domingo, 27 de dezembro de 2015

Frutificar, Uma Palavra de Ordem

Texto: Lucas 13.6-9

6Então contou esta parábola: “Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum. 7Por isso disse ao que cuidava da vinha: ‘Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra?’
8“Respondeu o homem: ‘Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. 9Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a’.”

João 15.1,2
1“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda,para que dê mais fruto ainda



Introdução

Ultima semana de 2015 e a pergunta que Deus nos faz hoje é: Quais os frutos você produziu?

Curioso pensar que Deus requer que produzamos frutos, pois a relação entre a fé e os frutos são muito destacados nas Escrituras, ao que neste tempo, precisamos refletir se temos ou não dado frutos.

Ao longo das Escrituras vemos homens e mulheres que produziram frutos, bons ou maus, mas todos produziram. E veja, Palavra não nos dá exemplo de pessoas que somente sobreviveram, somente passaram passivamente por esta terra. Temos base bíblica o suficiente para pensarmos que nossos frutos devem ser bons, isso não por coincidência, mas faz parte da revelação geral de Deus, quando percebemos que a ética e a moral, que precedem o conhecimento da Palavra, fazem com que os seres humanos tenham boas atitudes e isso é produção de frutos, ou como disse Tiago em sua carta, as boas obras.

Na Parábola da figueira improdutiva, vemos pelo menos três lições que nos fazem refletir nas palavras de Jesus, não somente em Lucas 13, mas ao longo de seu ministério.


TRANSIÇÃO
Hoje veremos como aplicar a parábola da figueira improdutiva ao conceito da vida cristã plena, ou seja, uma vida produtiva espiritualmente.


1.0 – O AGRICULTOR É MISERICORDIOSO

Até onde vai a misericórdia de Deus? Esta é uma resposta que a parábola nos descreve, assim como o livro de Salmos em várias de suas poesias,ou seja, a misericórdia de Deus é eterna (Sl 100.5 103; 106; 107...).

Se estamos vivos é pela misericórdia de Deus, mas não podemos exagerar com nossa iniquidade,pois mesmo a misericórdia de Deus sendo infinita, sua justiça também o é, então apesar de sua misericórdia, Deus reprime, pune e castiga. A cultura de que deus não castiga tem inutilizado o Evangelho de Cristo, pois muitos tem pregado a muitos anos que deus é somente misericórdia, e não pune, esquecem por tanto da justiça de Deus (Sl 119.142; Hb 12.6).

O Fato de não produzirmos frutos irrita o criador, ao que vemos na parábola que o Dono da vinha manda arrancar a árvore que não dá fruto, mas a misericórdia fala mais alto, dando mais uma oportunidade. Deus nos dá oportunidades sempre de produzirmos frutos, mas devemos lembrar que o veredicto já foi impetrado, quem não produz fruto será lançado no fogo (Mt 7.19). Deus não preparou o inferno para os seus servos, mas para os que não obedecem a Ele. Falar sobre o inferno em dias em que ninguém acredita nem no céu é um dilema, mas não posso deixar de falar.

A Palavra descreve o inferno como a segunda morte, ou seja, o fato de distanciarmos completamente de Deus e deixar de ter vida, mas para os que lhe obedecem recebem o direito de entrar na vida eterna. Por anto, quer obedecer, viva para produzir frutos, caso contrário, estará fadado à perdição eterna.

2.0 – A TERRA NÃO PODE SER INUTILIZADA

Quando li esta parábola pela primeira vez, achei muito forte esta expressão, “Por que deixar inutilizar a Terra?”. Realmente a expressão é forte, não porque designa o corte da árvore, mas porque ratifica a sua inutilidade. Não há nada pior, para um agricultor, do que a ocupação inútil do solo. Isso significa que a produção será afetada, o solo será não somente ocupado de forma a não dar retorno, mas pior do que isso, a planta retira nutrientes que poderiam ser utilizados por outras plantações ou culturas.

Meu pai era policial ambiental, e muitas vezes o vi conversando com produtores rurais a respeito de uma árvore bem comum no nosso país, mas que foi trazida para reflorestamento, o pinus. O pinus não serve para alimentação, nem para sombra, pois é uma conífera e sua posição é bem complicada em relação ao solo, pois não produz muita sombra em si, mas então porque plantar? Simples, somente para o corte. O pinus, além de ser uma árvore que só serve para ser cortada, inutiliza o solo, pois poderia ser plantado outra coisa em seu lugar, mas o maior problema é que deixa o solo também imprestável, pois retira de forma arrasadora os nutrientes e humildade.

Há muitos crentes que somente creem. Parece um pleonasmo, mas na verdade não é, pois quando Jesus nos chamou, não o fez para somente crermos, mas produzirmos frutos, não somente para ocupar espaço na igreja, ocupar o tempo do pastor e de todos os irmãos, pois assim como o pinus, muitos somente ocupam o solo, e dão problema, sugando todas as energias da igreja.

Lembro de algumas pessoas que passaram pela nossa igreja e que somente criaram confusão, como uma pessoa que monopolizou meu tempo e o tempo de outras três famílias e ao final, não teve mudança de vida, mas somente queria atenção e não estava disposta a mudar, somente reclamar de tudo. Há crentes que não se conformam em ocupar o espaço somente, mas tem que sugar todas as energias do outro.

Jesus nos fez ligados à videira verdadeira, ou seja, Ele mesmo, e isso tem uma finalidade, produção de frutos, então, se não estamos nele, ele nos corta para o fogo, e se estando nele não produzimos, então Ele nos corta da mesma forma. Mas se estiver nele e produzir frutos, Jesus nos podará para produzirmos ainda mais, pois conforme vemos em João 15.8, nosso Pai é glorificado pelo fato de produzirmos mutos frutos.


3.0 – O SEGREDO É A FERTILIZAÇÃO

Há um segredo para a produtividade, a fertilização. Na agricultura, a fertilização é feita por meio de várias técnicas, ao que não basta colocar esterco, mas hoje se sabe que somente isso pode fazer a terra ficar ácida demais ou produzir algumas toxinas que até mesmo são prejudiciais a algumas plantas.

Na vida do Crente, precisamos buscar fertilizantes para a produção de bons frutos, ao que indo direto ao ponto, precisamos da vida de oração, mas isso não é o suficiente, precisamos também de momentos de meditação, e isso também não basta, então precisamos de todos os elementos de nossa fé.

