cobriu o rosto, pois teve medo de olhar para Deus.
7Disse o Senhor: “De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. 8Por isso desci para livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde há leite e mel com fartura: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus. 9Pois agora o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem. 10Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas”. 11Moisés, porém, respondeu a Deus: “Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito?”
12Deus afirmou: “Eu estarei com você. Esta é a prova de que sou eu quem o envia: quando você tirar o povo do Egito, vocês prestarão culto a Deus neste monte”.
13Moisés perguntou: “Quando eu chegar diante dos israelitas e lhes disser: O Deus dos seus antepassados me enviou a vocês, e eles me perguntarem: ‘Qual é o nome dele?’ Que lhes direi?”
14Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”.
15Disse também Deus a Moisés: “Diga aos israelitas: O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, enviou-me a vocês. “Esse é o meu nome para sempre, nome pelo qual serei lembrado de geração em geração.
16“Vá, reúna as autoridades de Israel e diga-lhes: O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu a mim e disse: Eu virei em auxílio de vocês; pois vi o que tem sido feito a vocês no Egito. 17Prometi tirá-los da opressão do Egito para a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, terra onde há leite e mel com fartura.
18“As autoridades de Israel o atenderão. Depois você irá com elas ao rei do Egito e lhe dirá: O Senhor, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. Agora, deixe-nos fazer uma caminhada de três dias, adentrando o deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor, o nosso Deus.

Introdução

A Teologia explica Deus, esta é a maior mentira que o povo pensa e repete. Na verdade, Deus não se explica, apenas se crê. Não existem provas científicas, não há visualização do Deus único celebrado por algumas religiões como o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.

De fato, alguns estudos nos ajudam a compreender quem Deus é, como se apresenta e sua forma de agir entre os seres humanos, mas são apenas ensaios, pois como disse o apóstolo Paulo, hoje vemos como num reflexo borrado, mas um dia veremos completamente, assim como Deus é (1Co 13.12).

Alguns apontamentos feitos por teólogos nos ajudam a entender um pouco de quem é Deus, vejamos:

“Deus é Espírito infinito e perfeito em quem todas as coisas têm sua fonte, sustento e fim.” (Augusto H Strong - 1886)

“Essencia Espiritual Infinita.” (Abrahan Calovius - século XVII)

“ Um Ser eterno não causado, independente, necessário, que tem poder ativo. Vida, sabedoria, bondade e qualquer outra excelência na mais elevada perfeição em si e de si mesma (John Howe – século XVII).

A teologia propõe também alguns argumentos da existência de Deus, sejam elas intuitivos ou racionais:

Argumentações Intuitivas:

A)   Universalidade – A grande maioria dos seres humanos e grupos étnicos tem reconhecido a existência de Deus. Este fato é bem apresentado por Don Richardson, no livro Fator Melquisedeque, onde aponta que muitas culturas do mundo conhecem fatos e histórias ligadas a um Deus único e Espiritual compartilhadas pela Bíblia.
B)   Necessidade – Quando a mente finita percebe a sua finitude, então procura por um ser infinito (paráfrase de Strong pg 120 de Teologia Sistemática).

C)  Independência e prioridade lógica – a formação mental dos seres humanos propõe que haja um Deus que deu o start no pensamento, memórias e senso.

Argumentações Racionais

A)   Argumento Cosmológico – Segundo o qual tudo que existe no universo tem que ter uma causa, um propósito e a causa da existência do universo não pode ser menor que o próprio universo.

B)   Argumento Ontológico – que afirma existir incutida no homem a idéia da existência de um Ser superior totalmente perfeito, implicando na necessidade da existência de ser.

C)  Argumento Moral – segundo o qual, o mundo em que vivemos é regido por ordens morais que estão contidas ou inseridas dentro do próprio homem.

D)  Argumento Teleológico – que se apoia na ideia de que nada existe por acaso, para tudo existe um propósito.

E)   Argumento Histórico – cujo embasamento está no fato de que ao longo de toda história o ser humano invocou a divindade.

