terça-feira, 26 de maio de 2020

Apocalipse em Gotas Episódio #03 - Acho melhor, primeiro contar história.


Hoje e nos próximos episódios, vamos esboçar um panorama Histórico / Bíblico para facilitar a compressão do que vamos falar mais à frente. Dividi em três partes para entendermos como se dá a história da humanidade que, não por acaso, se divide em antes e depois de Cristo.
Antes de falar do fim do mundo, precisamos conhecer o começo e o meio da história, caso contrário nada faz sentido. Sei que muitas pessoas não gostam de história, mas não podemos entender os rumos da humanidade, sem conhece-la. Além disso, para entender a Bíblia e interpretá-la de maneira adequada, precisamos conhecer o contexto em que ela foi escrita. Ah, e isso é muito importante aqui, mas muita atenção!!! Não podemos interpretar a Bíblia à Luz da história, mas olhar para a história à Luz da Bíblia.
Gosto de pensar na Bíblia como um manual do fabricante.
Pense comigo: Quando compramos um equipamento tecnológico que não é tão plug and play, como um computador ou celular, por exemplo, não dá um certo medo de estragar se não ler o manual? Sei que algumas pessoas, homens, em especial, têm dificuldade em aceitar que não sabem de todas as coisas, aliás, nós nos perdemos por não saber nem pedir uma informação quando estamos rumo ao desconhecido.
Bem, se lemos manual de instrução, quando não conseguimos mais operar um equipamento, pense se não deveríamos ler a Bíblia se não sabemos como viver adequadamente.
É por isso que digo que não temos como interpretar o Apocalipse, se não conhecemos toda a Palavra de Deus. Não que tenhamos que dominar todo o conteúdo da Escritura para isso, mas pelo menos, devemos ter noção de como evoluiu a história até nossos dias. Sem contar, que não temos como saber o quando está próximo do desfecho de uma história, se não conhecemos ela toda.
Ok. Creio que já entendeu que não quero enrolar, mas seguir um cronograma para entendermos bem do que estamos falando, aliás, do que Deus está falando conosco nesse tempo.
Primeiro, precisamos entender que temos algumas dificuldades quando falamos de história, porque:
a)   a Bíblia não é um livro de história, embora contenha muito dela;
b)   a Bíblia parte do pressuposto que Deus é o criador de todas as coisas, inclusive da própria história;
c)   a Bíblia não é organizada de forma cronológica, o que dificulta o acompanhamento da história geral da humanidade.
Agora, com relação a história científica, temos um único problema: A ciência parte do pressuposto que não há Deus. Nesse sentido, há que se tomar uma decisão entre as duas possibilidades:
a)   Crer no que a história contada pelos homens diz,
b)   Crer no Deus que controla a história dos homens.
Não estou dizendo com isso, que a ciência é desnecessária, nem que a história dos livros está errada, mas que a perspectiva é distinta e houve um movimento muito intenso para descontruir a ideia de que Deus é criador de todas as coisas, nesse sentido, a ciência é partidária, tendenciosa e mais do que tudo, controlada por homens ímpios no que se refere a sua transmissão.
Pensando nisso, vamos ao esboço da história do homem segundo à Bíblia Sagrada:
Em Genesis 1, 2 e 3, vemos a criação do mundo, a formação do homem e da mulher e a entrada do pecado no mundo. Também no capítulo 3.
Gênesis significa começo, daí o nome do livro, tudo começa nele. Precisamos entender que a Bíblia não narra a trajetória da humanidade, mas de um povo específico, que representa a humanidade como um todo: Israel.
Nos capítulos posteriores de Genesis, vemos como Israel se tornou um povo e a sua evolução, desde o ser humano primitivo, até passar a viver nas cidades. Claro que temos muitos textos que conseguimos ver a trajetória histórica, economia e política de Israel e oriente médio nos textos de Gênesis, mas não temos tempo para entrar nos pormenores aqui.
Falando em Gênesis, vamos para uma pausa em direção ao Apocalipse. Em Genesis, temos um texto poético muito lindo, que alguns interpretam como a primeira profecia a respeito da volta de Jesus. O capítulo 24 de Gênesis nos conta a história do casamento de Isaque, um arquétipo de Jesus (arquétipo é um símbolo, como uma imagem que reflete a realidade). Viu, tem escatologia na Bíblia toda, isso, que selecionei apenas um fragmento. Claro, que essa é uma figura, que nem todos entendem dessa forma.  
A Partir de Êxodo, as coisas começam a mudar, então, há que se estudar entendendo o contexto, pois trata-se de narrativa judaica, própria para o ensino daquele povo, ou seja, os escritores Bíblicos usam a linguagem que o povo daquela época podia compreender, bem diferente da sociedade moderna que é muito linear. O pleonasmo literário é a figura de linguagem mais utilizada na Bíblia, pois os judeus entendiam que de muito repetir, as pessoas gravavam. Tanto é assim, que até a poesia judaica não tem rimas, mas tem o que os linguistas chamam de paralelismo, ou seja, rima de ideias ao invés de rimas de palavras.
