domingo, 2 de outubro de 2016

NISTO CREMOS, EM DEUS



Texto: Êxodo 3.1-14

1Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro, Jetro, que era sacerdote de Midiã. Um dia levou o rebanho para o outro lado do deserto e chegou a Horebe, o monte de Deus. 2Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo que saía do meio de uma sarça. Moisés viu que, embora a sarça estivesse em chamas, não era consumida pelo fogo. 3“Que impressionante!”, pensou. “Por que a sarça não se queima? Vou ver isso de perto”.
4O Senhor viu que ele se aproximava para observar. E então, do meio da sarça Deus o chamou: “Moisés, Moisés!”
“Eis-me aqui”, respondeu ele.
5Então disse Deus: “Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa”. 6Disse ainda: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó”. Então Moisés cobriu o rosto, pois teve medo de olhar para Deus.
7Disse o Senhor: “De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. 8Por isso desci para livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde há leite e mel com fartura: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus. 9Pois agora o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem. 10Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas”. 11Moisés, porém, respondeu a Deus: “Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito?”
12Deus afirmou: “Eu estarei com você. Esta é a prova de que sou eu quem o envia: quando você tirar o povo do Egito, vocês prestarão culto a Deus neste monte”.
13Moisés perguntou: “Quando eu chegar diante dos israelitas e lhes disser: O Deus dos seus antepassados me enviou a vocês, e eles me perguntarem: ‘Qual é o nome dele?’ Que lhes direi?”
14Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”.
15Disse também Deus a Moisés: “Diga aos israelitas: O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, enviou-me a vocês. “Esse é o meu nome para sempre, nome pelo qual serei lembrado de geração em geração.
16“Vá, reúna as autoridades de Israel e diga-lhes: O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu a mim e disse: Eu virei em auxílio de vocês; pois vi o que tem sido feito a vocês no Egito. 17Prometi tirá-los da opressão do Egito para a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, terra onde há leite e mel com fartura.
18“As autoridades de Israel o atenderão. Depois você irá com elas ao rei do Egito e lhe dirá: O Senhor, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. Agora, deixe-nos fazer uma caminhada de três dias, adentrando o deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor, o nosso Deus.

Introdução

A Teologia explica Deus, esta é a maior mentira que o povo pensa e repete. Na verdade, Deus não se explica, apenas se crê. Não existem provas científicas, não há visualização do Deus único celebrado por algumas religiões como o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.

De fato, alguns estudos nos ajudam a compreender quem Deus é, como se apresenta e sua forma de agir entre os seres humanos, mas são apenas ensaios, pois como disse o apóstolo Paulo, hoje vemos como num reflexo borrado, mas um dia veremos completamente, assim como Deus é (1Co 13.12).

Alguns apontamentos feitos por teólogos nos ajudam a entender um pouco de quem é Deus, vejamos:

“Deus é Espírito infinito e perfeito em quem todas as coisas têm sua fonte, sustento e fim.” (Augusto H Strong - 1886)

“Essencia Espiritual Infinita.” (Abrahan Calovius - século XVII)

“ Um Ser eterno não causado, independente, necessário, que tem poder ativo. Vida, sabedoria, bondade e qualquer outra excelência na mais elevada perfeição em si e de si mesma (John Howe – século XVII).

A teologia propõe também alguns argumentos da existência de Deus, sejam elas intuitivos ou racionais:

Argumentações Intuitivas:

A)   Universalidade – A grande maioria dos seres humanos e grupos étnicos tem reconhecido a existência de Deus. Este fato é bem apresentado por Don Richardson, no livro Fator Melquisedeque, onde aponta que muitas culturas do mundo conhecem fatos e histórias ligadas a um Deus único e Espiritual compartilhadas pela Bíblia.
B)   Necessidade – Quando a mente finita percebe a sua finitude, então procura por um ser infinito (paráfrase de Strong pg 120 de Teologia Sistemática).

C)  Independência e prioridade lógica – a formação mental dos seres humanos propõe que haja um Deus que deu o start no pensamento, memórias e senso.

Argumentações Racionais

A)   Argumento Cosmológico – Segundo o qual tudo que existe no universo tem que ter uma causa, um propósito e a causa da existência do universo não pode ser menor que o próprio universo.