Interessante também é o nome de Deus apresentado inclusive em Êxodo pela primeira vez. O nome que aparece no original na transliteração é  YHWH, comunmente tratado por Jeová, Javé ou Yavé, mas não sabemos ao certo qual era a pronuncia correta, visto que as letras tiveram seus sons perdidos por causa das constantes miscigenações étnicas que os judeus passaram durante séculos. Além disso, o hebraico é uma língua com apenas consoantes, em especial nos originais bíblicos.

O significado de YAHVEH ou JEOVÁ é “Eu Sou” ou “Sempre estarei sendo”, ou como gostam os judeus “o Eterno”. A forma é uma abreviação do “Eu sou o que sou” dito por Deus a Moisés em Êxodo 3.13,14. YAHVEH é o nome pessoal do Deus vivo que age na história de seu povo. É o Deus da aliança com o povo que sai do Egito, destacando a imanência divina. Por isso destaca-se em YAHVEH o seu amor e a sua fidelidade para com o seu povo. Até hoje os judeus mais conservadores evitam pronunciar o nome mais sagrado de Deus para não usá-lo em vão.

Jesus usa muito o termo “EU SOU” no livro de João. Em João 8.58, 59, por exemplo, isso causou um certo frenesi e provocou a ira dos judeus por utilizar na conotação: “EU SOU DEUS”. A identificação de Jesus com YAHVEH ficou mais do que clara ainda neste texto. Desta forma, nós os cristãos, cremos que Jesus não é apenas o filho de Deus ou aopeas mais um, mas o próprio Deus.

Além disso, Deus é descrito na Bíblia por alguns outros nomes, muitos nomes compostos e diversas metáforas e figuras. Não há espaço suficiente para apresentar todos eles aqui, mas segue uma boa lista dos principais nomes divinos que aparecem na Bíblia e com o seu significado:

EL: DEUS (Criador)
ELOHIM: Deuses (o que nos aponta a Trindade)
El ROHI: Pastor
EL ELYON: O Deus Altíssimo
EL ELOAH: O Deus pessoal
EL SHADAY: Deus Todo Poderoso, Onipotente
YHAWEH / JEOVÁ: “EU SOU”
ADONAI: Senhor (dono)
JEOVÁ JIRÉ: Provedor
JEOVÁ M’KADESH: Santo
JEOVÁ NISSI: Nossa Bandeira
JEOVÁ RAFÁ: Cura / Sara
JEOVÁ SHALOM: Paz
JEOVÁ TSIDKENU: Justiça nossa
JEOVÁ SHAMNAH: Presente aqui
JEOVÁ TSEBAÔ: O Senhor dos Exércitos
JEOVÁ MAKKE: Correção
JEOVÁ GMOLÁ: Recompensa
JEOVÁ ELOAI: Meu Deus
JEOVÁ ELOENU: Nosso Deus
EMANUEL: Deus conosco

Bem, independente do que a Teologia consiga explicar, entender que Deus é o Supremo Criador e é um Espírito Eterno, ou seja, nunca teve começo e não terá fim, isso depende de fé, apenas isso e nada mais, pois quando há muitas explicações, a fé perde força e os argumentos são falhos. Então, é necessário crer no que a Palavra de Deus fala a respeito do que é fé: “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Hb 11.1).

A Bíblia não tem por finalidade provar que Deus exista, pois os escritores partem do pressuposto da existência de Deus, então apenas citam quem é, como age e sua postura (Gn. 1.2,3 / Sl. 19.1-6 / Rm. 1.20 / Hb. 11.3).

Existem ainda alguns atributos de Deus, algo que é interessante também sabermos para fundamentar nossa fé e nos dar a certeza de quem Deus é, não apenas o que Ele representa para nós:

Atributos são qualidades inseparáveis do ser Divino e se dividem em naturais e morais.