Simplificando Gênesis, Israel sai de uma comunidade nômade e pequena no sul do atual Iraque, com o Patriarca Abraão e sua esposa Sarah e vai para o centro da Palestina, naquela época conhecida como Canaã. Todo o enredo do Antigo Testamento se dá entre ao norte a Turquia (antiga Ásia Menor), a oeste o Egito ao sul deserto da Arábia Saudita e Iraque.  
A divisão sociopolítica de Israel desde quando eram um povo pequeno, as 12 tribos que eram representadas pelos nomes de cada patriarca, filho de Jacó. 12 eram os filhos de Jacó o patriarca, que era neto de Abraão.  Ah! Importante lembrar que Israel é o nome que Deus deu a Jacó quando este teve um encontro com o Todo poderoso no capítulo 32 de Gênesis.
Quando os Israelitas saem do Egito, aproximadamente no ano 1.600 a.C., são uma população de mais de 2 milhões de pessoas, distribuída em 12 tribos, e isso é muito importante, esse número quer dizer muita coisa na tradição Bíblica.
Israel cresce a ponto de não ser mais um povo nômade, mas agora, toma a Terra prometida por Deus em Canaã, lugar em que o Patriarca Abraão se estabeleceu 400 anos antes. Mas não foi apenas chegar e tomar posse da terra, teve que lutar várias guerras para isso. Nesse ponto é interessante notar que a nação de Israel que conhecemos hoje dos telejornais, sempre foi uma nação guerreira, algo que não vai mudar até que o reino milenar de Cristo seja plenamente estabelecido.
Israel vive, da saída do Egito em 1.600 a.C., até aproximadamente o ano 1100 a.C. numa teocracia dirigida pelos Juíses, ou seja, homens e mulheres que julgavam e lideravam o povo na conquista de Canaã.
No ano de 1046 a.C., o primeiro Rei de Israel subiu ao trono, comandando as 12 tribos em guerra constante com o principal inimigo: os Filisteus, uma das maiores etnias que ocupavam a terra de Canaã. Num momento em que Saul deixou de cumprir os planos de Deus e se voltou contra o Senhor, Davi, um pastor simples da tribo de Judá é coroado Rei de todo o Israel no ano de 1003. a.C. 
Esse momento é muito importante para conhecermos a história do povo hebreu e também das Escrituras, pois nesse tempo, Israel se estabelece não apenas como nação, mas como reino e país.
Aqui é muito importante frisarmos que Davi é mais um arquétipo de Cristo. Nesse caso, em toda a profecia Bíblica, o Messias era descendente de Davi, pois segundo o que lemos em 2 Samuel 7.16, O reinado de Davi seria perene sob o domínio dos seus descendentes. Além disso, é muito comum observar nas Escrituras o termo “Filho de Davi” ao se referir a Jesus, dando a entender que Ele é o Rei dos Reis.
Com a velhice de Davi, Israel já é um país forte e caminha para um período de paz. Davi morre e deixa seu filho caçula Salomão para governar em seu lugar. Salomão é o rei que não apenas conserva a paz, como é o primeiro a desenvolver políticas diplomáticas com as outras nações do mundo, a ponto de realizar centenas de casamentos, com princesas de reinos próximos, sem ao menos conhecer a maioria dessas mulheres.
O território de Israel passou a mais do que o dobro do território entre os reinos de Davi e Salomão, apenas maior no próximo reiono, porque o sucessor de Salomão, seu filho Roboão, perdeu uma disputa política por causa de sua arrogância e pecado, ao que o reino foi dividido, sendo 2 tribos para o reino de Judá, que tinha como capital Jerusalém e 10 tribos para o reino de Israel.
A História desse ponto em diante é narrada de forma muito fragmentada na Bíblia nos livros de 2Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, bem como no trecho que compreende o livro de Isaías e Malaquias, ou seja, os escritos dos profetas.
A História dos reinos de Judá e Israel é marcada por desobediência do povo e de seus líderes, ao que Deus tinha ordenado no livro da Lei, ao que os profetas começaram a anunciar uma mensagem de castigo para o arrependimento, mas não adiantou, a ruína já estava marcada nas próprias páginas das Escrituras, no livro de Deuteronômio capítulo 28, que previa que Israel não obedeceria.
Aqui precisamos fazer uma pausa, não apenas para respirar, mas para meditar nesses fatos. Deus conhece toda a história e frequentemente apresenta, através de seus profetas, mensagem de esperança e amor, mas também de juízo, por isso, precisamos estar atentos ao que as Escrituras nos dizem a respeito dos tempos que surgem, pois tudo se cumpre, nada passa desapercebido aos olhos de Deus.
Você está atento ao que a palavra de Deus diz? Está obedecendo aos seus mandamentos? Olha o que diz Apocalipse 14.12:
“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Ap 14.12
Esse trecho, no contexto que está, aborda que os fiéis a Deus, permanecem firmes no caminho que Jesus apresentou, mesmo em meio ao caos.”
Voltando à história, Israel não reconhece seu Deus, suas mensagens muito menos seus profetas, por isso é sentenciada a reclusão na Babilônia. O Reino de Israel que já estava a muito tempo desfigurado do ponto de vista ético, moral e piedoso, já havia sido arrasado por guerras e invasões. O reino de Judá permaneceu por mais tempo cercado, mas no ano de 598 a.C. não resistiu e seu rei, Zedequias, foi levado escravo, seus filhos mortos na sua frente e logo em seguida, seus olhos furados. Jerusalém foi invadida e toda despojada. Os nobres mais influentes, bem como a população de Judá, foi levada cativa para a Babilônia.
O tempo de exílio na Babilônia foi de 70 anos, conforme os profetas haviam anunciado. Daniel é um profeta que viveu esse tempo, pois foi levado ainda jovem para o palácio de Nabucodonosor, imperador da Babilônia. Daniel é o profeta mais apocalíptico do Antigo testamento, pois não apenas profetiza e influencia o povo durante o cativeiro, mas declara quanto tempo duraria, quantos reis perpassariam nesse período e o mais interessante, escreve suas experiências e visões para os tempos do fim. As profecias de Daniel são tão interessantes e intensas, que devem ser estudadas junto com o Livro do Apocalipse.
Bem, a história continua, Judá volta do cativeiro e esse trecho é narrado em Esdras e Neemias, com a reconstrução da cidade e o templo de Jerusalém. A partir daí, há uma interrupção na narrativa Bíblica, sendo o último livro, o do profeta Malaquias em 433 a.C.
Nesse período, conhecido como interbíblico, Israel foi dominada pelos Gregos entre 333 e 160 a.C.
No ano de 160 a.C., sob liderança de Judas Mababeu e auxílio dos Romanos, Israel consegue uma certa liberdade, mas em 63 a.C. Roma invade a Palestina e domina a região para controlar o comércio e expandir o império. 
Em 34 a.C., Herodes é indicado como rei de Israel pelo império romano, mas na verdade, é apenas uma marionete nas mãos deles, pois além de não ser um descendente de Davi, como profetizado em toda a Escritura, não conseguiu libertar Israel do domínio estrangeiro.
Em 19 a.C se inicia a construção do segundo Templo de Jesrusalém, com a adoração judaica recomposta, mas sem os descendentes de Levi no comando, conforme era previsto na Lei, mas com cargos políticos, indicados pelo Império e também por Herodes.
No ano 5 a.C, Jesus nasce. Isso parece controverso, mas segundo pesquisas de estudiosos, o calendário que seguimos, criado a mando do Papa Gregório em 1582, teve um erro de 5 a 8 anos de imprecisão.
O silêncio de Deus apenas é cessado com João Batista, primo de Jesus em 2º grau, que anunciou, conforme previsto 760 anos a.C. pelo profeta Isaías em Isaías 40, a chegada do Messias Jesus.
Jesus chega em Israel num dos momentos mais críticos da história, pois desde a morte de Júlio Cesar em 44 a.C, os judeus tiveram inúmeros levantes contra o império, surgindo, inclusive, inúmeros falsos Cristos. Quando lemos Atos 5.36, vemos os líderes dos judeus falando sobre um desses fatos, com um homem chamado Teudas. Muitos eram os grupos e partidos que se levantavam contra o império romano naquele tempo, como os Zelotes, Escariótes e os Essênios, por exemplo.
Jesus nesse contexto não se apresenta como o Messias libertador que Israel queria, mas como o ungido que veio libertar o povo da Escravidão do pecado, não da política. Jesus cumpre todos as prerrogativas do Messias das Escrituras, exceto 1, o de ser coroado Rei de Israel e quebrar o domínio dos impérios terrenos opressores de Israel.
Puxa, aí é que mora a incredulidade dos judeus em Jesus, mas o que eles não entenderam é que Jesus viria da primeira vez como homem sofredor e em uma segunda vinda, como o Rei Exaltado nessa terra. Embora seja o Rei exaltado sobre todos no mundo espiritual, de fato, Jesus ainda não senta num trono e julga como um rei que o mundo espera.
Mas será que isso invalida seu governo eterno? O reino de Jesus, profetizado nas Escrituras, era, de fato, para ser nesse mundo?
Ufa, falamos do tempo Antes de Cristo num tempo recorde.
Gostaria de falar muito mais, mas ficaria ainda mais exaustivo e cada detalhe abre um portal para se falar sobre muitas outras coisas.
Vamos ter que continuar na semana que vem, pois temos que falar um pouco mais sobre o reino eterno de Jesus, não apenas enquanto estava aqui, mas a continuidade dele com seus discípulos.
Te aguardo lá!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Apocalipse em Gotas Episódio #02 – Melhor começar com um Glossário