Uma vida cristã somente pode ser frutífera se há entrega total a Deus, caso contrário, estaremos infrutíferos por falta de componentes que nos dão vida, disposição e mais do que tudo, nutrientes para produção em larga escala. Leitura da Palavra de Deus, oração, adoração, jejuns, comunhão com os irmãos, isso é o que precisamos para uma vida frutífera, por tanto, dedique-se ao preparo do solo em conjunto com a Igreja de Cristo e deixe o Espírito Santo cavar à sua volta, ou seja, mexer com você, deixe que Ele coloque os componentes que você precisa e aguarde os frutos sendo produzidos através de sua vida.


Conclusão

Produzir frutos, isso é uma palavra de ordem de nosso Deus, seja através de atitudes saudáveis e abençoadoras, seja através da propagação de nossa fé, ou através de uma vida de de devoção e abençoar a Igreja de Cristo, para isso fomos criados e sequencialmente enxertados na videira verdadeira que é Cristo Jesus.


domingo, 20 de dezembro de 2015

É NOS NASCIDO UM REI DIVINAL

Texto:  Lucas 2.1-20

1Naquele tempo o imperador Augusto mandou uma ordem para todos os povos do Império. Todas as pessoas deviam se registrar a fim de ser feita uma contagem da população. 2Quando foi feito esse primeiro recenseamento, Cirênio era governador da Síria. 3Então todos foram se registrar, cada um na sua própria cidade.
4Por isso José foi de Nazaré, na Galileia, para a região da Judeia, a uma cidade chamada Belém, onde tinha nascido o rei Davi. José foi registrar-se lá porque era descendente de Davi. 5Levou consigo Maria, com quem tinha casamento contratado. Ela estava grávida, 6e aconteceu que, enquanto se achavam em Belém, chegou o tempo de a criança nascer. 7Então Maria deu à luz o seu primeiro filho. Enrolou o menino em panos e o deitou numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na pensão.
8Naquela região havia pastores que estavam passando a noite nos campos, tomando conta dos rebanhos de ovelhas. 9Então um anjo do Senhor apareceu, e a luz gloriosa do Senhor brilhou por cima dos pastores. Eles ficaram com muito medo, 10mas o anjo disse:
— Não tenham medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! 11Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês — o Messias, o Senhor! 12Esta será a prova: vocês encontrarão uma criancinha enrolada em panos e deitada numa manjedoura.
13No mesmo instante apareceu junto com o anjo uma multidão de outros anjos, como se fosse um exército celestial. Eles cantavam hinos de louvor a Deus, dizendo:
14— Glória a Deus nas maiores alturas do céu!
E paz na terra para as pessoas a quem ele quer bem!
15Quando os anjos voltaram para o céu, os pastores disseram uns aos outros:
— Vamos até Belém para ver o que aconteceu; vamos ver aquilo que o Senhor nos contou.
16Eles foram depressa, e encontraram Maria e José, e viram o menino deitado na manjedoura. 17Então contaram o que os anjos tinham dito a respeito dele. 18Todos os que ouviram o que os pastores disseram ficaram muito admirados. 19Maria guardava todas essas coisas no seu coração e pensava muito nelas. 20Então os pastores voltaram para os campos, cantando hinos de louvor a Deus pelo que tinham ouvido e visto.
E tudo tinha acontecido como o anjo havia falado.

            Introdução

O mais importante nascimento da história humana registrado em algumas linhas. Jesus, o Messias, Filho de Davi, aquele que salvaria o mundo dos pecados (Mt 1.21).

Os judeus aguardavam, e de certa forma, aguardam até hoje um Messias. Messias, vem da palavra hebraica mashia, e quer dizer ungido. Ungir, é o ato de derramar óleo sobre a cabeça para uma atribuição importante, os reis, por exemplo, recebiam óleo sobre a cabeça quando eram nomeados (1Sm 16.1,2;13; 1Re 1.39), os sacerdotes, da mesma forma (Ex 29.7), isso representa que a autoridade veio do alto e constituiu aquela pessoa sobre as demais para uma missão. Além da autoridade, o óleo representa o Espírito Santo, pois conforme alguns entendimentos do hebraico, masha (unção) pode ser traduzido por espalhar, derramar, sendo que, quando Deus unge alguém, se espalha por ele, se derrama sobre ele.

Bem verdade é, que os judeus ainda aguardam o Messias, pois para eles, o Ungido de Deus libertaria os israelitas do domínio estrangeiro, ao que seria o descendente de Davi que governaria Israel e lhe garantiria o domínio territorial prometido por Deus, algo que nenhum rei de Israel havia conseguido. Davi, de fato, foi o maior conquistador, Salomão o maior consolidador, mas não chegaram ao território que Deus havia prometido, pois ainda haviam resistências no seu território. A promessa então, por meio dos profetas é que Deus levantaria um trono como o de Davi para um descendente seu, a fim de conquistar novamente a independência de Israel e a libertação de todos os opressores, mas o entendimento da profecia não era o adequado para o que Deus realmente faria.

Deus realmente sonhou e proclamou através dos profetas um libertador, mas não um que libertasse dos impérios humanos, mas do império das trevas (Sl 107; Cl 1.13; Jo 1.1-5). Deus proclamou um Rei que seria maior que o rei Davi, de fato, o Pai dotou ao Senhor Jesus dos mesmos ofícios de Davi, ou seja, rei, sacerdote e profeta. Rei, porque seu domínio é eterno e reina para sempre sobre o seu Reino, ao que Ele mesmo veio estabelece-lo (Mc 15.18; Jo. 18.33-37; Ap 17.14; 19.16). Jesus também é Profeta, pois além de ter proferido profecias (Mt 23,24), também exerceu sua função profética sendo a própria profecia, ou a própria Palavra (Jo 1.1; Rm 11.36; Cl 1.16). E por fim, Jesus é Sacerdote, pois a si mesmo se ofereceu a Deus como último e perpétuo sacrifício pelos pecados, pagando assim pela ofensa de todos, e neste ponto, sua messianidade é cabalmente concluída (Rm 5.6-8; 1Co 15.3; 2Co 5.14,15; 1Tm 2.5  Hb 6,7).

Jesus como descendente de Davi, Rei dos Reis, Profeta e Sacerdote nos revela que como Ungido, cumpre plenamente seu papel, pois como Rei, hoje governa espiritualmente sobre seu reino, que é a Igreja, como Profeta, até hoje nos revela através do Espírito Santo a Palavra de Deus e como sacerdote, nos livrou definitivamente do cativeiro do pecado, assim como do império das trevas, ao que podemos interpretar todas as profecias bíblicas a seu respeito desta forma.