Atributos naturais de Deus

A)   Auto-existência,- Deus não depende de nada e de ninguém para existirr. João 5.26:  “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.”
B)   Eternidade – Deus sempre existiu e sempre existirá. Sl. 90.2, Is. 40.28
C)  Imensidade – Deus está presente em todos os pontos do universo – I Rs. 8.27
D)  Imutabilidade – Deus não muda. Ml. 3.6 / Tg. 1.17 Hb. 13.8: Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre.
E)   Infinidade – Deus não tem limites. Sl. 145.3
F)   Onipotência – Deus pode todas as coisas. Gn. 17.1 / Sl. 62.11 / Mt. 19.26
G)  Onipresença – Deus está presente em todos os lugares ao mesmo tempo. Sl. 139.7-10 / Sl. 19.7-10 / Jr. 23.24 / At. 17.27,28
H)  Onisciência – Deus sabe de todas as coisas. Sl. 139.1-6 / Hb. 13.4
I)      Unidade – Deus é único. Dt. 6.4

Atributos morais de Deus

A)   Amor - João 3.16 / I João 4.8
B)   Bondade –  Mc. 10.18 / Sl. 25.8: “Bom e reto é o SENHOR, por isso, aponta o caminho aos pecadores.”
C)  Fidelidade – Deus é fiel, confiável. Êx. 34.6: “...SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade;”
D)  Justiça – Não há injustiça em suas ações. Gn. 18.25 / Sl. 36.6 / Jr. 9.24 / João 17.25
E)   Misericórdia - Lm. 3.22: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos,...”
F)   Santidade - Js. 24.19 I Pe. 1.15 / Êx. 15.11: “... Quem é como tu, glorificado em santidade,...”
G)  Verdade - Podemos confiar em tudo que Deus diz e faz. Is. 65.16



Algumas definições bíblicas de como é Deus:

a)   Deus é Espírito. João 4.24
b)   Deus é imaterial e incorpóreo. Lc. 24.39
c)    Deus é invisível. João 1.18
d)   Deus é vivo. Js. 3.10
  
Vamos ver á luz do texto de Êxodo, então, quem é o nosso Deus.

1 – Nosso Deus é Eterno (vs.14, 15)
14Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”.
15Disse também Deus a Moisés: “Diga aos israelitas: O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, enviou-me a vocês.
“Esse é o meu nome para sempre,
nome pelo qual serei lembrado
de geração em geração.

A eternidade de Deus nos mostra não apenas o quão pequenos nós somos, mas o quão grande Ele é, então podemos confiar num Deus que sendo infinito, nos ama e nos criou para sua Gloria. Deus, além de eterno, é o Supremo criador de todas as coisas, e nesse ponto é impossível pensar num universo resultado de um acaso, mas pensado por um Grande Arquiteto. Creiamos no Deus Infinito e Criador.

2 – Deus é Três mas um Ser único (v. 2)
“Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo que saía do meio de uma sarça. Moisés viu que, embora a sarça estivesse em chamas, não era consumida pelo fogo.”

Uma das manifestações da trindade é apresentada neste texto, pois vemos o Anjo do Senhor como a presença do próprio Deus, neste caso, o Senhor Jesus.

Jamais o ser humano poderá explicar a Trindade, visto que é um mistério. Vários teólogos tentam explicar, mas nosso intelecto é demasiadamente pequeno para esta compreensão, mas o que precisamos saber para edificar a nossa fé, é que Deus, um ser único é formado por três pessoas distintas que se manifestam ao homem através do Pai, Filho e Espírito Santo.

O Pai é o Supremo Criador, a manifestação máxima do nosso Deus. Jesus, o Filho de Deus é o Deus que se fez homem e habitou entre nós (Fl 2) a maior manifestação de Deus entre os homens. Jesus é 100 % homem e 100% Deus. O Espírito Santo é o Deus que se revela a nós nos sentidos e está presente entre nós nos dando a sensação de estarmos perto de Deus.

Devemos crer na triunidade de Deus, não porque a teologia nos mostra, mas porque temos relacionamento íntimo com Ele.

3 – Deus é Fogo que consome o pecado, mas não o homem (v.3)
3“Que impressionante!”, pensou. “Por que a sarça não se queima? Vou ver isso de perto”.

