domingo, 26 de abril de 2015

O APRISCO DE DEUS QUEM SÃO AS OVELHAS? Parte 02

O APRISCO DE DEUS

QUEM SÃO AS OVELHAS?


As ovelhas têm alguns detalhes interessantes com relação à alimentação, como por exemplo, o fato de ser ruminante. As ovelhas têm 4 (quatro) estômagos e sempre quando se alimentam, na verdade somente empurram a comida para dentro, devendo ao longo do dia, voltar a sentir o gostinho daquele capim que engoliu logo mais cedo.

       Pelo fato de serem ruminantes, as ovelhas precisam de tempo para a digestão, mas não somente isso, precisam retornar os alimentos pelo trato digestivo para novamente mastigar e por fim, devolver aos estômagos que farão o processamento dos nutrientes e a quebra dos alimentos em partículas ainda menores.

       Muitos cristãos não se alimentam direito espiritualmente, pois a alimentação é feita somente uma vez por semana no período que se encontra na igreja. Da mesma forma, muitos acabam engolindo a Palavra de forma superficial, e nem voltam a meditar nela ou a processá-la de forma adequada.

       Percebo ao longo do ministério pastoral, que muitos crentes ouvem um determinado conselho, colocam o seu coração naquilo, aceitam com humildade, mas passado algum tempo, as vezes na segunda de manhã, desprezam a mensagem que Deus deu através da pregação ou conselho bíblico. O motivo para isso tudo acontecer é o fato de não ruminar aquilo que foi pregado ou aconselhado (meditar, praticar e orar). Certamente caiu em seu coração, mas a mente não voltou àquela questão, então há o desprezo da palavra, assim como a falta de prática. Logo em seguida ele diz que foi a emoção que o fez crer, mas agora não crê porque pensou melhor nos conselhos. Vemos mais sobre isso em Marcos 4.3:20:

“3“Ouçam! O semeador saiu a semear. 4Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram. 5Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz. 7Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas, de forma que ela não deu fruto. 8Outra ainda caiu em boa terra, germinou, cresceu e deu boa colheita, a trinta, sessenta e até cem por um”. 9E acrescentou: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!” 10Quando ele ficou sozinho, os Doze e os outros que estavam ao seu redor lhe fizeram perguntas acerca das parábolas. 11Ele lhes disse: “A vocês foi dado o mistério do Reino de Deus, mas aos que estão fora tudo é dito por parábolas, 12a fim de que,
“ ‘ainda que vejam, não percebam;
ainda que ouçam, não entendam;
de outro modo, poderiam converter-se e ser perdoados!’”
13Então Jesus lhes perguntou: “Vocês não entendem esta parábola? Como, então, compreenderão todas as outras? 14O semeador semeia a palavra. 15Algumas pessoas são como a semente à beira do caminho, onde a palavra é semeada. Logo que a ouvem, Satanás vem e retira a palavra nelas semeada. 16Outras, como a semente lançada em terreno pedregoso, ouvem a palavra e logo a recebem com alegria. 17Todavia, visto que não têm raiz em si mesmas, permanecem por pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandonam. 18Outras ainda, como a semente lançada entre espinhos, ouvem a palavra; 19mas, quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas sufocam a palavra, tornando-a infrutífera. 20Outras pessoas são como a semente lançada em boa terra: ouvem a palavra, aceitam-na e dão uma colheita de trinta, sessenta e até cem por um”.

       Ruminar a Palavra não é o ato de pensar somente no que foi dito, mas meditar com o coração aberto para que Deus fale diretamente, não aquilo que queremos ouvir, mas o que realmente precisamos, assim como é com a alimentação do nosso corpo, não podemos escolher somente alimentos suculentos e atraentes, mas alguns que realmente precisamos. Meditar na Palavra, em todos os textos que apontam essa expressão quer dizer meditação ativa, não como fazem aquelas pessoas de religiões kármicas, pois meditam para limpar a mente, nós devemos meditar para preencher nossa mente com a Lei do Senhor, conforme Josué 1:8:

“8Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido.”