1.0      – É nos nascido um filho (v.7)

Para recebermos o Rei Jesus, precisamos fazer como José e Maria, acolhamos em nosso coração!

Maria e José foram os pais exemplares para todas as gerações, pois cuidaram do Senhor Jesus de forma magistral, ao que vemos todo o zelo e cuidado de José, por exemplo, e mesmo em condições adversas, como a falta de hospedaria, Jesus é colocado num bercinho improvisado, algo como uma casa fora dela, ou seja, um quartinho de bebê numa estrebaria, mas não uma qualquer, um lugar preparado com amor.

Quando vejo no Evangelho, que Maria enrola o bebê com faixas e coloca num bercinho feito de palha, não vejo a miséria que é cantada a séculos, mas vejo um capricho de mãe, um cuidado afetuoso. Aqui então tenho que fazer uma ilustração bem oportuna.

Quando José e Maria encontram finalmente um lugar, vejo que eles tiveram pelo menos três dificuldades:

a)   A falta de abrigo – muitos corações hoje, não tem mais espaço para Jesus, mas ocupam com tantas outras coisas. Será que se alguém daquela cidade soubesse que era o Rei dos Reis naquele ventre não daria o seu próprio lugar para Ele? Pois é, muitos fazem essa reflexão, mas não estão dispostos a esvaziar o coração para que Ele entre, somente observam que ninguém mais oferece. Nós devemos abrir o coração para Ele nascer todos os dias.
b)   A Falta de comoção – Nos dias de hoje uma mulher grávida sendo tratada como Maria naquele dia seria inaceitável, mas será que se ocorresse hoje em nosso meio daríamos atenção necessária? Muitas pessoas passam por dificuldade em nosso lado todos os dias, mas não damos a atenção, nem ao menos baixamos o vidro do carro muitas vezes, então continuamos fazendo como aqueles homens e mulheres, não nos condoemos quando vemos a Jesus necessitado, mas talvez me diga que não é Jesus, ao que respondo que sempre é Jesus o necessitado, em qualquer condição, pois a minha Bíblia diz em Mateus 25. 31-46 que isso é uma verdade.
c)   Falta de conforto – José e Maria tiveram que dar uma ajeitada naquela estrebaria, ao que preciso lembra-los que estrebaria é lugar de bicho e bicho faz sujeira em qualquer lugar, até onde vive. Assim, José e Maria tiveram que trabalhar para aquele lugar se tornar num quartinho Real. Hoje, eu e você somos convidados a arrumar a estrebaria ara Jesus nascer, pois se um dia estivemos sujos no lamaçal do pecado, hoje temos a oportunidade de nos aprontarmos para receber Jesus. Talvez você ainda não tenha recebido a Jesus como Seu Senhor e Salvador, mas hoje você tem a oportunidade de simplesmente abrir o coração, pois Ele é capaz de limpar a sujeira, e a acomodação fica pronta somente com o desejo de fazer a sua vontade, diferente de quando Ele era um bebezinho, agora façamos como José e Maria e deixemos o ambiente preparado para o Salvador chegar.

Caso ainda não tenha feito, desafio você a entregar a vida a Jesus neste dia, não como um menino indefeso, mas como o Rei prometido a Israel, alguém que veio para lhe libertar do pecado e lhe trazer a paz.

2.0 – É nos nascido um Deus (vs.13,14)

Para recebermos o Rei Jesus, precisamos fazer como o exército angelical, cantemos Glória!

É interessante a forma de alguns cristãos viverem, pois se está tudo bem, não precisam ir à igreja, não precisam orar, mas caso o cerco feche, então é preciso correr. Procure a igreja mais próxima de sua casa, ou então retorne ao convívio dos santos onde ia anteriormente, pois senão, o diabo pegará em seu pé e jamais soltará.

Infelizmente é assim que muitas pessoas pensam hoje. Conheço algumas pessoas que tem a vida virada no que é aquilo, e as vezes passam por lutas, então nesses momentos, é que a santidade chega, a vontade de ir à igreja também, inclusive no apelo a pessoa até aceita a Jesus, mas quando tudo se resolve, aí volta a ser como antes, o pecado, a vida distante de Deus e muito mais.

Os anjos estão sempre diante de Deus, dia e noite, e sua função é dar glória a Deus. Glória é uma expressão bem usual na Bíblia e quer dizer ao pé da letra peso, honra mérito. Quando nos referimos a Glória de Deus, estamos falando de reconhecer quem Ele é, neste caso, adoração. Adoração é o ato de glorificar a Deus, ou seja, reconhecer quem Ele é, neste caso, quando os anjos reconhecem quem Deus é nas Escrituras, vemos, por exemplo, a declaração “Santo, Santo, Santo” (Is 6). Quando os Anjos dão glória no texto de Lucas, a função é de proclamar o que Deus fez, neste caso, louvor. Louvor e Adoração devem sempre andar juntos em nossas vidas.

Os anjos adoram e louvam a Deus, dizem quem Ele é e o que Ele faz, reconhecendo seu poder. Nós, devemos aprender a reconhecer quem Deus é, o Pai, o criador, alguém Santo. Mas precisamos louvá-lo com tudo o que temos em todo o momento (1Tm 2.1). Está passando por momentos bons e feliz, cante louvores (Tg 5.13), está triste e em dificuldade, adore a Deus (At 16.25), ou seja, em qualquer situação, seja como os anjos, proclamem a grandeza de Deus, assim Jesus chegará em sua vida, seja nos momentos de tribulação ou alegria, Ele nascerá em seu coração.

3.0 – É nos nascido um Milagre (vs. 16-18)

Para recebermos o Rei Jesus, precisamos fazer como os pastores, vamos a Ele e depois anunciemos o que presenciamos!

O Fato dos pastores terem proclamado a chegada do Rei dos Reis é bem curiosa e talvez você se pergunte porque todos não foram então ver o menino Rei. A resposta é a credibilidade, pois os pastores não tinham o respeito dos outros naquela época, assim como na história passada de Israel, basta olharmos para Davi, um jovem pastor que não teve créditos, mas foi ungido rei de Israel e matou um gigante (1Sm 16,17).

O fato dos pastores não terem crédito perante o povo, não os fez calados, mas saíram anunciando a chegada do menino Deus, do Rei dos Reis.