Quando Moisés é chamado por Deus, vemos que ele se inspira e se assusta com um fogo que queima mas não consome. Isso quer nos dizer hoje que assim como a sarça ardia com fogo, mas não se consumia, Deus pode nos tomar com sua presença mas não nos queimar, nos consumir, nos eliminar. Algo que é muito estranho aos nossos lhos, pois pensamos na física da chama.

Pensemos espiritualmente e percebamos que O fogo de Deus nos toma mas queima em nós o pecado, aquilo que não agrada a Deus. É como se fossemos limpos pelo fogo de Deus. Deixemos então Ele nos limpar.

4 – Deus preza por relacionamento (v.4)
4O Senhor viu que ele se aproximava para observar. E então, do meio da sarça Deus o chamou: “Moisés, Moisés!”
“Eis-me aqui”, respondeu ele.

Desde a criação, Deus deseja relacionar-se com o ser humano, como vemos em Genesis 3, mas apesar disso, o ser humano sempre se distancia do Senhor. Quando Deus chama Moisés, Ele tem a intenção de se revelar a humanidade como o Deus todo Poderoso e criador, já que desde os patriarcas as pessoas não tinham mais relacionamento íntimo com Deus. A partir daí, Deus não apenas se mostra aos Israelitas, mas os liberta da escravidão, os leva a uma terra que lhes prometeu por herança e mais do que isso, se fez presente na caminhada pelo deserto em todos os momentos.

5 – Deus é Santo, e espera que sejamos santos também (v.5)
5Então disse Deus: “Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa”.

Santo quer dizer separado, portanto, quando vemos esta expressão nas Escrituras, devemos sempre entender que se trata de um “apartar” daquilo que  se contamina, dos pecados e de tudo o que é comum, ainda se tratando da pessoa de Deus. Ele é totalmente separado, apartado das coisas vãs e más. Ele espera que procuremos nos afastar também.

Quando vemos Deus ordenando para Moisés tirar as sandálias, na verdade está dizendo a Moisés: Filho, se purifique, tire o que te ligou ao mundo. Sim, pés tem essa conotação nas Escrituras numa linguagem profética. Se pensarmos que os pés são aquilo que tocam o mundo e quando estamos calçados deixamos este contato, para entrar na presença de Deus precisamos nos despir daquilo que é imundo, neste caso, a simbologia diz que Moisés estava com os pés protegidos pelas sandálias, mas agora com os pés descalços volta á humildade, a transparência e pode se aproximar de Deus.

6 – Deus está presente (v.6)
6Disse ainda: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó”. Então Moisés cobriu o rosto, pois teve medo de olhar para Deus.

Quando vemos a formula Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó (perceba, não Deus de Abraão, Isaque e Jacó), Na verdade estamos falando de um Deus de vivos, e poderia continuar falando o Deus de José, de Moisés, de Josué, o meu Deus, assim a conotação é de Deus presente de geração em geração.

Nossa reflexão quanto a isso é de que precisamos perceber que Deus está nos olhando, mas não apenas isso, está disposto a se manifestar a nós, assim como se manifestou na geração de Abraão, na geração de Isaque, na geração de Jacó, hoje e eternamente se manifestará, basta nos colocarmos na sua presença assim como se colocou8 Moisés, humilhado / humilde.

7 – Nosso Deus é Libertador e tem promessas (vs. 7,8)
7Disse o Senhor: “De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. 8Por isso desci para livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde há leite e mel com fartura: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus.

Deus que se manifestou a Moisés e aos israelitas no Egito e no deserto, é o mesmo que mandou seu filho para nos tirar das prisões do pecado, do mundo e das garras do diabo para nos transportar para sua maravilhosa luz (Cl 1.13). Quando percebemos a relação do Deus libertador que esteve atuando na escravidão do seu povo e de Jesus libertando-nos, podemos perceber que sempre Deus está disposto a fazer libertação, mas não apenas isso, mas está disposto a também nos dar das suas promessas.