       Outro trato interessante das ovelhas, é que o pastor precisa leva-las às pastagens, caso contrário elas morrerão de fome. Espanta esta afirmação, mas é a mais pura verdade, pois enquanto outros animais migram naturalmente atrás de comida, as ovelhas ficam andando em círculos, uma seguindo a outra pensando que um dia chegarão ao pasto verde. Além disso, ovelhas, diferentes de outros ovinos, como os bodes e cabras, não comem qualquer coisa.

       Podemos inclusive começar com o primeiro comparativo entre Bodes e Ovelhas conforme Mateus 25:31-33:

"Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial.
Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes.
E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.

Os bodes comem lixo, plástico, terra, qualquer capim, inclusive venenosos, o que mata muitos animais dessa espécie, mas as ovelhas somente comem capim seguro, ou seja, aquele que elas conhecem. Além disso, há uma altura adequada para sua pastagem, caso contrário, ela não come, reclama e espera o pastor a levar para outro lugar. Muitas pessoas vivem como bodes, não como ovelhas, e isso em muitos aspectos, alguns deles veremos a partir de agora, uma das maiores diferenças é justamente a alimentação.

       Ovelhas normalmente só confiam na alimentação que seu pastor dá, mas bodes geralmente aceitam, comida de qualquer outra pessoa, mesmo porque, comem até lixo mesmo.

       Existem muitos cristãos que vivem pulando de pastor em pastor, buscando uma revelação, buscando um conselho e muitas vezes até tem um pastor para conversar sobre um assunto e outro para outros. Existem pessoas que frequentam uma determinada igreja porque fica mais perto de casa, ou porque sua família está toda ali, outros ainda, porque fundaram aquela congregação e não podem largar de maneira nenhuma, mas em se tratando de alimentação através da Palavra, buscam aquele pastor que mais lhe agradam, onde o alimento é mais doce, ou onde podem escolher o que querem comer, então aproveitam.

       Há casos em que existem reuniões de oração na Igreja, mas o bom mesmo é participar daquela em que o profeta fala, ou onde a oração é mais “forte” e “poderosa”. Pessoas que vivem assim, são como bodes que buscam alimentar-se em qualquer lugar, sob a indicação de qualquer um, neste caso, não são como ovelhas, pois o trato digestivo da ovelha é mais sensível e qualquer comida estragada, diferente do que está acostumada ou forte demais poderá matá-la.

       Existe um ditando que não fala de ovelhas, mas certamente pode ser aplicado: “Cachorro com dois donos morre de fome”. É Claro, fazendo uma releitura, podemos afirmar, sem medo de errar que, “Ovelha com dois ou mais pastores morrem de fome ou doentes”.

       Há ainda que se destacar aquelas ovelhas do rebanho de Deus que buscam filtrar o seu alimento, como se pudessem escolher que parte do capim (Palavra de Deus) é melhor para cada momento, como se pegasse uma promessa na caixinha e já a alimentasse plenamente. Assiste pregadores na televisão, lê livros, ouve seu pastor, lê a Bíblia, mas monta a sua própria linha de alimentação de forma personalizada. Pessoas assim também não são ovelhas, podem ser qualquer animal, mas ovelhas não, pois as ovelhas esperam o que seu pastor vai lhes oferecer, e quando o pastor demora, elas clamam aos berros a ele, pedindo que as leve ao pasto e lhes alimente.  
        
       O Salmo 23 faz menção a Deus como pastor, e uma das coisas mais surpreendentes é que o texto fala que Ele nos faz deitar em verdes pastagens. O grande problema, que certamente Davi conhecia – e até por isso garante que Deus nos faz deitar – é que ovelhas não deitam, a menos que estejam 100% seguras. Detalhe impressionante é que Deus nos faz repousar em plena segurança, muito melhor do que um simples pastor.