Talvez você se ache não preparado para fazer o anuncio de Jesus, talvez se ache pequeno demais, pobre demais, indigno demais, mas não foi a postura dos pastores, a Palavra nos afirma que eles correram para a cidade para ver a Jesus, por isso, deixe tudo de lado e corra para Jesus. Em seguida, a Palavra nos diz que anunciaram a todos os grandes acontecimentos, então, quando você encontra a Jesus não pode se calar, deve correr por todos os lugares proclamando desse encontro e dos milagres que Ele fez.

Talvez me diga que não teve grandes momentos de milagre em sua vida para testemunhar a respeito de Jesus, ao que lhe digo: O principal milagre aconteceu, você se abriu para Jesus, Ele entrou e seu coração e te salvou e em breve você vai reinar com Ele para todo o sempre. Quer milagre maior? Não há!

O maior milagre que Jesus pode fazer é salvar nossa vida do pecado, e isso certamente você tem o que testemunha. Como era a sua vida antes de Jesus chegar? Agora, como ela é? Jesus tem como ser proclamado por você, basta contar o seu maior milagre em sua vida, a salvação.

Talvez alguém que esteja ouvindo isso não passou por mudanças de vida ainda, ou ainda não entregou a sua vida para Jesus por causa de sua religião, por causa dos que os seus pais dirão ou porque você ainda não entendeu muito bem o que é isso.

Vou explicar então: Quando os judeus esperavam um messias, um ungido, aguardavam alguém que fosse forte o suficiente para libertar, ao que já vimos que Jesus pode libertar do pecado. Outra libertação que eles aguardavam era o da opressão, ao que digo hoje, Jesus pode te livrar da opressão, depressão, prisão, preconceito e muito mais, além de te livrar da condenação eterna, pois todos pecaram e um dia morrerão, mas os que entregam a sua vida ao senhorio, reinado de Jesus, estes viverão para sempre.

Sim o que mais pode aprisionar o ser humano é o pecado e Jesus é quem pode libertar, por isso, assim como os pastores do campo próximo a Belém, eu anuncio o Jesus Rei, não mais o menino, mas hoje mesmo Ele pode nascer em seu coração e fazê-lo renascer. Basta se entregar a Ele e terá vida, participará de um milagre e muitos mais.

Conclusão


A mais de dois mil anos Jesus nasceu em Belém da Judeia, é Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, além disso, foi recebido com humildade por seus pais, mas com muito carinho também, foi proclamado e glorificado por pastores anjos e hoje quer ser recebido por você com cuidado e carinho, mas com glória de Deus, por isso, receba o Deus menino que é Rei como Ele merece, abra o seu coração e em seguida, proclame a sua chegada.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

TOMANDO A DECISÃO CERTA, SÓ COM JESUS

Texto: Mateus 1.18-25


18Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. 19Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente. 20Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: “José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”.
22Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: 23“A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamarão Emanuel”, que significa “Deus conosco”.
24Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa. 25Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus.

Introdução

Uma das histórias mais lidas, estudadas, refutadas e até desafiadas do mundo todo é justamente a concepção de Jesus. Um dos pontos mais debatidos é justamente a concepção virginal de Maria, outra, que muito foi rebatida nos primórdios do cristianismo, isso pela ótica judaica, foi a aceitação de José por Maria. A isso precisamos entender como se dava o casamento judaico na época de Jesus.

O casamento judaico tinha que seguir princípios da Lei Mosaica e da tradição rabínica, ou seja, quanto ao matrimônio propriamente dito, observava-se a Lei, quanto a cerimônia, observava-se a tradição, que dizia por sinal que o casamento deveria acontecer em três etapas.

A primeira etapa do casamento é quando os pais da noiva e noivo se reuniam frente a testemunhas para fechar um contrato pré-nupcial, sendo que deste momento os nubentes estariam prometidos. Na sequência, quando os noivos já estavam prontos para o casamento, ou seja, com idade o suficiente, fazia-se o noivado, onde os contraentes eram apresentados à comunidade e as testemunhas, para em um ano casarem em cerimônia em que um cortejo acompanhava o noivo até a casa da noiva para enfim leva-la para sua própria casa a fim de constituírem família. Esse cortejo formava uma festa que durava em torno de sete dias e começava normalmente numa quarta-feira.

Curiosidades a parte, sabemos que Maria ficou grávida pelo Espírito Santo no primeiro momento, pois o texto fala prometida em casamento, além disso, José cogita o rompimento, neste caso aparece no texto a expressão “e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente”. O casamento poderia ser anulado sem muitos prejuízos às partes antes do noivado, pois durante o ano de noivado o casamento já estava valendo, não tendo apenas vida conjugal ativa, ou seja, não dividiam a mesma casa nem mantinham relações, mas somente poderia ser dissolvido por carta de divórcio, ou seja, exposição da mulher na certa, pois somente o homem poderia dar a carta, não a mulher.

José era um homem justo, não sabemos mais sobre a vida deste homem, apenas em textos apócrifos, e mesmo esses, não mostram muito sobre a sua vida, mas se a Palavra diz que ele era um homem justo, é porque guardava a Lei de Deus e era temente ao Senhor. Mas sua atitude em relação à Maria, ao anjo, a Jesus na sequencia, mostram que verdadeiramente era um homem para admirarmos e seguirmos como exemplo.

1.0      – Justiça, uma prática desejável;

O que a Palavra quer dizer com “homem justo”? Bem, podemos recorrer à própria Bíblia para resolver esta questão. Neste caso, não vamos ver homens 100% puros nas Escrituras, visto que todos eram pecadores, exceto o Senhor Jesus, o Puro Cordeiro de Deus. Porém, vemos um reconhecimento por parte do Senhor a homens e mulheres que foram justos.

Num sentido mais abrangente, justo é quem observa a justiça, pratica o que é direito. Homens e mulheres na Bíblia faziam o possível para manter a vida justa, ao que vemos a denominação nas línguas bíblicas equivalente a “justo”, “reto”, apenas para pessoas como Noé (Gn 6.9; 7.1), Jó (Jó 1.1), João Batista (Mc 6.20), José de Arimatéia (Lc.23.47), Zacarias e Isabel, pais de João Batista (Lc 1.6) e Cornélio (At 18.7). Por outro lado, Eclesiastes afirma que não há alguém justo sobre a terra, nenhum, sequer. Sabemos que não, a não ser o próprio Senhor Jesus (Jr 23.5), mas a própria Palavra nos encoraja a sermos justos.

