segunda-feira, 29 de julho de 2019

Enquanto Eu Estiver Aqui

Ainda assim, confio que verei a bondade do Senhor enquanto estiver aqui, na terra dos vivos. Espere pelo Senhor e seja valente e corajoso; sim, espere pelo Senhor .(Salmos 27:13‭-‬14)

Uma crise, eis o contexto em que o salmo foi escrito, não por menos, pois a pessoa que o escreveu vivia cercado por inimigos o tempo todo, e não eram apenas fofoqueiros e invejosos, eram assassinos profissionais, contexto de guerra mesmo.

O que me espanta nos salmos, em especial os de Davi, é que parece que o tempo todo eles viviam a aflição da quase morte, então acabo inevitavelmente comparando aos meus sofrimentos e temores. Indubitavelmente não posso dizer que sofro diante dessa comparação, mas ao mesmo tempo, nossas dores no século XXI também machucam, então posso me apropriar de uma Palavra como essa, até porque, se o Deus que sirvo, livrou pessoas num contexto de guerra e os exaltou sobre os inimigos, lhes fazendo inclusive, reinar, como foi no caso de Davi, porque não nos faria mais do que vencedores?

O problema que muitos de nós fomos educados religiosamente para esperar apenas pelo céu, sem levar em conta que nos foi prometido viver alegrias também aqui. Não que tenhamos apenas alegrias, mas não seriamos consumidos pela tristeza (Joao 16.36).

Pois é, me lembro que num outro contexto, desta vez, com os dilemas que nossa vida cotidiana propõe, o apostolo Paulo diz: "O que nos separará do amor de Cristo? Serão aflições ou calamidades, perseguições ou fome, miséria, perigo ou ameaças de morte? Como dizem as Escrituras: “Por causa de ti, enfrentamos a morte todos os dias; somos como ovelhas levadas para o matadouro”. Mas, apesar de tudo isso, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou. E estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o que existe hoje nem o que virá no futuro, nem poderes, nem altura nem profundidade, nada, em toda a criação, jamais poderá nos separar do amor de Deus revelado em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8:35‭-‬39).

Posso desfrutar de paz em meio à guerra, seja qual for, pois sei que ainda aqui, Deus pode me livrar de qualquer mal e me colocar acima de tudo isso. Foi o que aconteceu com Davi. Teve uma vida de aflições, mas coroado Rei de Israel, ficou muito acima de todos os seus inimigos. O que seriam os dilemas da vida moderna diante deste Deus? Pense nisto!

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Sou filho de Deus, não escravo.

“Uma vez que fomos adotados como filhos, Deus enviou o Espírito do seu Filho ao nosso coração, o que nos dá o privilégio de chama-lo: Papai! Essa intimidade com Deus é para vocês que são filhos, não para os escravos. E, como filhos, são também herdeiros, com pleno acesso a herança”. (Gálatas 4.6,7 – A Mensagem)

Quando um filho pede algo, que realmente precisa, tem de pedir quantas vezes? Essa é a meditação que me peguei fazendo hoje. Então lembrei da minha infância, que não foi a das mais fáceis, mas sempre quando precisava de algo, meu pai e minha mãe faziam das tripas o coração, como se dizia, para me dar. Também, quando não precisava, mas pedia, isso demorava um pouco, as vezes tinha que pedir muitas vezes, não porque meus pais fossem maus e quisessem ver eu implorando, mas porque na maioria das vezes não tinham condições mesmo.

Hoje acontece o mesmo com meus filhos. Sei do que precisam mesmo que não falem, as vezes sofro por não poder dar tudo o que precisam, além daquilo que desejam e não precisam, mas quando posso, certamente os dou e com a maior alegria do meu coração. 

Somos filhos de Deus, e não precisamos ficar implorando o seu favor, pois como Pai amoroso, sabe de nossas necessidades antes mesmo de pedirmos (Sl 139.4; Ef 3.10). Contrariando o que a religiosidade repassada nos ensinava, “quer vitória, vai chorando geme e chora”, não me parece nenhum pouco com o texto que nos garante a filiação e herança a que temos direito, que embora se trate de uma herança eterna, ou seja, a Salvação, não quer dizer que nossas necessidades, Jesus não possa nos dar nesta terra também, aliás, Ele disse: “E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa.... porque o seu Pai sabe do que vocês precisam antes mesmo de o pedirem (Mateus 6.6-8).    

Tenho pensado muito nisso tudo nos últimos dias e chego a seguinte conclusão: Tenho que tomar a postura de filho, que tem necessidades, que tem desejos e sonhos e pode contar e pedir tudo ao seu pai, sabendo que pode receber. Não como o filho mimado, que tem tudo quanto quer, na hora que quer, mas como tenho um pai cuidadoso que me dá pleno acesso a herança, certamente contempla até mesmo meus sussurros e lágrimas sem a mínima expressão vocal inteligível.

Quer alguma coisa? Precisa de algo, pode pedir da forma que bem entender, pois o Papai vai lhe ouvir, mas peça confiando, assim, receberá (Tg 1.6). Claro, que como papai é papai, saberá lhe dar o que realmente precisa, na hora que bem entender também, pois Ele sabe muito mais do que nós, seus filhinhos.