       Mas mesmo que ovelhas não deitem, os pastores precisam levar as ovelhas para descansar num local seguro, limpo e não menos importante, com preparo especial, o capril. Ovelhas não podem ficar muito tempo de pé na terra ou pasto, pois seus cascos são extremamente sensíveis e precisam se acomodar em estrados vazados para secar, caso contrário criam fungos e as ovelhas podem até morrer.

       As ovelhas animais não sabem o que é melhor para elas, incluindo o local adequado de descanso, mas o pastor sim. Muitas ovelhas seres humanos não compreendem também para onde estão indo, para onde o pastor está as guiando, mas creiam, Deus capacita os pastores para que zelem e guiem seus filhos para local seguro. O pastor de igreja muitas vezes é criticado pelas suas decisões, inclusive com cuidado com outras ovelhas e até mesmo nas mensagens e visão para a igreja local, mas as ovelhas não podem interferir nessas questões, a menos que o pastor esteja agindo de forma contrária às Escrituras. As ovelhas devem confiar na visão que Deus dá ao seu pastor, pois o Senhor é o nosso Pastor por excelência.

A dica é: Busque alimento em seu pastor (homem), clame também a Deus (o dono) para que dê o alimento que você precisa. Como ovelhas, temos nossa necessidade alimentar, mas muito mais complexas do que o animal, por isso, precisamos também apontar para elas, pois diferente do Sumo Pastor, o pastor ser humano não é onisciente, ele precisa da revelação, seja divina ou humana para saber o que falta, seja no momento de luta, tribulação, enfermidade ou até nas alegrias. Por isso, busque a ajuda do seu pastor. 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O APRISCO DE DEUS - QUEM SÃO AS OVELHAS? Parte 01

QUEM SÃO AS OVELHAS?




“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor."                               João 10:14-16.

A Palavra de Deus nos dá muitos exemplos, comparações e simbolismos e é interessante quando a Igreja é comparada a um Reino, quando todos podemos ser reis e sacerdotes (1Pe 2.9), além de quando o nosso Senhor é comparado a um Leão forte, poderoso e corajoso (Ap 5.5).  E quando se trata de nós, individualmente, nem podemos falar muito, pois o ego fica nas alturas, pois podemos ser comparados a animais como a águias (Is 40:31), leões (Gn 49:9), corsas (Sl 42:1) e outros animais com porte, força e elegância, mas precisamos entender que o nosso Pai gosta, na maioria das vezes, de nos comparar a animais bem mais simples, indefesos e o mais decepcionante, pouco inteligentes, o animal que mais se compara ao ser humano nas Escrituras é a ovelha.

Ao longo das Escrituras Sagradas, a palavra ovelha é citada em torno de 330 vezes e a incidência a fim de comparação entre esse animal e o ser humano, em especial ao povo de Deus, é em torno de 95 vezes, contra 31 do leão, por exemplo. Pesquisando a respeito disso e levado pelo Espírito Santo, decidi estudar ainda mais sobre o assunto e o motivo pelo qual o Senhor nos chama assim em tantos momentos distintos ao longo da Bíblia Sagrada.

Se pararmos para pesquisar um pouquinho apenas sobre esse assunto, vamos perceber que é tão profundo, que a comparação não para somente no rebanho, mas quem cuida das ovelhas é um pastor e que esses animais nem sempre são dele, mas em muitos casos são de propriedade de um terceiro e o referido pastor não é nada mais do que um empregado do dono (Ez 34; João 10:1-13). Por outro lado, alguns pastores, a exemplo do que acontecia na Palestina antiga, eram os próprios donos das ovelhas ou os filhos dos donos e como exemplo podemos citar Raquel, José, Zípora, Davi entre outros (Gn 29:9;  Gn 37:2; Ex 2:16; 1Sm 16). São tantas as comparações mais profundas, que não poderemos falar tudo em apenas uma mensagem, mas passaremos algumas semanas estudando sobre esse assunto.