B)   Argumento Ontológico – que afirma existir incutida no homem a idéia da existência de um Ser superior totalmente perfeito, implicando na necessidade da existência de ser.

C)  Argumento Moral – segundo o qual, o mundo em que vivemos é regido por ordens morais que estão contidas ou inseridas dentro do próprio homem.

D)  Argumento Teleológico – que se apoia na ideia de que nada existe por acaso, para tudo existe um propósito.

E)   Argumento Histórico – cujo embasamento está no fato de que ao longo de toda história o ser humano invocou a divindade.

Interessante também é o nome de Deus apresentado inclusive em Êxodo pela primeira vez. O nome que aparece no original na transliteração é  YHWH, comunmente tratado por Jeová, Javé ou Yavé, mas não sabemos ao certo qual era a pronuncia correta, visto que as letras tiveram seus sons perdidos por causa das constantes miscigenações étnicas que os judeus passaram durante séculos. Além disso, o hebraico é uma língua com apenas consoantes, em especial nos originais bíblicos.

O significado de YAHVEH ou JEOVÁ é “Eu Sou” ou “Sempre estarei sendo”, ou como gostam os judeus “o Eterno”. A forma é uma abreviação do “Eu sou o que sou” dito por Deus a Moisés em Êxodo 3.13,14. YAHVEH é o nome pessoal do Deus vivo que age na história de seu povo. É o Deus da aliança com o povo que sai do Egito, destacando a imanência divina. Por isso destaca-se em YAHVEH o seu amor e a sua fidelidade para com o seu povo. Até hoje os judeus mais conservadores evitam pronunciar o nome mais sagrado de Deus para não usá-lo em vão.

Jesus usa muito o termo “EU SOU” no livro de João. Em João 8.58, 59, por exemplo, isso causou um certo frenesi e provocou a ira dos judeus por utilizar na conotação: “EU SOU DEUS”. A identificação de Jesus com YAHVEH ficou mais do que clara ainda neste texto. Desta forma, nós os cristãos, cremos que Jesus não é apenas o filho de Deus ou aopeas mais um, mas o próprio Deus.

Além disso, Deus é descrito na Bíblia por alguns outros nomes, muitos nomes compostos e diversas metáforas e figuras. Não há espaço suficiente para apresentar todos eles aqui, mas segue uma boa lista dos principais nomes divinos que aparecem na Bíblia e com o seu significado:

EL: DEUS (Criador)
ELOHIM: Deuses (o que nos aponta a Trindade)
El ROHI: Pastor
EL ELYON: O Deus Altíssimo
EL ELOAH: O Deus pessoal
EL SHADAY: Deus Todo Poderoso, Onipotente
YHAWEH / JEOVÁ: “EU SOU”
ADONAI: Senhor (dono)
JEOVÁ JIRÉ: Provedor
JEOVÁ M’KADESH: Santo
JEOVÁ NISSI: Nossa Bandeira
JEOVÁ RAFÁ: Cura / Sara
JEOVÁ SHALOM: Paz
JEOVÁ TSIDKENU: Justiça nossa
JEOVÁ SHAMNAH: Presente aqui
JEOVÁ TSEBAÔ: O Senhor dos Exércitos
JEOVÁ MAKKE: Correção
JEOVÁ GMOLÁ: Recompensa
JEOVÁ ELOAI: Meu Deus
JEOVÁ ELOENU: Nosso Deus
EMANUEL: Deus conosco

Bem, independente do que a Teologia consiga explicar, entender que Deus é o Supremo Criador e é um Espírito Eterno, ou seja, nunca teve começo e não terá fim, isso depende de fé, apenas isso e nada mais, pois quando há muitas explicações, a fé perde força e os argumentos são falhos. Então, é necessário crer no que a Palavra de Deus fala a respeito do que é fé: “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Hb 11.1).

A Bíblia não tem por finalidade provar que Deus exista, pois os escritores partem do pressuposto da existência de Deus, então apenas citam quem é, como age e sua postura (Gn. 1.2,3 / Sl. 19.1-6 / Rm. 1.20 / Hb. 11.3).

