segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O Teu Reino Venha Em Proclamação!

O Teu Reino Venha Em Proclamação!
Ele lhes disse: “Quando vocês orarem, digam:
“Pai! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino.

(Lc 11.2)

TEXTO:  Atos 8.4-8.
4Os que haviam sido dispersos pregavam a Palavra por onde quer que fossem. 5Indo Filipe para uma cidade de Samaria, ali lhes anunciava o Cristo. 6Quando a multidão ouviu Filipe e viu os sinais miraculosos que ele realizava, deu unanime atenção ao que ele dizia. 7Os espíritos imundos saíam de muitos, dando gritos, e muitos paralíticos e mancos foram curados. 8Assim, houve grande alegria naquela cidade.

Desenvolvimento

A grande marca do livro de Atos dos Apóstolos é justamente a expansão do Reino de Deus. Seja através da união, como no caso de Atos 2.42-47; 4.32-37 e etc., ou pela dispersão, como pelo caso de Atos 8, a palavra de ordem de Jesus permanece viva no coração dos primeiros discípulos: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas” (Mc 16.15) “...e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.” (At 1.8). Ainda que todos quisessem ficar mais tempo em Jerusalém, a ordem de Jesus era clara: Vão pelo mundo!

Nós fomos alcançados pela graça de Deus por termos recebido o Evangelho pela boca de alguém, ao que damos a isso o nome de evangelismo. Alguns chegaram a fé por conta de um panfleto, outros por causa de um convite para um culto ou uma atividade na igreja, outros ainda pelo convidar para uma reunião na casa, uma célula. Mas vejamos, a marca do evangelismo não é outra coisa, senão o relacionamento.

Filipe certamente operava maravilhas e curas pelo poder do Espírito Santo, mas a principal marca de seu trabalho não eram as coisas sobrenaturais, mas a busca pelo relacionamento. Quando Filipe chega a Samaria, não poderia simplesmente começar a voar e pegar serpentes pela cauda, passar sobre brasas com os pés descalços, precisava primeiro fazer público, então vamos ver nos versículos 5 e 6 a ordem das palavras da seguinte forma: a) anunciava; b) ouviu e c) viu. Nesta sequência, fica claro que primeiro Filipe chamou atenção pelo relacionamento (anunciou e todos ouviram), em seguida, sim, Filipe mostrou o poder de Deus através de milagres e maravilhas. Mas se Filipe usasse a estratégia contrária, será que não ganharia mais IBOPE? A resposta é não, pois Simão, o mágico, já tinha essa política, e vamos ver que ele perdeu a atenção do povo justamente pelo pregar de Filipe, sendo que, até o mágico acabou crendo na mensagem (At 8.12,13).

A nossa marca, a marca da Igreja de Cristo, deve continuar sendo o relacionamento, caso contrário nos pareceremos mais com Simão, o mágico, do que com Cristo, o filho de Deus. Porém somente Cristo tem as Palavras de vida eterna (Jo 6.68).

Nosso trabalho, enquanto súditos no Reino de Deus, deve ser anunciar o Reino por onde quer que andemos, como os discípulos dispersos (At 8.4), pois como disse o Apóstolo Paulo, somos embaixadores de Cristo (2Co 5.20). E o que o embaixador faz, a não ser representar o reino que lhe enviou? Seja no trabalho, na escola, na família, na célula ou em qualquer outro lugar, nosso trabalho é o de fazer crescer a Família de Deus. Mas temos alguns problemas para cumprir nossa missão e são eles:



1-  A Vergonha
A vergonha é uma arma nas mãos de satanás, pois ela nos prende, nos torna vagarosos e temerosos, pois a vergonha é a nossa resposta emocional para o medo.

Os medos que trazem à tona a vergonha são principalmente o de reprovação e isolamento. Temos medo de sermos reprovados pelas pessoas, pois caso pregarmos o Evangelho, seremos vítimas de chacotas, olhares críticos, seremos taxados por retrógrados e afins.

A vida apostólica reflete a falta de vergonha, se é que sou entendido com essa frase, pois vemos que quando pregavam o Evangelho, não estavam preocupados com a reprovação, visto que tinham a mente voltada para a obediência e a promessa de uma vida além da morte, assim, não perdiam tempo, mas falavam do amor de Deus a todos quantos pudessem alcançar. A reprovação fazia parte do dia a dia dos discípulos, mas esse não era o seu foco, pois seu foco era justamente aqueles que não reprovavam, aqueles que ouviam atentamente, como era o caso do público de Filipe em Samaria. Neste caso, não desanime frente aos olhares críticos, mas aproveitem para continuar proclamando aos que dão ouvidos e praticam o que anuncia.