TRANSIÇÃO

Hoje em especial, vamos ser ministrados pelo nosso Deus que nem todos são ovelhas, mas somente aqueles que passam pela porta do aprisco, conforme João 10:1;

"Eu lhes asseguro que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante.”
“Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem.”

1.0        QUEM SÃO OVELHAS?

Interessante, antes de mais nada, conhecermos o que é o animal ao qual somos comparados, como é seu habitat, seus cuidados e também a interação entre ele, o dono e o pastor e acima de tudo, fazermos as comparações bíblicas pertinentes a esse assunto, que por incrível que pareça, conseguimos aprofundar bastante somente com o estudo das Escrituras e apenas apoio na cultura e sabedoria secular.

A palavra portuguesa ovelha vem do latim ovis e não tem nenhum significado específico, senão o nome do animal, da mesma forma como nas línguas bíblicas (grego e hebraico). Além disso, o termo denota um animal Ovino, ou seja, carneiro, ovelha ou semelhantes, conforme algumas traduções da Bíblia.

Muitos arqueólogos acreditam que as ovelhas e carneiros (carneiro é o macho), foram a segunda espécie animal a ser domesticada pelo homem, sendo que na Palavra de Deus vemos que é o primeiro animal a ser domesticado a fim de aproveitamento é indubitavelmente a ovelha seja para consumo de carne, lã, pele e laticínios (Gn 4:2 – Abel o primeiro pastor). Além disso a Palavra de Deus retrata por muitas vezes este animal como um tipo de subsistência para os patriarcas mais remotos de Israel. Vemos que as migrações, desde Abrão, Isaque e Jacó já estavam associados ao fato de procurar pastos para as ovelhas, mas não ficamos somente nas Escrituras, pois conforme outros registros históricos, essa cultura também era muito difundida entre os mesopotâmios e os historiadores remontam ao ano 10.000 a.C com comprovações arqueológicas.

O fato é, que as Escrituras não somente apontam para um estilo de vida literalmente vinculado às ovelhas, seu trato e a subsistência do povo de Deus a partir do cultivo desses animais, mas como era de costume na cultura judaica, o simbolismo vinha do dia a dia daquele povo. O Senhor Jesus usava muito as coisas cotidianas do povo para ensinar, como por exemplo, o caso das plantações, pesca e inclusive a ovinocultura. Mas não ficamos somente atrelados ao Senhor Jesus, mas ao todo das Escrituras, pois desde o antigo Testamento vemos a incidência desta comparação.

Agora passamos a nos ater ao manuseio, comportamento e como vivem estes animais desde 10.000 anos a.C, aplicando a realidade do povo de Deus, já que no texto base que lemos o próprio Senhor fala que quem crê nEle é sua Ovelha (Jo 10:1-18).

Interessante perceber que nem todos os ovinos são iguais, já que as particularidades que veremos neste estudo somente são aplicáveis às ovelhas, não aos demais caprinos / ovinos .

A) A OVELHA OUVE A VOZ DO SEU PASTOR

A Ovelha é um animal dócil, porém somente confia em uma pessoa, não é muito dada às pessoas desconhecidas. Um estudo do Instituto Babraham em Londres afirma que as ovelhas podem reconhecer até 10 rostos humanos após dois anos de convivência com estas pessoas, o que a Palavra de Deus já demonstra milhares de anos antes da publicação deste estudo, além do que, pessoas vem cuidando desses animais a tanto tempo que já perceberam isso sem precisar de uma teoria. A propósito, o Senhor Jesus já anunciou que as ovelhas conheciam a voz do pastor, assim, percebemos que era uma constatação das ovelhas que via na palestina antiga.

Aqueles que dizem ser ovelhas de Jesus, devem reconhecer em qualquer lugar o seu dono e Pastor, já que se somos comparados a esse animal, temos as mesmas características, além do próprio Jesus ter afirmado isso especificamente em João 10.