Existem ainda alguns atributos de Deus, algo que é interessante também sabermos para fundamentar nossa fé e nos dar a certeza de quem Deus é, não apenas o que Ele representa para nós:

Atributos são qualidades inseparáveis do ser Divino e se dividem em naturais e morais.

Atributos naturais de Deus

A)   Auto-existência,- Deus não depende de nada e de ninguém para existirr. João 5.26:  “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.”
B)   Eternidade – Deus sempre existiu e sempre existirá. Sl. 90.2, Is. 40.28
C)  Imensidade – Deus está presente em todos os pontos do universo – I Rs. 8.27
D)  Imutabilidade – Deus não muda. Ml. 3.6 / Tg. 1.17 Hb. 13.8: Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre.
E)   Infinidade – Deus não tem limites. Sl. 145.3
F)   Onipotência – Deus pode todas as coisas. Gn. 17.1 / Sl. 62.11 / Mt. 19.26
G)  Onipresença – Deus está presente em todos os lugares ao mesmo tempo. Sl. 139.7-10 / Sl. 19.7-10 / Jr. 23.24 / At. 17.27,28
H)  Onisciência – Deus sabe de todas as coisas. Sl. 139.1-6 / Hb. 13.4
I)      Unidade – Deus é único. Dt. 6.4

Atributos morais de Deus

A)   Amor - João 3.16 / I João 4.8
B)   Bondade –  Mc. 10.18 / Sl. 25.8: “Bom e reto é o SENHOR, por isso, aponta o caminho aos pecadores.”
C)  Fidelidade – Deus é fiel, confiável. Êx. 34.6: “...SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade;”
D)  Justiça – Não há injustiça em suas ações. Gn. 18.25 / Sl. 36.6 / Jr. 9.24 / João 17.25
E)   Misericórdia - Lm. 3.22: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos,...”
F)   Santidade - Js. 24.19 I Pe. 1.15 / Êx. 15.11: “... Quem é como tu, glorificado em santidade,...”
G)  Verdade - Podemos confiar em tudo que Deus diz e faz. Is. 65.16



Algumas definições bíblicas de como é Deus:

a)   Deus é Espírito. João 4.24
b)   Deus é imaterial e incorpóreo. Lc. 24.39
c)    Deus é invisível. João 1.18
d)   Deus é vivo. Js. 3.10
  
Vamos ver á luz do texto de Êxodo, então, quem é o nosso Deus.

1 – Nosso Deus é Eterno (vs.14, 15)
14Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”.
15Disse também Deus a Moisés: “Diga aos israelitas: O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, enviou-me a vocês.
“Esse é o meu nome para sempre,
nome pelo qual serei lembrado
de geração em geração.

A eternidade de Deus nos mostra não apenas o quão pequenos nós somos, mas o quão grande Ele é, então podemos confiar num Deus que sendo infinito, nos ama e nos criou para sua Gloria. Deus, além de eterno, é o Supremo criador de todas as coisas, e nesse ponto é impossível pensar num universo resultado de um acaso, mas pensado por um Grande Arquiteto. Creiamos no Deus Infinito e Criador.

2 – Deus é Três mas um Ser único (v. 2)
“Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo que saía do meio de uma sarça. Moisés viu que, embora a sarça estivesse em chamas, não era consumida pelo fogo.”

Uma das manifestações da trindade é apresentada neste texto, pois vemos o Anjo do Senhor como a presença do próprio Deus, neste caso, o Senhor Jesus.

Jamais o ser humano poderá explicar a Trindade, visto que é um mistério. Vários teólogos tentam explicar, mas nosso intelecto é demasiadamente pequeno para esta compreensão, mas o que precisamos saber para edificar a nossa fé, é que Deus, um ser único é formado por três pessoas distintas que se manifestam ao homem através do Pai, Filho e Espírito Santo.

O Pai é o Supremo Criador, a manifestação máxima do nosso Deus. Jesus, o Filho de Deus é o Deus que se fez homem e habitou entre nós (Fl 2) a maior manifestação de Deus entre os homens. Jesus é 100 % homem e 100% Deus. O Espírito Santo é o Deus que se revela a nós nos sentidos e está presente entre nós nos dando a sensação de estarmos perto de Deus.