Se formos olhar para a vida de homens que a Bíblia chama de justo, faremos como José, que mesmo sendo prejudicado por receber uma mulher grávida, não teve relações com ela, algo que até hoje é um tabu, pois um dos motivos pelos quais homens se casam é justamente para se alegrar com a mulher que Deus lhe deu (Pv 5.18,19). Além disso, José deveria criar um filho que não era seu, mas porquê? Para cumprir seu título, o de justo.

Para sermos justos diante de Deus, precisamos sofrer as dores de uma vida de renúncia dos próprios benefícios, ou pelo menos, sofrer o prejuízo para que os outros ganhem, aliás o Apóstolo Paulo recomenda que soframos o prejuízo, mesmo que nosso irmão esteja errado e queira nos levar a juízo, ou seja, para que levar a causa a juízes? (1Co 6.7).

O Senhor Jesus nos encorajou a sermos perseguidores da justiça de Deus e nos dedicarmos exclusivamente e primeiramente a isso (Mt 6.33). Buscar a vontade de Deus, isso é a justiça. Devemos obedecer a Lei de Deus, assim seremos justos, pois o parâmetro divino para a justiça não é a lei dos homens, mas a Lei que Ele mesmo nos deu “Amaras a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” (Mt 22.34-40), afinal, justo é o que pratica a justiça e o parâmetro para justiça sempre é a lei.

José era um homem justo, por isso cumpriu a Lei do amor, recebeu Maria como esposa e Jesus como seu próprio filho, assim, façamos como José, amemos e pratiquemos assim a justiça.

2.0      – Experiência com Deus, objeto de desejo,

José teve uma experiência extraordinária, algo que muitos gostariam de ter, avistar um anjo, falar com ele e ter uma mensagem de Deus por seu intermédio. Mas será que uma experiência como essa seria realmente boa?

Ao contrário do que muita gente pensa, as experiências de homens e mulheres com a visita de anjos não era muito boa segundo as Escrituras, pois causava temor. Certa vez ouvi um pregador dizendo: – Deus me livre de ver um anjo, pensa comigo, Maria vê um anjo e a primeira coisa que ele diz é Não tenha medo! Por que um anjo diria isso se não fosse assustadora a experiência?

Verdade, avistar um anjo não seria a experiência mais calmante que uma pessoa pudesse ter, mas a de José foi, diferente de Maria, pois seu coração estava consternado pela situação que vivia. José teve uma direção, um caminho para seguir, e isso foi o próprio Deus quem deu.
Talvez você já tenha passado por momentos com dúvidas mortais como a de José. Compro ou não? Viajo ou não? Caso ou não? Fujo ou não? Mas quero lhe dizer que você pode clamar a Deus e Ele te responderá, pois José se afligiu, mas era homem justo, Deus jamais desampara o justo, mas lhe dá o que é necessário para viver e vencer (Hc 2.4, Rm 1.17; Sl 37.25, Tg 1.5).

Deus nos dá tudo o que precisamos, somente é necessário que confiemos, descansemos e mais do que tudo, busquemos. Há muitas pessoas que ficam esperando uma resposta, ficam esperando Deus agir, mas não tomam decisão, José havia tomado uma decisão por si, uma decisão reta, justa, mas era a sua decisão a de acabar em secreto com o contrato de casamento com Maria (Mt. 1.19). Talvez você precise tomar decisões e começar a fazer antes de Deus lhe dar uma resposta, não fique esperando em morbidez, faça alguma coisa! Não quer dizer que vá pôr o carro na frente dos bois, mas que fará o que está a seu alcance.

É como um rapaz que aguarda uma namorada, uma esposa, mas não sai de casa, fica somente esperando, não toma atitude. Minha história não é um padrão de atitude que todos esperam, mas tomei uma. Certa vez fiz um compromisso com Deus, não iria buscar uma namorada, mesmo que muitos me dissessem que deveria procurar, ou como alguns me sugeriram, “você precisa caçar” mas eu aguardaria que Deus me enviasse. Fiz tudo o que prometi ao Senhor, mas não deixei de trabalhar para Ele, assim, quando menos esperei, Ele me deu minha esposa. A diferença é que não busquei em todos os lugares, mas tomei uma decisão, a de continuar trabalhando para Jesus, pois Ele me prometeu que me enviaria, eu tinha uma promessa, uma direção. Onde eu estava trabalhando para Jesus, na minha igreja, Deus me enviou a minha esposa, mas não estava esperando de forma mórbida, estacionária, mas ativa.

Algumas pessoas aguardam que Deus um dia lhes dará um bom emprego, mas não se esforçam estudando para uma oportunidade melhor, não estudam e se inscrevem para um concurso, mas ficam somente esperando um milagre acontecer. Saia do seu comodismo, tome uma decisão, assim Deus lhe responderá, Deus lhe dará uma experiência.

José tomou uma decisão, logo em seguida Deus lhe dá uma resposta, ele deveria se casar, contrariando a cultura local, contrariando a dúvida que surgira. Talvez pensemos que a decisão de José fosse uma decisão fácil de ser tomada, mas na verdade não foi, a dúvida permanecia, esse filho é mesmo do Espírito Santo? Nem sempre será fácil a experiência com Deus, mas precisamos crer, mesmo que tudo diga que não, por isso, busque a Deus, insista em se relacionar com Ele e Ele mesmo dará experiências sobrenaturais a você. José tinha dúvida, mas após a confirmação de Deus ele teve certeza do que fazer, experiência com Deus poderá dar a resposta que você precisa.

Tenho experimentado toda a minha vida do cuidado de Deus, mas o que mais me estimula é a minha experiência com Ele. Conheço a Palavra, obedeço, ou tento obedecer a tudo o que aprendo com as Escrituras, mas a partir do momento em que Deus me fala ao coração, a Palavra se torna viva, passo a ter a experiência com Deus, não é a experiência dos meus pastores, não é a experiência das outras pessoas.

A pergunta que fica é como ter a experiência sobrenatural com Deus. Não falo de uma experiência mística, como alguns grupos pregam, mas uma experiência que console, conforte, dê a direção. Primeiro, seja justo, depois, busque a Deus em oração, pela compreensão da Palavra, então a experiência será uma consequência.

3.0      – Obediência, Algo requerido

Muitas pessoas levam uma vida justa, não fazem mal a ninguém, além do que, tem experimentado o cuidado, a dimensão divina e tem escutado a Palavra de Deus, assim como regularmente elevam orações a Deus, mas uma coisa ainda falta, a obediência.