Muitos Cristãos falham em não perceber que em alguns lugares Cristo não está e em outros Ele se faz presente de forma maravilhosa. Além disso, a Ovelha logo percebe que seu pastor a chama, e o mais rápido possível ela corre para o encontrar e seguir a sua orientação.

B) AS OVELHAS OBEDECEM AO DONO E PASTOR


Falando em Seguir, uma característica impressionante das ovelhas é que elas seguem aqueles em quem confiam, mas se perdidas, acompanham aquela ovelha um pouco mais corajosa. O fato interessante, é que as ovelhas realmente não têm muita inteligência, já que dificilmente um rebanho poderia sobreviver sem um cuidador, diferente de cabras e bodes, já que esses vivem em menores rebanhos, até mesmo de forma isolada.

Vemos que em alguns momentos Jesus teve piedade das pessoas por onde Ele passava e em um momento específico, mais uma vez o Mestre os compara com ovelhas, mês nesta oportunidade, como animaizinhos fadados ao fracasso e provavelmente à morte (Mt 9:36).

Ovelhas precisam andar acompanhadas de outras ovelhas, pois assim conseguem se sentir mais seguras, mas se não tem pastor, estão vulneráveis não somente aos perigos dos predadores, mas também aos perigos do caminho.

Como ovelhas de Deus, não podemos andar desgarrados, como crentes sem igreja, ou sem uma comunidade de outras ovelhas, pois estamos visualmente expostos aos olhos dos predadores, neste caso, satanás está nos rodeando como um leão, buscando a quem possa tragar (1Pe 5:8). Assim, também precisamos refletir sobre a nossa postura quanto a procurar direção nesta vida.

Daqui a algumas semanas estudaremos mais sobre pastoreio, tanto o exercido pelos pastores humanos como pelo sumo Pastor Jesus Cristo, mas já que estamos falando sobre seguir a direção e ouvir a voz do pastor, não podemos deixar de fazer a comparação da ovelha rebelde e aquela que é obediente.

Certa vez, numa excursão pela Terra Santa, um ônibus cheio de turistas ficou alguns minutos parados por causa de uma migração de pastores e ovelhas pelo deserto. Pois desde a antiguidade os pastores conduzem o rebanho às pastagens fazendo migração até que a encontrem, já que no oriente médio as pastagens são escassas e não perenes. Interessante perceber que até os dias de hoje os pastores saem com suas ovelhas naquela região como era nos tempos bíblicos, mais interessante ainda é o fato de todos os pastores andarem juntos, como naquela época, mesmo tendo rebanhos diferentes, mas no momento que cada pastor chama as suas ovelhas, o seu próprio rebanho segue.

Naquela oportunidade, uma senhora chamou a atenção dos demais passageiros e do guia turísticos pelo fato de os demais pastores ter seguido viagem, mas um em especial e as suas ovelhas pararam, então o pastor pegou uma das ovelhas no colo, pegou a perninha da ovelha e quebrou-a como se fosse uma vara nos joelhos e começou a enfaixa-la. A mulher, muito indignada começou a perguntar se não existiam leis naquele país que fizessem com que aquele homem inescrupuloso parasse com aquela atitude ou mesmo fosse punido.

Ao perceber que os passageiros estavam muito inquietos, o guia turístico foi até aquele pastor enquanto ele imobilizava a patinha daquela ovelha com faixas e perguntou o porquê estava fazendo aquilo, ao que de forma bem simples e natural (para ele) o pastor respondeu: - esta ovelha é desobediente e fujona, somente neste mês fugiu três vezes, daí não temos outra solução, senão quebrar a sua perna, então não escapará mais. A final de contas, tenho muito carinho por todas as ovelhas e não posso ficar sem nenhuma delas.