Vou fazer aqui uma espécie de glossário escatológico. Vou tentar ser o menos técnico possível e o mais abrangente, numa linguagem nada acadêmica.

Importante saber 3 coisas para esse episódio: 1 – Não vamos estudar tudo de uma só vez, então é só uma degustação, um aperitivo. Por isso, vai faltar muita coisa que vou falar especificamente mais lá na frente, não seja ansioso, olha o que a Bíblia diz! 2 – Não vamos abordar nesse glossário todos os termos adotados na escatologia, é só para nos nortearmos no assunto e pesquisar mais; 3 – mesmo sendo rasos aqui, você pode aprender muita coisa e se preparar para os tempos que virão, por isso, fique atento!

Para embasamento, selecionamos alguns dos textos bíblicos de cada tema, não seremos exaustivos na seleção de todos os textos que falam do assunto, porque isso nós podemos encontrar em muitos materiais, inclusive em chaves bíblicas e Bíblias de estudo muito boas para isso. Lembre, nossa intenção é um panorama, não um estudo aprofundado. Nesse caso, escolhi os textos bíblicos que na minha ótica fazem sentido para um glossário, não para um estudo aprofundado do tema.

Vamos começar do começo!

EVANGELHO – Sim, por mais que seja um termo muito corriqueiro para os cristãos, há muita distorção com esse termo. O termo Evangelho tem duas principais conotações para nós estudarmos Escatologia, a primeira é com relação ao texto do Novo Testamente, em especial os 4 livros (Mateus, Marcos, Lucas e João). A outra aplicação, é o conceito mais profundo, querendo dizer proclamação das Boas Notícias a respeito do Reino de Deus. Jesus disse em Mateus 24.14: “E este Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo a todas as nações, e então virá o fim.”

CRENTES – Pessoas que creem na mensagem do Evangelho – Durante séculos foi sinônimo de cristãos, regenerados, eleitos, dentre outros, mas aqui cabe uma ressalva, no século 20, muitos teólogos evangélicos tem afirmado, como é o caso de John Stott, diz que o termo mais adequado é discípulo, porque, na prática, o crente apenas crê, quando o discípulo, ele a partir da regeneração, ou seja, do ato em que creu e Jesus passou a viver em sua vida, tem sua conduta pautada pelas palavras de Jesus, então passou da morte eterna para a vida. Já o crente, apenas crê.
Vamos à Bíblia? Jo 1.12; Tg 2.14-26.

ÍMPIO – o contrário de regenerado é o ímpio, que não observa a piedade, ou seja, não está nem aí para as coisas de Deus, mas vive como se a eternidade não existisse. Nesse caso, o ímpio vive na prática do pecado.
Vamos à Bíblia? 2 Co 4.3,4; Hb 2.14,15; Ef 2.1,2; Rm 6.23.

MORTE – Aqui o negócio complica um pouco, porque temos pelo menos 3. A primeira que percebemos é a morte do corpo, embora na Bíblia, a primeira apresentada é a da Alma. Puxa, agora piorou. Tá, vamos tentar descomplicar: 1 – A Morte da Alma ou morte espiritual foi a primeira a aparecer na Palavra de Deus, porque representa o estado de separação entre Deus e o homem e a 2 – Morte é a morte Física,  mais fácil de explicar porque todos já vimos ao vivo e a cores do que se trata. Essa morte só chegou no mundo, por causa da primeira, porque Deus fez o homem com o desejo da eternidade, mas a vida aqui neste terra é finita, e em no máximo em 120 anos, ela se acaba. Para restaurar o sentido da eternidade, Deus enviou Jesus, seu único Filho, para que tivéssemos a Vida eterna. Mas então, o que quer dizer a 3ª Morte? 3 – A Morte Eterna é o estado final daqueles que não se encontraram com Deus através de Jesus.
Vamos à Bíblia?
Gênesis 2.17; 3.22-24; Eclesiastes 3.11; João 3.16.

SALVAÇÃO – Salvação é o termo que define o ato de Jesus em livrar o ser humano do pecado e seus efeitos sobre a eternidade. Trata-se de um ato da graça divina e não podemos pagar, comprar ou merecer.
Vamos à Bíblia? Efésios 2.1-10; Tito 3.3-7.

CÉU – Há pelo menos 3 aplicações para a Palavra céu no contexto bíblico: 1 – O céu visível atmosférico, hoje chegamos a ele pelas aeronaves, por exemplo e traspomos as nuvens. 2 – Céu astronômico, em que vemos o sol, à noite, muito além das nuvens, vemos a lua e as estrelas; 3 – A morada de Deus – nesse caso, não há um lugar físico para isso entre os céus e a terra, mas como diriam os físicos cristãos: uma outra dimensão. Não existe na Bíblia uma descrição exata do que é o céu, porque tudo o que temos são figuras de linguagem, e até o apóstolo Paulo, que esteve lá nos diz que viu coisas indizíveis. Muito cuidado com as experiências que as pessoas dizem que tiveram no céu ou no inferno, porque nem mesmo a Palavra de Deus descreve esse lugar com clareza.   
Vamos à Bíblia? 2 Co 12.1-4; Fl 3.20; Ap 22.4,5

INFERNO – Um lugar de castigo eterno que ainda não foi inaugurado em nosso tempo, mas na eternidade foi preparado para Satanás, seus anjos, o Anticristo, o falso profeta e todos
Vamos à Bíblia?  Mt 25.41; Ap 19:19; 20:10;14,15.

VIDA ETERNA – O contrário de morte espiritual, a vida eterna é a recompensa para todos os que creem que Jesus é o Filho de Deus e buscam viver de acordo com a Palavra de Deus.
Vamos à Bíblia?
João 3.16; João 10.28-30; 1 Pedro 5.10; 1 João 5.11,13

HUMILHAÇÃO – Estado de Cristo quando deixou a sua glória, sendo Deus se humilhando para se fazer carne e ser um ser humano simples. Vamos à Bíblia? Jo 1.1-14; Fl 2.6-8; 2Co 8.9


EXALTAÇÃO – Quando Jesus ressuscitou e ascendeu aos céus, passou do estado de humilhação para o de Exaltação, ou seja, voltou a receber a Glória que Ele tinha antes de se tornar carne. Vamos à Bíblia? At 7.55; Jo 17.5; Fl 2.9-11.