Temos enfrentado dias em que a decisão correta, na ótica do mundo, é a vida livre de obediência a alguém, então a liberdade envolve não seguir o que Deus determinou, mas o que o coração mandar. José era um exemplo de obediência, pois em Mateus 1.18-25, vemos que ele ouviu o que o anjo disse e casou-se, mas em todos os textos da bíblia em que vemos este homem, achamos uma ordem e uma atitude, a obediência, tanto a homens quanto a Deus. Por exemplo, em Lucas 2.1-5 vemos que José obedeceu a uma convocação do governo, em Mateus 1.2.13-15 José vai para o Egito obedecendo a ordem do anjo num sonho. Em Mateus 2.19-23, José obedece novamente ao anjo e volta para Israel. Em 2.21 José circuncidou ao menino e deu-lhe o nome de Jesus, obedecendo a Lei de Moisés com a circuncisão e a ordem do anjo ao dar o nome determinado 2.22 foi levar Jesus ao Templo para a consagração, obedecendo assim a Lei de Deus. Em Lucas 2.41, mais uma vez vemos José cumprindo a ordem de Deus, pois ia com a sua família anualmente a Jerusalém para a festa da páscoa, uma obrigação a todo o judeu que tinha condições, e assim vemos a última aparição de José, ou a última menção dele numa passagem ativa, neste caso, obedecendo.

Você é livre, mora num país livre, ninguém pode mandar em você, então quero que entenda que nem Deus pode fazê-lo se não se submeter. Uma frase como esta pode perturbar o mais liberal dos homens, e mais ainda os teólogos calvinistas, mas vemos que trata-se de uma verdade eterna. Por exemplo, ainda que Jonas tenha se negado a obedecer a Deus, Ele o forçou a cumprir sua missão, mas o que ocorre é que Jonas era profeta, sua prerrogativa é de “funcionário” contratado por Deus. Caim, por exemplo, decidiu não obedecer, além disso, vemos outros como Judas, que mesmo estando pelo menos 3 anos com o Rei dos Reis, não foi obrigado a nada, mesmo que o próprio Jesus dissesse algumas vezes que todos deveriam se submeter a Deus. Por isso, faço questão de deixar claro que você pode fazer uma escolha, ninguém está lhe obrigando a nada.

Agora, quero deixar claro também, que se escolhe obedecer a Deus, então deve fazê-lo por completo, caso contrário, melhor é não fazer. Quando digo isso, me refiro àqueles que obedecem enquanto estão na igreja, na comunhão, mas ao virar as costas, praticam a maldade, então ao contrário de José, passam a viver uma vida injusta.

Obedecer a Deus é o mesmo que praticar tudo o que Ele nos diz, ou seja, se a Bíblia fala que matar é pecado e não mato, obedeço, mas ela diz que matar é pecado e que se odeio a alguém, então sou assassino (1Jo 3.15). Não há como obedecer em partes, vê? As palavras do Senhor Jesus no sermão do monte, ou Mateus capítulos 5,6 e 7 nos desafiam a viver uma vida além da Lei, uma vida que transcenda a letra, mas que perpasse o amor em todos os sentidos.

Estamos vivendo dias em que as pessoas não tem mais o temor de Deus, exploram, roubam a homens e a Deus, vivem de forma depravada e contra as Escrituras, vivem sem compromisso de casamento, com a vida sexual ativa, ao que temos que lembrar que isso também vai além da letra, pois o Senhor disse que se olha com impureza para uma mulher, então já há culpado de adultério, quanto mais viver com alguém sem se casar, mas muitas pessoas de dentro da igreja acham isso normal.

Obedecer traz privilégios, como é o caso de José. José obedeceu a tudo, como vimos anteriormente, mas algo impressionante é que ele ia além da letra, pois recebeu Jesus como filho verdadeiramente, lhe dando educação (Lc 2.39-52). Além disso, José vai além da letra por que volta para Israel após a cessação da morte dos meninos, mas vemos em Mateus 2.21-23 que seu zelo pelo plano de Deus ia além da obediência, mas chegava à devoção. A devoção de José fez com que fosse pai do Filho de Deus, mas além disso, fez com que José levasse uma vida debaixo da proteção Senhor, mas creio que a principal recompensa é a eternidade ao lado de Jesus.

Devemos ser como José, não apenas obedientes, mas devotos, e se a Bíblia fala que devemos fazer algo, ou deixar de fazer, então façamos simplesmente porque Deus mandou, sem ficar buscando justificativas científicas ou teológicas. Claro, devemos agir com a nossa razão, pois nosso culto deve ser racional, e quando falo em culto, não falo de um momento, mas uma vida de culto a Deus (Rm 12.1,2) ao que lhe rogo, imploro, assim como o Apóstolo Paulo aos Romanos, que se ofereçam a Deus completamente!


Conclusão

Viver completamente para Deus é viver como José, em justiça, tendo atitudes retas sem desviar de uma conduta moral, mas também viver em experiências com Deus, buscando a sua face e sensível ao que o Espírito Santo diz. Além disso, viver completamente para Deus é obedecer, ao que Deus manda, assim, temos uma carta completa do que Deus requer de nós, a Bíblia Sagrada. Mas tenho de lhe dizer, a principal ordem de Deus na Escritura é: Entrega o teu caminho ao Senhor e Ele tudo Fará (Sl 37.5), além disso, creia no Senhor Jesus (At 16.31), e por último, seja batizado nas águas e propague a mensagem de Jesus (Mt 28.18-20).

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O Teu Reino Venha Em Proclamação!

O Teu Reino Venha Em Proclamação!
Ele lhes disse: “Quando vocês orarem, digam:
“Pai! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino.

(Lc 11.2)

TEXTO:  Atos 8.4-8.
4Os que haviam sido dispersos pregavam a Palavra por onde quer que fossem. 5Indo Filipe para uma cidade de Samaria, ali lhes anunciava o Cristo. 6Quando a multidão ouviu Filipe e viu os sinais miraculosos que ele realizava, deu unanime atenção ao que ele dizia. 7Os espíritos imundos saíam de muitos, dando gritos, e muitos paralíticos e mancos foram curados. 8Assim, houve grande alegria naquela cidade.

Desenvolvimento

A grande marca do livro de Atos dos Apóstolos é justamente a expansão do Reino de Deus. Seja através da união, como no caso de Atos 2.42-47; 4.32-37 e etc., ou pela dispersão, como pelo caso de Atos 8, a palavra de ordem de Jesus permanece viva no coração dos primeiros discípulos: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas” (Mc 16.15) “...e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.” (At 1.8). Ainda que todos quisessem ficar mais tempo em Jerusalém, a ordem de Jesus era clara: Vão pelo mundo!