Em seguida o guia turístico perguntou ao pastor quais seriam as consequências daquilo, ao que o homem respondeu: - Daqui a algumas semanas ela estará boa novamente, o único inconveniente é que terei de acompanhar ela mais de perto e em muitos momentos a carregar no colo, mas nunca mais ela fugirá ou sofrerá riscos por sua desobediência.

Muitas vezes esperamos que nossas pernas sejam quebradas por Deus, por isso não obedecemos, mas somente ouvimos a voz de nosso pastor humano ou o Sumo Pastor quando somos castigados por Deus, e alguns precisam de castigos severos, caso contrário continuarão na desobediência. O grande problema é que ovelhas rebeldes uma hora podem escapar mesmo que por um segundo, e como consequência serão devoradas de uma vez por todas pelo inimigo, além de poder cair num abismo e da mesma forma morrerá. O pior é que na maioria das vezes uma ovelha rebelde leva a outra.


Ainda que Deus requer obediência nossa para nosso próprio bem, precisamos entender que nossa obediência deve ser espontânea e não por medo da correção ou de ir para o inferno, pois Deus deseja que obedeçamos a Ele por amor, assim como Ele mesmo se entregou por amor e se humilhou por amor (Fl 2). Mas ainda assim é preciso obedecer, pois todo esse ato dEle foi por obediência ao nosso Pai Celestial.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O APRISCO DE DEUS - QUEM SÃO AS OVELHAS?

O APRISCO DE DEUS - QUEM SÃO AS OVELHAS?

Tema:  Eclesiologia, vida dos discípulos, O Reino de Deus.

TEXTO: João 10:14-16.

“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.

INTRODUÇÃO

A Palavra de Deus nos dá muitos exemplos de comparações esimbolismos e é interessante qjando a Igreja é comparada a um Reino, quando todos podemos ser reis e sacerdotes (1Pe), além de quando o nosso Senhor é comparado e assemelhado a um leão.  E quando se trata de nós, nem podemos falar muito, pois o ego fica nas alturas, pois podemos ser animais como a águias (Is 39), leões (Gn 49), corsas (Sl) e outros animais com porte, força e elegância, mas precisamos entender que o nosso pai gosta de nos comparar a animais bem simples, indefesos e o mais decepcionante, pouco inteligentes, ou seja, o animal qhe mais se compara ao ser humano nas Escrituras é a ovelha.

Ao longo das Escrituras Sagradas, a palavra ovelha é citada em torno de xxx vezes e a incidência a fim de comparação entre esse animal e o ser humano, em especial ao povo de Deus, é em torno de xxx vezes, contra xxx do leão ou xxx da águia, por exemplo.  Pesquisando a respeito disso, levado peli Espírito Santo, decidi estudar mais sobre o assunto e o motivo pelo qjal o Senhor nos chama assim em tantos momentos.

Se pararmos pafa pesquisar um pouquinho apenas sobre esse assunto, vamks perceber que é tão profundo, que a comparação não para por aí, mas quem cuida das ovelhas é um pastor e que esses animais nem sempre são dele, mas em muitos casos são de propriedade deum terceiro e o pastor não é nada mais do que um empregado do dono (Ez 34; João 10:1-13). Por outro lado alguns pastores, a exemplo do que acontecia na Palestina antiga, eram os próprios donos das ovelhas ou os filhos do dono (Jaco, Raquel, Zipora, Davi entre outros). São tantas as comparações mais profundas que não poderemos falar tudo em apenas uma mensagem, mas passaremos algumas semanas estudando sobre esse assunto.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

21 Dias de JEJUM e Oração na PIBBN

21 Dias de JEJUM na PIBBN




O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Vejamos alguns exemplos nas Escrituras sagradas:

• Consagração (Nm 6.3,4);                                         •Arrependimento de pecados (1 Sm 7.6, Ne 9.11);
• Luto  (2 Sm 1.12 e 3.35);                                         • Aflições (2 Sm 12.16-23; 2 Cr 20.3);
• Buscando Proteção (Ed 8.21-23; Et 4.16);               • Em situações de enfermidade (Sl 35.13);
• Intercessão (Dn 9.3, 10.2,3)                                    • Preparação para a Batalha Espiritual (Mt 17.21);
• Estar com o Senhor / Vida devocional(Lc 2.37);     • Preparar-se para o Ministério (Lc 4.1,2); 
• Ministrar ao Senhor (At 13.2);                                     • Enviar ministérios (At.13:3);                                 
• Estabelecer presbíteros / líderes (At 14.23).