GLORIFICAÇÃO – Semelhante ao que aconteceu com Jesus, quando passou do estado de humilhação para a exaltação, o momento de glorificação, é quando o ser humano regenerado por Jesus recebe a preparação para a eternidade, ou seja, tem esse corpo corrompido e alma desastrosamente manchada pelo pecado transformado e como o próprio termo diz: Glorificado. Vamos à Bíblia? Rm 8.23,24; 13.11; 1Pe 1.3-5; 2.1,2; 1 Jo 3.2; Lc 20.35,36.


Apocalipse – Essa Palavra ganhou um significado totalmente diferente do que ela realmente tem. Apocalipse significa desvendar, revelar, tirar o véu de sobre. O Livro que traz seu nome, na verdade não revela muita coisa a todos os seres humanos, mas apenas aos regenerados. Sim, a mensagem do apocalipse nem é para os que não creem em Jesus. Aliás, João envia o livro do Apocalipse como carta apenas à Igreja. O termo apocalipse ganhou um novo significado, justamente porque as pessoas não compreendem a mensagem que esse livro traz: Esperança. Sabe porque as pessoas tem medo? Por causa da figura de linguagem que ele carrega, e não tem o Espírito Santo para iluminar na interpretação, nem tem paciência para chegar ao fim da história, quando os que creem são recompensados e finalmente livre da morte física, da alma e a morte eterna. Quando falamos de textos apocalípticos, estamos falando de textos do Antigo e Novo testamento que tratam de escatologia, como Daniel no Antigo Testamento e Apocalipse no Novo, mas temos muitos mais, como Mateus 24 e 25 e trechos de 1 e 2 Tessalonicenses, por exemplo.
Vamos à Bíblia? Ap 21.1-5; 22.1-5

PAROUSIA - VINDA DE JESUS – A Bíblia cita duas vindas de Jesus à Terra. A primeira vinda é aquela retratada nos Evangelhos, e aqui vai algo importante: Jesus veio em Carne, ou seja, corporalmente num estado de humilhação. Nasceu de uma mulher, sendo gerado nela pelo Espírito Santo; Jesus, em sua primeira vinda, nasceu com uma criança, cresceu e morreu como adulto; Ressuscitou e subiu aos céus em corpo físico glorificado – A segunda vinda é também intitulada de Parousia, do grego chegada, vinda. Essa segunda vinda será visível a todos os moradores da terra, será rápida e inesperada. Não tem hora nem dia marcados na agenda humana, mas é determinada por Deus. Aquilo que alguns intitulam como terceira vinda é o retorno de Jesus como Rei de todas as nações, nesse caso, Jesus virá governar a Terra com os salvos, aqui há muita controvérsia.

Vamos à Bíblia?
 Mt 1.18-25; Lc 2.1-7. b) Jo 1.14; Fp 2.5-8. Mt 27.45-56; Mc 15.33-41; Lc 23.44-49; Jo 19.28-30.  Mt 28-1-20; Lc 24.1-12; Jo 20.1-9; At 1.1-9.  Mt 24.29-31; Mc 13.24-27; Lc 21.25-28; 1Ts 4.15.  Mt 24.27; Ap 1.7


ESTADOS DA ALMA – Esse tema é muito abrangente e extenso, mas simplificando bastante, Vamos conversar sobre três estados da alma: 1 – Estamos vivos, então estamos em corpo alma e/ou espírito, depende se você é dicotomista ou tricotomista; 2 – O segundo é o que os teólogos chamam de ESTADO INTERMEDIÁRIO DA ALMA, que segundo a teologia é o tempo entre a morte física e a ressureição – Neste ponto se discute desde sempre algumas questões: a) os mortos estão num estado de inconsciência ou subconsciência; b) Os que morreram regenerados estão num estado de sono; c) os mortos aguardam num lugar preparado, ao que os que pensam assim, entendem como na parábola do rico e Lázaro, ou seja, um lugar chamado Sheol (hebraico) ou Hades (grego) é um paraíso para os santos e um abismo terrível para os ímpios. D) o que vem ganhando mais espaço entre os estudiosos nos últimos anos é justamente um sentido em que quando se morre, muda-se de dimensão, nesse caso, o tempo deixa de existir e não temos a real compreensão do que e como ocorre fora da vida, algo que faz todo o sentido. 3 – Por fim, o terceiro estado se divide em 2: a) O destino dos regenerados é a vida eterna ao lado de Cristo; b) O estado dos ímpios é a morte eterna, ou seja, totalmente longe de Deus, ao que chamam de inferno.
Vamos à Bíblia? Dn 12.2. Mt 25.1-46; 2Ts 4.13-18.


MILÊNIO – É o termo adotado pela teologia no campo da escatologia para tratar do tempo em que Jesus renará na Terra com os Santos, sendo pelo menos 3, que vamos falar com mais detalhes daqui a algumas semanas. A princípio, existem 3 principais teorias sobre o milênio: a) Amilenismo; b) Prémilenismo; c) Pósmilenismo.
Vamos à Bíblia? Is 2.1-4; Dn 2.44; Ap 5.10; Ap 20.1-3;


RESSURREIÇÃO – Assim com Jesus ressuscitou 3 dias após a sua morte, todos os mortos vão ressucitar quando jesus voltar. Quando se trata de Ressurreição na escatologia, se fala em especial, desse momento, que creem tantos os judeus, os Cristãos e os mulçumanos.
Vamos à Bíblia? 1Co 15.1-58 ( o maior tratado sobre o assunto); 2Ts 4.13-18.