É bem provável que Filipe tivesse algumas reprovações em seu ministério evangelístico, mas isso não impedia de anunciar aos que o ouviam. Assim pode ser nossa vida também, caso queiramos, podemos provar da colheita que Deus tem para nós, e isso é uma promessa (Gl 6.7).

O outro medo que prende nossa vida através da vergonha é o de isolamento. O ser humano foi gerado no coração de Deus para viver em comunidade, sendo a primeira que ele experimentou foi justamente a comunidade do Criador e criatura, logo em seguida, viveu comunidade com outros seres iguais, mas jamais sozinho. Mesmo vendo a história de Caim, percebemos que ele e sua família procuraram viver em comunidade, sendo que ele e seus descendentes construíram cidades (Gn 4.17).

Não podemos ter medo de perder amigos, pois se nos aceitam com nossa mensagem, provam que são verdadeiros amigos, caso contrário, só partilham da amizade quando concordamos em algo. Não quer dizer que devemos procurar outros amigos, mas que à medida em que nos focamos em anunciar a mensagem do Cristo ressurreto, fazermos crescer também a quantidade de verdadeiros amigos ao nosso redor. Que fique bem claro: Verdadeiros amigos, pois assim deve ser a Família de Deus, lugar de amizade verdadeira.

2 – Preguiça

Quantas atividades tínhamos antes de nos entregarmos a Jesus? Alguns passavam horas, noites ou dias em festas a base de drogas e bebidas, outros passavam noites inteiras nos cultos afros, outros ainda faziam longas viagens para pagar promessas, mas agora, quando tem a possibilidade de servir a Deus de verdade, ao Deus verdadeiro, a preguiça toma conta.

Amados, precisamos pôr na balança aquilo que oferecemos ao Senhor e aquilo que oferecíamos a outros deuses ou a nós mesmos. Não sou contra o descanso, muito pelo contrário, se descansamos ao menos uma vez por semana, na verdade obedecemos ao Senhor, pois a lei do Shabath, ou a guarda do dia de descanso, deve permanecer hoje como era nos dias de Moisés e nos tempos dos escritores bíblicos. Mas o que vemos hoje é que as pessoas não querem anunciar as maravilhas de Deus porque não estão dispostas, querem apenas relaxar, mas na verdade não descansam, mesmo quando podem.

Existem pessoas tão atarefadas que não tem um dia nem para servir a Deus, para se consagrar em oração ou descansar simplesmente. Existem pessoas que andam com a vida tão carregada de coisas que estão envelhecendo com tanta velocidade que chegarão ao aspecto da terceira idade antes dos 40 anos. Mas alguns dirão que a culpa será de Deus, pois Ele exige que entreguemos nossa vida a Ele e o trabalho na casa de Deus sobrecarrega. Sim, os seres humanos sempre colocam a culpa em outras pessoas, mesmo que vá uma vez por semana na igreja, já é o que cansa e desgasta.

Anunciar a Palavra de Deus é um compromisso que assumimos quando nos entregamos a Jesus (Mt 28.18-20; Mc Mc 16.15,16). Não podemos nos entregar à preguiça, sejamos conscientes de nossa missão.

3 – Falta de Prioridade

Quando contemplo a Palavra de Deus, vejo que há resposta para todas as coisas, inclusive para nossas desculpas. A Palavra de Deus diz o que deve ser prioridade para nós, em todos os casos e em toda a nossa existência. Podemos refletir na nossa principal prioridade, o amor, já que o Senhor Jesus disse que o que mais precisamos nesta vida é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mt 22.37-39). Quando penso em amor, logo vem à mente a necessidade das pessoas sendo supridas, caso contrário, não há amor, pois quem ama, não deixa o outro passando necessidades (1Jo 3.17).

Agora, se a maior necessidade do ser humano é a salvação, porque nós negligenciamos o ato de apresentar a única fonte de salvação às pessoas?

Certa vez ouvi uma estória de um homem que descobriu a cura para o câncer, mas deteve o conhecimento a fim de ganhar mais dinheiro com mais e mais pessoas que adquiriam a doença. Quando descoberto, foi a julgamento, pois mesmo sabendo que poderia salvar alguém, preferiu ganhar dinheiro, algo que seria realmente repugnante se verídica a ilustração, mas assim como Natã para Davi, tenho que contar essa estória apontando para a Igreja, pois não temos levado a única possibilidade de cura de uma doença muito mais severa do que o câncer, a perdição eterna pelo pecado.