Tipos de Jejum:
A)    Jejum de tempo parcial (Período ou partes do dia – EX.: 12 horas de Jejum – da 00:00h. Às 12:00 hrs. Ou das exclusão de refeição como o café da manhã)
B)     Jejum de tempo Integral (períodos de 18 a 24 de horas – EX.: da 00:00h às 18:00hs. ou da 00:00h à 00:00h.
1 – Jejum Total – Abstenção total de alimentos líquidos e sólidos durante o período – Não recomendado por mais de 3 (três dias sem água – pois até mesmo o Senhor Jesus tomou água nos 40 dias);
2 – Jejum Parcial – Abstenção parcial de alimentos (deixar de comer alimentos como carne, refrigerantes e etc.)
3 – Jejum de Daniel – Abstenção de todos os tipos de Alimentos sofisticados, apetitosos e iguarias (Manjar – Daniel 10:2,3) – Recomendado para quem: a) trabalha com serviços pesados; b) tem problemas crônicos ou agudos de saúde; c) toma remédios; d) crianças e Adolescentes em fase de crescimento; e) idosos e grávidas. 

Para o Jejum de Daniel:
Guloseimas, Refrigerantes, carnes, alimentos industrializados (bolachas, iogurtes, salgadinhos), restaurantes, lanchonetes e Fast Foods.

Para Crianças:
Abstenção de televisão, jogos, internet e eletrônicos em geral durante alguns dias da semana – IMPORTANTE: Não obrigue a criança, mas aproveite para ensinar como é bom agradar ao Senhor.

Nossos propósitos com esta SANTA CONVOCAÇÃO na PIBBN:
1 – Unidade da Igreja como um corpo, o Corpo de Cristo verdadeiramente;
2 – Nosso Alvo de 200 membros para dezembro de 2015;
3 – A cura de nossa Igreja (Espiritual / Física e Emocional);
4 – Que todos entendam a visão de Deus para nossa Igreja;
5 – Para o alcance de nosso Bairro para o Senhor Jesus.
6 – Para que Deus envie trabalhadores comprometidos com Deus, o Reino e a Igreja Local;
7 – Pela formação e preparação dos líderes da Igreja;
8 – Pela vida do Pastor e Família;
9 – Por todos os membros e congregados;
10 – Pelas causas impossíveis, tanto na PIBBN, como individualm

domingo, 5 de abril de 2015

Mensagem de domingo 05/04/15 O APRISCO DE DEUS SALVAÇÃO, A PORTA DO APRISCO

O APRISCO DE DEUS
SALVAÇÃO, A PORTA DO APRISCO


Tema: Salvação, Eclesiologia, Liberdade em Cristo.

Texto: Marcos 16: 1-6
1Quando terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram especiarias aromáticas para ungir o corpo de Jesus.

2 No primeiro dia da semana, bem cedo, ao nascer do sol, elas se dirigiram ao sepulcro, 3 perguntando umas às outras: "Quem removerá para nós a pedra da entrada do sepulcro? "
4 Mas, quando foram verificar, viram que a pedra, que era muito grande, havia sido removida. 5 Entrando no sepulcro, viram um jovem vestido de roupas brancas assentado à direita, e ficaram amedrontadas. 6 "Não tenham medo", disse ele. "Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui. Vejam o lugar onde o haviam posto.