Devemos crer na triunidade de Deus, não porque a teologia nos mostra, mas porque temos relacionamento íntimo com Ele.

3 – Deus é Fogo que consome o pecado, mas não o homem (v.3)
3“Que impressionante!”, pensou. “Por que a sarça não se queima? Vou ver isso de perto”.

Quando Moisés é chamado por Deus, vemos que ele se inspira e se assusta com um fogo que queima mas não consome. Isso quer nos dizer hoje que assim como a sarça ardia com fogo, mas não se consumia, Deus pode nos tomar com sua presença mas não nos queimar, nos consumir, nos eliminar. Algo que é muito estranho aos nossos lhos, pois pensamos na física da chama.

Pensemos espiritualmente e percebamos que O fogo de Deus nos toma mas queima em nós o pecado, aquilo que não agrada a Deus. É como se fossemos limpos pelo fogo de Deus. Deixemos então Ele nos limpar.

4 – Deus preza por relacionamento (v.4)
4O Senhor viu que ele se aproximava para observar. E então, do meio da sarça Deus o chamou: “Moisés, Moisés!”
“Eis-me aqui”, respondeu ele.

Desde a criação, Deus deseja relacionar-se com o ser humano, como vemos em Genesis 3, mas apesar disso, o ser humano sempre se distancia do Senhor. Quando Deus chama Moisés, Ele tem a intenção de se revelar a humanidade como o Deus todo Poderoso e criador, já que desde os patriarcas as pessoas não tinham mais relacionamento íntimo com Deus. A partir daí, Deus não apenas se mostra aos Israelitas, mas os liberta da escravidão, os leva a uma terra que lhes prometeu por herança e mais do que isso, se fez presente na caminhada pelo deserto em todos os momentos.

5 – Deus é Santo, e espera que sejamos santos também (v.5)
5Então disse Deus: “Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa”.

Santo quer dizer separado, portanto, quando vemos esta expressão nas Escrituras, devemos sempre entender que se trata de um “apartar” daquilo que  se contamina, dos pecados e de tudo o que é comum, ainda se tratando da pessoa de Deus. Ele é totalmente separado, apartado das coisas vãs e más. Ele espera que procuremos nos afastar também.

Quando vemos Deus ordenando para Moisés tirar as sandálias, na verdade está dizendo a Moisés: Filho, se purifique, tire o que te ligou ao mundo. Sim, pés tem essa conotação nas Escrituras numa linguagem profética. Se pensarmos que os pés são aquilo que tocam o mundo e quando estamos calçados deixamos este contato, para entrar na presença de Deus precisamos nos despir daquilo que é imundo, neste caso, a simbologia diz que Moisés estava com os pés protegidos pelas sandálias, mas agora com os pés descalços volta á humildade, a transparência e pode se aproximar de Deus.

6 – Deus está presente (v.6)
6Disse ainda: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó”. Então Moisés cobriu o rosto, pois teve medo de olhar para Deus.

Quando vemos a formula Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó (perceba, não Deus de Abraão, Isaque e Jacó), Na verdade estamos falando de um Deus de vivos, e poderia continuar falando o Deus de José, de Moisés, de Josué, o meu Deus, assim a conotação é de Deus presente de geração em geração.

Nossa reflexão quanto a isso é de que precisamos perceber que Deus está nos olhando, mas não apenas isso, está disposto a se manifestar a nós, assim como se manifestou na geração de Abraão, na geração de Isaque, na geração de Jacó, hoje e eternamente se manifestará, basta nos colocarmos na sua presença assim como se colocou8 Moisés, humilhado / humilde.

7 – Nosso Deus é Libertador e tem promessas (vs. 7,8)
7Disse o Senhor: “De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. 8Por isso desci para livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde há leite e mel com fartura: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus.

Deus que se manifestou a Moisés e aos israelitas no Egito e no deserto, é o mesmo que mandou seu filho para nos tirar das prisões do pecado, do mundo e das garras do diabo para nos transportar para sua maravilhosa luz (Cl 1.13). Quando percebemos a relação do Deus libertador que esteve atuando na escravidão do seu povo e de Jesus libertando-nos, podemos perceber que sempre Deus está disposto a fazer libertação, mas não apenas isso, mas está disposto a também nos dar das suas promessas.