Quando nos calamos, somos culpados pelo sangue das pessoas que vão para o inferno, pois a Palavra de Deus afirma em Ezequiel 3.18 que quando nos omitimos somos culpados. É claro que alguns tem achado desculpas, inclusive dizendo que este exto aplica-se apenas a Ezequiel, pois bem, então tiremos João 3, que fala da conversão e novo nascimenrto da nossa mente, pois era uma conversa entre Jesus e Nicodemos. Sim, |Ezequiel e toda a Bíblia é para nós hoje e sempre. Em Tiago 5.20, vemos que quando desviamos um pecador do inferno, salvamos esta pessoa da morte, então se não temos o temor para anunciar porque se nos calamos somos culpados, então façamos por amor às outras pessoas.

Não quero colocar medo, nem tão pouco dizer que se não anuncia o Evangelho não tem a salvação ou alguma coisa do tipo, mas quero garantir que quando anunciamos a salvação que há em Jesus Cristo, somos mais felizes, agradamos a Deus e cumprimos uma ordem clara, que a maioria dos Cristãos gostam de chamar de comissão, mas prefiro entender como ordenança, já que encontramos a frase no imperativo, e sempre vemos o Senhor Jesus falando que devemos amar, anunciar e viver como Ele viveu, assim, façamos como Ele determinou.

Se priorizamos o Reino de Deus, todas as nossas necessidades são supridas, caso contrário, é a nossa força que nos sustem. O que quero dizer com isso, é que a garantia de suprimento da parte de Deus é somente se somos seus empregados, ou seja, se trabalhamos para que o Reino cresça, como se fosse um pagamento. Mas se não trabalhamos para Deus, a responsabilidade de suprimento é inteiramente nossa. Nesse caso, tenho experimentado a provisão de Deus em toda a minha vida (Mt 6.25-34.

Esta semana provei mais uma vez da provisão de Deus, e como tenho falado para os presbíteros da nossa Igreja, ou seja, os líderes, quando cuidamos das coisas de Deus, Ele cuida das nossas. Esta semana tinha um compromisso financeiro em que não tinha condições de honrar, mas não conversei com ninguém a respeito, e mesmo que minha esposa soubesse, não falou para ninguém, aliás, nem nós conversamos sobre, não deu nem tempo. Fomos numa visita, então, já quando chegamos a pessoa disse: Separei uma quantia para oferecer a vocês, sei que não pediram, mas separei, daí no decorrer deste dia Deus me disse que era para dar mais, então separei esta quantia final, somente recebam, e não questionem, pois quando Deus me fala, tenho que obedecer. Resumo da ópera: era exatamente a mesma quantia que precisávamos naquela ocasião.

Não sou um grande ganhador de almas, até porque não é esse o meu dom, sou comissionado a cuidar das pessoas, mas sempre quando tenho a oportunidade, falo do amor de Deus, além disso, faço aquilo que Deus mandou eu fazer, e se cada um de nós trabalhássemos naquilo que é o nosso dom, o trabalho de colheita das almas seria muito mais produtivo, pois cada um tem a sua função. Cada função é especial para que uma alma seja alcançada pelo Senhor.

Muitas pessoas chegam em nossas reuniões e dizem coisas dos nossos cultos que as alcançaram, que não seriam corriqueiras para alcance dos corações, como por exemplo a decoração, a limpeza, a recepção. Cada um trabalhando para uma colheita abençoada por Deus.

Tudo o que fizer, faça para Jasus, mas com amor pelo próximo, assim, ganharemos nosso bairro, nossos familiares e todos quantos chegarem a nós. Isso é o trabalho de todos, ainda que alguns falem abertaente, outros apenas cuidem do estacionamento ou deem um aperyo de mão desajando boas vindas, ao aceitar a Cristo no coração, desde o pastor, líder ou qualquer outro que tenha anunciado o Evangelho de forma clara, como aquele que recepcionou a pessoa terá uma parte fundamental na salvação desta pessoa. E quanto a isso lembro do Senhor Jesus dizendo:

“Quem recebe um profeta, porque ele é profeta, receberá a recompensa de profeta, e quem recebe um justo, porque ele é justo, receberá a recompensa de justo. E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perderá a sua recompensa" (Mt 10.41, 42)

Quando vemos este texto devemos entender que a profecia não é apenas a proclamação da Palavra de Deus de forma expositiva, ou seja, o ato em si de profetizar, mas todos os que participam deste ato diretamente são profetas, pois a profecia é uma construção de muitas mãos, sendo a mensagem de Deus, mas o veículo é a Igreja toda. Seja um profeta você também, na célula, na igreja ou onde você estiver, na unidade do povo de Deus ou disperso pela terra.

Conclusão

Nosso trabalho é alcançar as almas para Jesus, mas cada um desempenhando o seu papel, ainda que todos nós devemos anunciar a salvação de forma individual, somos um corpo para fazer a vontade de Deus.

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