Nós fomos alcançados pela graça de Deus por termos recebido o Evangelho pela boca de alguém, ao que damos a isso o nome de evangelismo. Alguns chegaram a fé por conta de um panfleto, outros por causa de um convite para um culto ou uma atividade na igreja, outros ainda pelo convidar para uma reunião na casa, uma célula. Mas vejamos, a marca do evangelismo não é outra coisa, senão o relacionamento.

Filipe certamente operava maravilhas e curas pelo poder do Espírito Santo, mas a principal marca de seu trabalho não eram as coisas sobrenaturais, mas a busca pelo relacionamento. Quando Filipe chega a Samaria, não poderia simplesmente começar a voar e pegar serpentes pela cauda, passar sobre brasas com os pés descalços, precisava primeiro fazer público, então vamos ver nos versículos 5 e 6 a ordem das palavras da seguinte forma: a) anunciava; b) ouviu e c) viu. Nesta sequência, fica claro que primeiro Filipe chamou atenção pelo relacionamento (anunciou e todos ouviram), em seguida, sim, Filipe mostrou o poder de Deus através de milagres e maravilhas. Mas se Filipe usasse a estratégia contrária, será que não ganharia mais IBOPE? A resposta é não, pois Simão, o mágico, já tinha essa política, e vamos ver que ele perdeu a atenção do povo justamente pelo pregar de Filipe, sendo que, até o mágico acabou crendo na mensagem (At 8.12,13).

A nossa marca, a marca da Igreja de Cristo, deve continuar sendo o relacionamento, caso contrário nos pareceremos mais com Simão, o mágico, do que com Cristo, o filho de Deus. Porém somente Cristo tem as Palavras de vida eterna (Jo 6.68).

Nosso trabalho, enquanto súditos no Reino de Deus, deve ser anunciar o Reino por onde quer que andemos, como os discípulos dispersos (At 8.4), pois como disse o Apóstolo Paulo, somos embaixadores de Cristo (2Co 5.20). E o que o embaixador faz, a não ser representar o reino que lhe enviou? Seja no trabalho, na escola, na família, na célula ou em qualquer outro lugar, nosso trabalho é o de fazer crescer a Família de Deus. Mas temos alguns problemas para cumprir nossa missão e são eles:



1-  A Vergonha
A vergonha é uma arma nas mãos de satanás, pois ela nos prende, nos torna vagarosos e temerosos, pois a vergonha é a nossa resposta emocional para o medo.

Os medos que trazem à tona a vergonha são principalmente o de reprovação e isolamento. Temos medo de sermos reprovados pelas pessoas, pois caso pregarmos o Evangelho, seremos vítimas de chacotas, olhares críticos, seremos taxados por retrógrados e afins.

A vida apostólica reflete a falta de vergonha, se é que sou entendido com essa frase, pois vemos que quando pregavam o Evangelho, não estavam preocupados com a reprovação, visto que tinham a mente voltada para a obediência e a promessa de uma vida além da morte, assim, não perdiam tempo, mas falavam do amor de Deus a todos quantos pudessem alcançar. A reprovação fazia parte do dia a dia dos discípulos, mas esse não era o seu foco, pois seu foco era justamente aqueles que não reprovavam, aqueles que ouviam atentamente, como era o caso do público de Filipe em Samaria. Neste caso, não desanime frente aos olhares críticos, mas aproveitem para continuar proclamando aos que dão ouvidos e praticam o que anuncia.

É bem provável que Filipe tivesse algumas reprovações em seu ministério evangelístico, mas isso não impedia de anunciar aos que o ouviam. Assim pode ser nossa vida também, caso queiramos, podemos provar da colheita que Deus tem para nós, e isso é uma promessa (Gl 6.7).

O outro medo que prende nossa vida através da vergonha é o de isolamento. O ser humano foi gerado no coração de Deus para viver em comunidade, sendo a primeira que ele experimentou foi justamente a comunidade do Criador e criatura, logo em seguida, viveu comunidade com outros seres iguais, mas jamais sozinho. Mesmo vendo a história de Caim, percebemos que ele e sua família procuraram viver em comunidade, sendo que ele e seus descendentes construíram cidades (Gn 4.17).

Não podemos ter medo de perder amigos, pois se nos aceitam com nossa mensagem, provam que são verdadeiros amigos, caso contrário, só partilham da amizade quando concordamos em algo. Não quer dizer que devemos procurar outros amigos, mas que à medida em que nos focamos em anunciar a mensagem do Cristo ressurreto, fazermos crescer também a quantidade de verdadeiros amigos ao nosso redor. Que fique bem claro: Verdadeiros amigos, pois assim deve ser a Família de Deus, lugar de amizade verdadeira.

2 – Preguiça

Quantas atividades tínhamos antes de nos entregarmos a Jesus? Alguns passavam horas, noites ou dias em festas a base de drogas e bebidas, outros passavam noites inteiras nos cultos afros, outros ainda faziam longas viagens para pagar promessas, mas agora, quando tem a possibilidade de servir a Deus de verdade, ao Deus verdadeiro, a preguiça toma conta.

Amados, precisamos pôr na balança aquilo que oferecemos ao Senhor e aquilo que oferecíamos a outros deuses ou a nós mesmos. Não sou contra o descanso, muito pelo contrário, se descansamos ao menos uma vez por semana, na verdade obedecemos ao Senhor, pois a lei do Shabath, ou a guarda do dia de descanso, deve permanecer hoje como era nos dias de Moisés e nos tempos dos escritores bíblicos. Mas o que vemos hoje é que as pessoas não querem anunciar as maravilhas de Deus porque não estão dispostas, querem apenas relaxar, mas na verdade não descansam, mesmo quando podem.

Existem pessoas tão atarefadas que não tem um dia nem para servir a Deus, para se consagrar em oração ou descansar simplesmente. Existem pessoas que andam com a vida tão carregada de coisas que estão envelhecendo com tanta velocidade que chegarão ao aspecto da terceira idade antes dos 40 anos. Mas alguns dirão que a culpa será de Deus, pois Ele exige que entreguemos nossa vida a Ele e o trabalho na casa de Deus sobrecarrega. Sim, os seres humanos sempre colocam a culpa em outras pessoas, mesmo que vá uma vez por semana na igreja, já é o que cansa e desgasta.