A principal promessa que Israel aguarda até hoje é a delimitação do seu espaço, a terra que emana leite e mel. Nós entendemos que isso pode ser espiritual, ou seja, cremos que nossa libertação do pecado e da morte já foi garantida por Jesus e hoje habitamos uma terra fértil espiritualmente, mas um dia isso será pleno, quando nos encontrarmos com Jesus nos céus onde não apenas emanam leite e mel, mas onde não haverá mais choro nem ranger de dentes.

Te encorajo hoje mesmo tomar a decisão de entregar a sua vida a Jesus Cristo para que ele te liberte e te garanta promessas que se cumprirão aqui e na eternidade. Isso é bastante fácil, pois basta crer e isso acontece. Jesus somente nos pede para crer, o mais Ele mesmo faz por sua graça incondicional.

8 – Deus nos envia a proclamá-Lo (vs. 10, 14-18)
10Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas”.
14Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”.
15Disse também Deus a Moisés: “Diga aos israelitas: O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, enviou-me a vocês. 16“Vá, reúna as autoridades de Israel e diga-lhes: O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu a mim e disse: Eu virei em auxílio de vocês; pois vi o que tem sido feito a vocês no Egito. 17Prometi tirá-los da opressão do Egito para a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, terra onde há leite e mel com fartura.
18“As autoridades de Israel o atenderão. Depois você irá com elas ao rei do Egito e lhe dirá: O Senhor, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. Agora, deixe-nos fazer uma caminhada de três dias, adentrando o deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor, o nosso Deus.

Vemos no texto de Êxodo três proclamações interessantes a que Deus convoca a Moisés a fazer, a primeira no versículo 10, quando Deus manda que Moisés vá até o grande feitor dos seus irmãos Israelitas, neste caso, desafiar o inimigo para resisti-lo.

Somos convocados por Deus a obedecê-lo, resistir ao diabo e deixar bem claro a que viemos (Tg 4.7).

Outra proclamação a que Moisés é convocado é a de propagar o Nome de Deus. Quando o Senhor diz a Moisés “Diga aos Israelitas”, na verdade está dizendo para nós, digam entre vocês, entre os irmãos quem sou eu. Eu sou o “Grande Eu Sou”. Adoração é a nossa chamada principal e quando nos reunimos como igreja, seja no culto, nas células ou qualquer outro lugar e ocasião, não podemos nunca deixar de Proclamar a quem servimos.

O último anúncio a que Moisés foi conclamado por Deus no meio da sarça é: “Diga aos seus irmãos: O Deus dos seus antepassados prometeu livra-los, então creiam”.

Neste momento não podemos deixar de ouvir a voz de Deus quando nos leva a proclamar a libertação que Ele pode fazer na vida daqueles que estão presos. Se num primeiro momento deixamos claro para o feitor a que viemos, depois nos reunimos com os salvos e libertos para adorar a Deus, então agora chega o momento de deixar claro aos outros que servimos a Deus, que somos desafiados por Ele, o Deus que está vivo, a anunciar dos seus grandes feitos.

Não basta crer em Deus, precisamos servi-lo, e isso implica em fé prática, caso contrário, nossa fé está morta, assim como diz Tiago no capítulo 1 versículo 2 e  2.17, quando vemos o apóstolo nos desafiando a por nossa fé em ação, pois a fé sem obras não é fé, mas apenas crença, e isso, até o diabo tem. Quando vemos as Escrituras dizendo qual é a verdadeira religião, aliás, religião vem de religar, algo que deveria nos conectar com Deus, percebemos então que trata-se, em primeiro lugar,  de levar liberdade aos cativos (Is 61).

Conclusão

Crer em Deus, um desafio para todos, ainda mais num mundo mais e mais incrédulo, mas não podemos ter uma fé cega, sem fundamento, precisamos fundamentar corretamente nossa fé num Deus Único, Eterno, Onipresente, Oniciente e Onipotente. Além disso, precisamos manifestar nossa fé viva e eficaz, ao ponto de propagá-la com amor.


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