A principal promessa que Israel aguarda até hoje é a delimitação do seu espaço, a terra que emana leite e mel. Nós entendemos que isso pode ser espiritual, ou seja, cremos que nossa libertação do pecado e da morte já foi garantida por Jesus e hoje habitamos uma terra fértil espiritualmente, mas um dia isso será pleno, quando nos encontrarmos com Jesus nos céus onde não apenas emanam leite e mel, mas onde não haverá mais choro nem ranger de dentes.

Te encorajo hoje mesmo tomar a decisão de entregar a sua vida a Jesus Cristo para que ele te liberte e te garanta promessas que se cumprirão aqui e na eternidade. Isso é bastante fácil, pois basta crer e isso acontece. Jesus somente nos pede para crer, o mais Ele mesmo faz por sua graça incondicional.

8 – Deus nos envia a proclamá-Lo (vs. 10, 14-18)
10Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas”.
14Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”.
15Disse também Deus a Moisés: “Diga aos israelitas: O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, enviou-me a vocês. 16“Vá, reúna as autoridades de Israel e diga-lhes: O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu a mim e disse: Eu virei em auxílio de vocês; pois vi o que tem sido feito a vocês no Egito. 17Prometi tirá-los da opressão do Egito para a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, terra onde há leite e mel com fartura.
18“As autoridades de Israel o atenderão. Depois você irá com elas ao rei do Egito e lhe dirá: O Senhor, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. Agora, deixe-nos fazer uma caminhada de três dias, adentrando o deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor, o nosso Deus.

Vemos no texto de Êxodo três proclamações interessantes a que Deus convoca a Moisés a fazer, a primeira no versículo 10, quando Deus manda que Moisés vá até o grande feitor dos seus irmãos Israelitas, neste caso, desafiar o inimigo para resisti-lo.

Somos convocados por Deus a obedecê-lo, resistir ao diabo e deixar bem claro a que viemos (Tg 4.7).

Outra proclamação a que Moisés é convocado é a de propagar o Nome de Deus. Quando o Senhor diz a Moisés “Diga aos Israelitas”, na verdade está dizendo para nós, digam entre vocês, entre os irmãos quem sou eu. Eu sou o “Grande Eu Sou”. Adoração é a nossa chamada principal e quando nos reunimos como igreja, seja no culto, nas células ou qualquer outro lugar e ocasião, não podemos nunca deixar de Proclamar a quem servimos.

O último anúncio a que Moisés foi conclamado por Deus no meio da sarça é: “Diga aos seus irmãos: O Deus dos seus antepassados prometeu livra-los, então creiam”.

Neste momento não podemos deixar de ouvir a voz de Deus quando nos leva a proclamar a libertação que Ele pode fazer na vida daqueles que estão presos. Se num primeiro momento deixamos claro para o feitor a que viemos, depois nos reunimos com os salvos e libertos para adorar a Deus, então agora chega o momento de deixar claro aos outros que servimos a Deus, que somos desafiados por Ele, o Deus que está vivo, a anunciar dos seus grandes feitos.

Não basta crer em Deus, precisamos servi-lo, e isso implica em fé prática, caso contrário, nossa fé está morta, assim como diz Tiago no capítulo 1 versículo 2 e  2.17, quando vemos o apóstolo nos desafiando a por nossa fé em ação, pois a fé sem obras não é fé, mas apenas crença, e isso, até o diabo tem. Quando vemos as Escrituras dizendo qual é a verdadeira religião, aliás, religião vem de religar, algo que deveria nos conectar com Deus, percebemos então que trata-se, em primeiro lugar,  de levar liberdade aos cativos (Is 61).

Conclusão

Crer em Deus, um desafio para todos, ainda mais num mundo mais e mais incrédulo, mas não podemos ter uma fé cega, sem fundamento, precisamos fundamentar corretamente nossa fé num Deus Único, Eterno, Onipresente, Oniciente e Onipotente. Além disso, precisamos manifestar nossa fé viva e eficaz, ao ponto de propagá-la com amor.