Anunciar a Palavra de Deus é um compromisso que assumimos quando nos entregamos a Jesus (Mt 28.18-20; Mc Mc 16.15,16). Não podemos nos entregar à preguiça, sejamos conscientes de nossa missão.

3 – Falta de Prioridade

Quando contemplo a Palavra de Deus, vejo que há resposta para todas as coisas, inclusive para nossas desculpas. A Palavra de Deus diz o que deve ser prioridade para nós, em todos os casos e em toda a nossa existência. Podemos refletir na nossa principal prioridade, o amor, já que o Senhor Jesus disse que o que mais precisamos nesta vida é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mt 22.37-39). Quando penso em amor, logo vem à mente a necessidade das pessoas sendo supridas, caso contrário, não há amor, pois quem ama, não deixa o outro passando necessidades (1Jo 3.17).

Agora, se a maior necessidade do ser humano é a salvação, porque nós negligenciamos o ato de apresentar a única fonte de salvação às pessoas?

Certa vez ouvi uma estória de um homem que descobriu a cura para o câncer, mas deteve o conhecimento a fim de ganhar mais dinheiro com mais e mais pessoas que adquiriam a doença. Quando descoberto, foi a julgamento, pois mesmo sabendo que poderia salvar alguém, preferiu ganhar dinheiro, algo que seria realmente repugnante se verídica a ilustração, mas assim como Natã para Davi, tenho que contar essa estória apontando para a Igreja, pois não temos levado a única possibilidade de cura de uma doença muito mais severa do que o câncer, a perdição eterna pelo pecado.

Quando nos calamos, somos culpados pelo sangue das pessoas que vão para o inferno, pois a Palavra de Deus afirma em Ezequiel 3.18 que quando nos omitimos somos culpados. É claro que alguns tem achado desculpas, inclusive dizendo que este exto aplica-se apenas a Ezequiel, pois bem, então tiremos João 3, que fala da conversão e novo nascimenrto da nossa mente, pois era uma conversa entre Jesus e Nicodemos. Sim, |Ezequiel e toda a Bíblia é para nós hoje e sempre. Em Tiago 5.20, vemos que quando desviamos um pecador do inferno, salvamos esta pessoa da morte, então se não temos o temor para anunciar porque se nos calamos somos culpados, então façamos por amor às outras pessoas.

Não quero colocar medo, nem tão pouco dizer que se não anuncia o Evangelho não tem a salvação ou alguma coisa do tipo, mas quero garantir que quando anunciamos a salvação que há em Jesus Cristo, somos mais felizes, agradamos a Deus e cumprimos uma ordem clara, que a maioria dos Cristãos gostam de chamar de comissão, mas prefiro entender como ordenança, já que encontramos a frase no imperativo, e sempre vemos o Senhor Jesus falando que devemos amar, anunciar e viver como Ele viveu, assim, façamos como Ele determinou.

Se priorizamos o Reino de Deus, todas as nossas necessidades são supridas, caso contrário, é a nossa força que nos sustem. O que quero dizer com isso, é que a garantia de suprimento da parte de Deus é somente se somos seus empregados, ou seja, se trabalhamos para que o Reino cresça, como se fosse um pagamento. Mas se não trabalhamos para Deus, a responsabilidade de suprimento é inteiramente nossa. Nesse caso, tenho experimentado a provisão de Deus em toda a minha vida (Mt 6.25-34.

Esta semana provei mais uma vez da provisão de Deus, e como tenho falado para os presbíteros da nossa Igreja, ou seja, os líderes, quando cuidamos das coisas de Deus, Ele cuida das nossas. Esta semana tinha um compromisso financeiro em que não tinha condições de honrar, mas não conversei com ninguém a respeito, e mesmo que minha esposa soubesse, não falou para ninguém, aliás, nem nós conversamos sobre, não deu nem tempo. Fomos numa visita, então, já quando chegamos a pessoa disse: Separei uma quantia para oferecer a vocês, sei que não pediram, mas separei, daí no decorrer deste dia Deus me disse que era para dar mais, então separei esta quantia final, somente recebam, e não questionem, pois quando Deus me fala, tenho que obedecer. Resumo da ópera: era exatamente a mesma quantia que precisávamos naquela ocasião.

Não sou um grande ganhador de almas, até porque não é esse o meu dom, sou comissionado a cuidar das pessoas, mas sempre quando tenho a oportunidade, falo do amor de Deus, além disso, faço aquilo que Deus mandou eu fazer, e se cada um de nós trabalhássemos naquilo que é o nosso dom, o trabalho de colheita das almas seria muito mais produtivo, pois cada um tem a sua função. Cada função é especial para que uma alma seja alcançada pelo Senhor.

Muitas pessoas chegam em nossas reuniões e dizem coisas dos nossos cultos que as alcançaram, que não seriam corriqueiras para alcance dos corações, como por exemplo a decoração, a limpeza, a recepção. Cada um trabalhando para uma colheita abençoada por Deus.

Tudo o que fizer, faça para Jasus, mas com amor pelo próximo, assim, ganharemos nosso bairro, nossos familiares e todos quantos chegarem a nós. Isso é o trabalho de todos, ainda que alguns falem abertaente, outros apenas cuidem do estacionamento ou deem um aperyo de mão desajando boas vindas, ao aceitar a Cristo no coração, desde o pastor, líder ou qualquer outro que tenha anunciado o Evangelho de forma clara, como aquele que recepcionou a pessoa terá uma parte fundamental na salvação desta pessoa. E quanto a isso lembro do Senhor Jesus dizendo:

“Quem recebe um profeta, porque ele é profeta, receberá a recompensa de profeta, e quem recebe um justo, porque ele é justo, receberá a recompensa de justo. E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perderá a sua recompensa" (Mt 10.41, 42)

Quando vemos este texto devemos entender que a profecia não é apenas a proclamação da Palavra de Deus de forma expositiva, ou seja, o ato em si de profetizar, mas todos os que participam deste ato diretamente são profetas, pois a profecia é uma construção de muitas mãos, sendo a mensagem de Deus, mas o veículo é a Igreja toda. Seja um profeta você também, na célula, na igreja ou onde você estiver, na unidade do povo de Deus ou disperso pela terra.

Conclusão

Nosso trabalho é alcançar as almas para Jesus, mas cada um desempenhando o seu papel, ainda que todos nós devemos anunciar a salvação de forma individual, somos um corpo para fazer a vontade de Deus.