BESTA – Também conhecido como Anticristo, Filho da perdição, Falso Cristo ou Falso Messias, é o governante que trará paz ao mundo por um tempo, mas logo em seguida subjugará o mundo todo trazendo o que é conhecida na Bíblia e escatologia como a grande tribulação.
Vamos à Bíblia? 1 Jo 2.22; 2Ts 2.3,4; Mt 24.24; 1Jo4.3; Ap 13.

TRIBULAÇÃO – Tribulação se refere ao período que nas principais vertentes de interpretação será de 7 anos, dividios em 2 períodos de 3 anos e meio ou não. Algo que vamos falar bastante lá pra frente. A tribulação é um períoro da história da humanidade, pior do que qualquer coisa que já aconteceu, conforme diz Daniel e Jesus.
Vamos à Bíblia? Jr 30.7Dn 9.27; Mc 13.19,20; Mt 24.15-21; Lc 21.11; Ap 6.15-17;


FALSO PROFETA – Se trata do parceiro inseparável do Anticristo, aquele que vai anunciar a chegada dele. É a versão malévola de João Batista, ou Elias, que vem anunciando o Messias.
Vamos à Bíblia? Mt 24. 1Jo4. Ap 16.13;


TRONO - JUÍZO – Quando se vê a expressão trono nas Escrituras, devemos entender como governo, mas muitas vezes. Está ligada a julgamento, como é o caso na versão apocalíptica. Alguns falam em Tronos, por entenderem que se trata de mais de um julgamento. O que se sabe, é que Jesus julgará a humanidade haverá separação dos justos e injustos, bodes e ovelhas, crentes e incrédulos, regenerados e ímpios... acho que entendeu.
Vamos à Bíblia? Mt 25.31-46; Rm 2.6; 2Co 5.10; Ap 20.12-15

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Apocalipse em Gotas Episódio #01 – Porque Vamos falar sobre isso?


Porque Vamos falar sobre isso?

Sempre gostei do tema escatologia, mas em setembro de 2019, tive uma vontade muito grande de atualizar meus estudos nesta área da teologia, então, nada melhor do que recorrer à Palavra de Deus. Naquele momento, li várias vezes em diversas versões Mateus 24, o livro de Apocalipse, o livro de Daniel e outros trechos das Escrituras que tratam desse tema de forma clara. Tinha a nítida impressão de que o Senhor estava me chamando para meditar no tema e me preparar para falar sobre isso, mas não sabia ainda como, nem em que circunstâncias falaria.
O tempo foi passando, mas a quantidade de coisas do dia a dia, cursos, trabalho e etc., fizeram com que apenas eu lesse, e nada mais do que meditar sobre o assunto e orar para interpretar o porquê estava sentindo aquele turbilhão de emoções.
Daí você pode dizer: Mas claro, com essa quantidade catástrofes, o imaginário coletivo já leva para uma hecatombe apocalíptica.
Bem, pode até ser que tudo o que está acontecendo no mundo desde os anos 2000 façam isso, mas no mês de setembro, não estavam tão assim as coisas. Havia até promessas de melhora no nosso país e no mundo, pelo menos é o que os líderes mundiais prometiam. Pois é, talvez esse seja mais um sinal que vamos conversar nessa série de estudos sobre o “fim do mundo”, como alguns gostam de falar.
Escatologia é o estudo das últimas coisas. Do grego skhatos, ē, on 'extremo, último') + logia do grego, logós significa estudo, tratado, teoria.
Nesse estudo, não quero me aprofundar demais na Teologia sistemática, nem nos estudos convencionais da escatologia, porque quero me ater aos ensinos práticos, algo que auxilie as pessoas comuns no seu dia a dia.
Existem inúmeros tratados teológicos sobre o assunto, tanto em mídia impressa como digital, sendo vídeos, podcasts e outros, mas são pouquíssimos os materiais práticos sobre Escatologia, apocalipse e volta de Jesus. O que mais temos é tratados teológicos e infelizmente, alguns bem sensacionalistas em sua grande maioria.
Quando se encontra, o material relacionado a escatologia, é bastante tendencioso para uma doutrina denominacional bem específica, para colocar medo no povo, ou o contrário e até para fins políticos.
Quero deixar bem claro minha intenção: Trazer reflexão sobre os acontecimentos vindouros, ou os que tem acontecido desde a fundação do mundo, do ponto de vista da Bíblia Sagrada, sem alarde, fatalismo ou tendência à ideologia “A” ou “B”.
Minha posição sempre foi muito equilibrada quanto aos termos da Teologia convencional sobre os principais temas da escatologia. Para te ajudar com alguns termos, vou dar uma primeira explanação sobre as palavras e termos técnicos mais utilizados, assim, ninguém precisa ficar aprisionado ao que uma única pessoa diz, mas pode percorrer a rede, ou a biblioteca e livrarias, para chegar as suas próprias conclusões. Mas atenção, não se trata de adivinhação ou busca por oráculos, trata-se de interpretação do que o próprio Deus disse sobre o que vai acontecer.
Ah, antes que me esqueça, tenho minhas posições teológicas, mas vou tentar explanar aqui, as versões mais usuais. Também não vou abrir o debate para dizer qual posição é a melhor e mais bíblica, porque acho pouco produtivo nesse tema, assim como vou tentar ficar mais no que a Bíblia diz, do que os teóricos dizem.
Por fim, quero que saiba que não sou o dono da verdade, nem sei de muita coisa, mas o que sei, quero compartilhar contigo e de repente, vamos nessa jornada de aprendizado e preparação, descobrindo juntos o que Deus reserva para cada um de nós e para o mundo como um todo!
Olha o que o Senhor nos fala:
“Não atrapalhem a ação do Espírito Santo. Não desprezem as profecias. Examinem tudo, fiquem com o que é bom e evitem todo tipo de mal.” 1Ts 5.19-22.

