segunda-feira, 15 de julho de 2019

Sou filho de Deus, não escravo.

“Uma vez que fomos adotados como filhos, Deus enviou o Espírito do seu Filho ao nosso coração, o que nos dá o privilégio de chama-lo: Papai! Essa intimidade com Deus é para vocês que são filhos, não para os escravos. E, como filhos, são também herdeiros, com pleno acesso a herança”. (Gálatas 4.6,7 – A Mensagem)

Quando um filho pede algo, que realmente precisa, tem de pedir quantas vezes? Essa é a meditação que me peguei fazendo hoje. Então lembrei da minha infância, que não foi a das mais fáceis, mas sempre quando precisava de algo, meu pai e minha mãe faziam das tripas o coração, como se dizia, para me dar. Também, quando não precisava, mas pedia, isso demorava um pouco, as vezes tinha que pedir muitas vezes, não porque meus pais fossem maus e quisessem ver eu implorando, mas porque na maioria das vezes não tinham condições mesmo.

Hoje acontece o mesmo com meus filhos. Sei do que precisam mesmo que não falem, as vezes sofro por não poder dar tudo o que precisam, além daquilo que desejam e não precisam, mas quando posso, certamente os dou e com a maior alegria do meu coração. 

Somos filhos de Deus, e não precisamos ficar implorando o seu favor, pois como Pai amoroso, sabe de nossas necessidades antes mesmo de pedirmos (Sl 139.4; Ef 3.10). Contrariando o que a religiosidade repassada nos ensinava, “quer vitória, vai chorando geme e chora”, não me parece nenhum pouco com o texto que nos garante a filiação e herança a que temos direito, que embora se trate de uma herança eterna, ou seja, a Salvação, não quer dizer que nossas necessidades, Jesus não possa nos dar nesta terra também, aliás, Ele disse: “E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa.... porque o seu Pai sabe do que vocês precisam antes mesmo de o pedirem (Mateus 6.6-8).    

Tenho pensado muito nisso tudo nos últimos dias e chego a seguinte conclusão: Tenho que tomar a postura de filho, que tem necessidades, que tem desejos e sonhos e pode contar e pedir tudo ao seu pai, sabendo que pode receber. Não como o filho mimado, que tem tudo quanto quer, na hora que quer, mas como tenho um pai cuidadoso que me dá pleno acesso a herança, certamente contempla até mesmo meus sussurros e lágrimas sem a mínima expressão vocal inteligível.

Quer alguma coisa? Precisa de algo, pode pedir da forma que bem entender, pois o Papai vai lhe ouvir, mas peça confiando, assim, receberá (Tg 1.6). Claro, que como papai é papai, saberá lhe dar o que realmente precisa, na hora que bem entender também, pois Ele sabe muito mais do que nós, seus filhinhos. 

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