Sejam bem vindos ao Apocalipse em Gotas!!!

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Entre 4 Paredes – Família Mais Unida Do Que Nunca

Lucas 2.1-7; 39,40

1Naquele tempo o imperador Augusto mandou uma ordem para todos os povos do Império. Todas as pessoas deviam se registrar a fim de ser feita uma contagem da população. 2Quando foi feito esse primeiro recenseamento, Cirênio era governador da Síria. 3Então todos foram se registrar, cada um na sua própria cidade.
4Por isso José foi de Nazaré, na Galileia, para a região da Judeia, a uma cidade chamada Belém, onde tinha nascido o rei Davi. José foi registrar-se lá porque era descendente de Davi. 5Levou consigo Maria, com quem tinha casamento contratado. Ela estava grávida, 6e aconteceu que, enquanto se achavam em Belém, chegou o tempo de a criança nascer. 7Então Maria deu à luz o seu primeiro filho. Enrolou o menino em panos e o deitou numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na pensão.

39Quando terminaram de fazer tudo o que a Lei do Senhor manda, José e Maria voltaram para a Galileia, para a casa deles na cidade de Nazaré.
40O menino crescia e ficava forte; tinha muita sabedoria e era abençoado por Deus.

INTRODUÇÃO

No momento do nascimento de Jesus, já havia uma família formada e não estou falando das inúmeras teorias discorridas sobre filhos anteriores de José, nem vou me aprofundar em como acontecia o casamento e suas obrigações no I Século. Na verdade, quero enfatizar aqui que marido e mulher são família e sempre ressaltamos isso quando falamos para famílias. Adão e Eva já era uma Família antes de Caim.

José e Maria era uma família antes de Jesus e tiveram que se adequar ao que estava acontecendo no mundo naquele momento. Sim, por decreto, tiveram que sair da sua casa, bem diferente do que está acontecendo nesse momento no mundo em que vivemos, em que somos obrigados por decretos a ficarmos reclusos. Mas não é só isso, o mundo daquela época estava vivendo um frenesi de situações políticas e também de organização social, bem parecido, guardadas as devidas proporções, do que estamos vivendo atualmente como sociedade, mas deixa eu te falar: A Família continua com os mesmos dilemas do 1 século, aliás, como disse Salomão, não há nada novo debaixo do sol (Ec 1.9).

Enfim, José e Maria, e agora um pequeno e indefeso Bebê estavam reféns da situação, mas será? Eles foram protagonistas em meio ao caos e esse é nosso papel como família, em especial, se somos Filhos de Deus. Fomos chamados a sermos protagonistas da história, não meros espectadores.

No mundo corporativo por exemplo, tem se falado muito sobre resiliência e protagonismo. Em grandes corporações, como a que eu trabalho, se o funcionário, por menor que seja o cargo que ocupe, não for protagonista em sua função, jamais crescerá, e em alguns casos, nem poderá permanecer na empresa.

O nosso chamado nesse dia é para o protagonismo dentro de casa, principalmente agora, em que não temos nem desculpas da correria do dia a dia, multitarefa ou multifunções as quais estamos sempre extremamente presos. Pegue o exemplo dessa Família das Escrituras e seja protagonista em suas relações, não mero expectador!

Agora, vamos falar um pouco de nós e menos da situação do mundo ao nosso redor, o que acham?



1 – Mesmo que o mundo imponha mudanças, os princípios eternos devem ser preservados. (v5)

“Levou consigo Maria, com quem tinha casamento contratado. Ela estava grávida.”

José tinha um compromisso com Maria, mas se lembrarmos de toda a história, ele também tinha um compromisso com Deus e agora com seu filho, Jesus (Mt 1.18-25).

Muitas pessoas se esquecem dos compromissos assumidos e acabam por deixar suas famílias nos momentos mais difíceis. Já vimos muitos casos em que em meio a doença, pais abandonam suas esposas e filhos para fugir da situação. Nesse dia, nosso compromisso assumido deve ser não apenas lembrado, mas resgatado. José tinha recebido uma missão, a de cuidar de Maria e criar seu filho Jesus com a sua própria vida, e nesse momento da história de sua família, é homem de verdade, mesmo que o mundo esteja em plena mudança, não abandona a sua família, mas a carrega consigo para cumprir com suas responsabilidades. José não tira os olhos de Maria, mas sobre um jumentinho, a leva para cumprir o que devia fazer.

Você está obedecendo em meio a crise? Está cuidando bem de suas obrigações cívicas, laborativas? E sua obrigação familiar, está em dia?

2 – Quando as coisas pioram, Não percam o foco! (v.7)

“Então Maria deu à luz o seu primeiro filho. Enrolou o menino em panos e o deitou numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na pensão.”

Lamento em lhe informar, mas em uma perspectiva Bíblica, o mundo não vai melhorar, aliás, quando melhorar, se prepare, porque daí que o bicho vai pegar para os cristãos.

Essa não é uma mensagem que está na moda, porque o que as pessoas querem escutar é que tudo vai ficar bem. Existem várias visões escatológicas, ou seja, escolas a respeito das últimas coisas, mas independente de como você entende o que a Bíblia diz em seus pormenores com relação à volta de Jesus, se será num momento, ou no outro, quero lhe lembrar o que Jesus disse em Mateus 24: 1 - Haverá princípio de dores (o que creio estar acontecendo); 2 – um período de pseudo paz (semelhante ao período da história PAX Romana); 3 – O fim com julgamento.

Este tempo que estamos vivendo de fechamento dentro de casa, doença e cenário político caótico, vai terminar e infelizmente as pessoas vão se esquecer disso tudo. Você pode pensar: Mas é muito pessimista mesmo!

Pessoas que conhecem a História, sabem do que estou falando. Essa não é nem de perto, parecida com as crises que os seres humanos já enfrentaram na história, inclusive a recente. Um exemplo é o período em que o mundo passou por 2 grandes guerras que devastaram a Europa e mataram mais de 1/3 da população mundial. Naquele período, muitas pessoas pensaram que o mundo fosse acabar, e de fato, o mundo como era, acabou. Nada foi igual nas relações humanas depois daquele período. Mas deixa eu te falar, pesquisadores mostram que após o fim da 2ª Grande Guerra, o mundo cresceu mais que em toda a história anterior do homem, isso juntando todos os períodos históricos.

Isso tudo vai passar, mas e sua vida, como ficará? E Sua família? Você tem fortalecido as relações pessoais dentro de casa? Você tem orientado seus filhos com relação ao que estamos vivendo e nossa fé?

Nosso foco deve estar dentro de casa, não fora dela. Quero te lembrar que além do compromisso que você fez de cuidar, você também fez um voto de amor e respeito!

Amor e respeito devem dominar dentro de casa, porque no fim, isso é o que vai ficar registrado no coração de todos.

Maria e José não tinham nem onde colocar o bebê que havia nascido, mas improvisaram. Nós podemos ter muitos recursos ou poucos, mas devemos aconchegar nossa família. Independente do que esteja acontecendo lá fora, ou até mesmo dentro de casa. Sim, dentro da estrabaria também não era um lugar agradável.

Talvez você esteja vivendo bem em suas relações em casa, mas talvez o tempo não é de paz. Quero lhe dizer que independente do momento, Deus está contigo e sua família! Sim, Jesus deve ser o primeiro a ser aconchegado dentro de nossas casas, agora, não como um pequenino bebê indefeso, mas como o governante de nossa casa! Aconchegue a Jesus em sua família e tudo vai dar certo!

3 – Obediência, voltar a vida normal, e não esquecer dos princípios (v. 39,40)

“Quando terminaram de fazer tudo o que a Lei do Senhor manda, José e Maria voltaram para a Galileia, para a casa deles na cidade de Nazaré.
O menino crescia e ficava forte; tinha muita sabedoria e era abençoado por Deus.”

Quero terminar falando em obediência e a volta à rotina. Sim, o mais importante é não esquecer dos princípios que norteiam a vida cristã. Não podemos nos esquecer que somos discípulos de Jesus.

José e Maria fizeram tudo o que a Lei de Deus dizia que eles precisavam fazer. No 8 dia, foram ao templo, circuncidaram Jesus, Maria resguardou o tempo de purificação e ofereceram sacrifício que a Lei de Moises previa.

Você e sua família tem obedecido ao que a Palavra de Deus manda? Olha que nem é tão difícil como era no tempo do Antigo Testamento, com sacrifícios e idas ao templo. Agora cultuamos onde estamos e precisamos apenas sacrificar nosso ego.

Falando em Ego, como está o seu? Controlado, ou tem colocado acima da sua casa? Sacrifique seu ego por amor a Jesus e sua família, se esqueça de você mesmo e lembre de colocar o outro acima dos seus interesses. Aquela frase: “primeiro devo amar a mim mesmo, depois os outros” está totalmente equivocada do ponto de vista bíblico, porque Jesus não amou a si mesmo mais do que o mundo, pelo contrário, desceu de sua glória e morreu por todos. Nós devemos fazer o mesmo (Fl 2).

Se obedecermos a Deus, amarmos e respeitarmos nossa família, o resultado será o mesmo da Família de Jesus: “O menino crescia e ficava forte; tinha muita sabedoria e era abençoado por Deus”

CONCLUSÃO

Amor, respeito e obediência aos princípios de Jesus, deve nortear nossa família em todos os momentos. Seja no momento de paz ou de dor, alegria ou aflição, pois o resultado fica para a eternidade.