Introdução

A páscoa significa muito mais do que Ovos, chocolates, coelhos e isso tudo, mas isso já não é mais novidade para ninguém, mas o que é novidade que a páscoa, também não é um feriado religioso Judaico-cristão, mas representa a passagem. O termo Páscoa, deriva da palavra hebraica (פֶּסַח)Pesach ”, que significa de forma literal, justamente “passagem”.

Para os Judeus, a páscoa é uma celebração litúrgica que foi ordenada por Deus a Moisés, ainda quando estavam no Egito, nos dias que antecederam a saída do povo de Deus daquele país (EX12). Para a maioria os cristãos, a páscoa é uma celebração que representa a ressurreição de Jesus, e foi eleito o nome pelo fato de a ressurreição do Senhor Jesus ter ocorrido justamente na madrugada do primeiro dia de celebração das festividades naquele ano.

Memorialmente, os judeus celebram a páscoa no décimo dia do primeiro mês do ano (mês de ABIBE – março-abril do calendário ocidental). A referência está em Êxodo 12:1-20, onde Deus ordena toda a regra para a cerimônia e festividades.

Agora, Deus tinha muitas coisas em mente, quando planejou que a morte e ressurreição de Jesus fosse exatamente nesta festividade. Poderia, por exemplo, a ressurreição de Jesus acontecer num outro dia qualquer, ou até mesmo em outra festividade, mas aconteceu na passagem, ou seja, quando deveria realmente acontecer.

A passagem para os judeus tinha alguns símbolos importantes. Representava a morte dos primogênitos, a saída do Egito e a libertação de toda a escravidão. A passagem para os cristãos tem basicamente o mesmo significado, mas de forma espiritual, não físico, como foi no caso daquele povo.

Quando o povo de Israel saiu da terra do Egito, tiveram que preparar tudo às pressas, pois foram pegos de surpresa, assim como o povo de Deus atualmente, todos fomos pegos de surpresa, embora alguns de nós esperássemos que um dia receberíamos a salvação, ou teríamos a vida transformada. Mas do que fomos libertos ou transformados?

Primeiramente fomos libertos da escravidão deste mundo, ou seja, estávamos sobe a égide e cetro de servidão deste mundo. Enquanto os judeus contemporâneos de Moisés estavam presos por correntes físicas, nós estávamos presos pelas correntes do vício, das amarguras, dos ressentimentos, da depressão, da solidão. Enquanto aqueles judeus estavam presos ao trabalho, nós não víamos resultado de nosso trabalho, ou até mesmo trabalhávamos para trabalhar, mas graças a Cristo Jesus, que nos libertou, encontramos libertação das correntes espirituais e dos trabalhos forçados sem sentido. Uma outra comparação, é o fato de os Egípcios pressionarem o povo de Deus a fazer cada vez mais com menos (Ex 5:7,8), assim como acontece conosco quando estamos prisioneiros do mundo, a cada dia as obrigações nos fatigam mais, devemos consumir mais, devemos nos afundar mais e cada vez mais necessitados dos favores do nosso Deus.

Deus teve compaixão do povo de Israel no Egito (Ex 2:23,24), mas também teve misericórdia de nós ao nos ver presos no Egito desta vida (Jo 3:16).

JESUS É O CORDEIRO DE DEUS
       A medida que a Palavra de Deus é entendida pelos leitores, algumas questões são deixadas de lado, como por exemplo, a necessidade da morte. Muitos me perguntam se realmente era necessário a morte de Jesus, e se tinha de ser tão trágica como num sacrifício.

       Num primeiro momento, a resposta parece ser bem fácil, mas o melhor mesmo é amparar a resposta com as Escrituras, já que é de lá a ideia central de um sacrifício, não somente pela história, mas também pela prova de que Deus mesmo havia planejado.

       Primeiramente é necessário entender o que lemos em Romanos 3:23-26:

“pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus,
sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.
Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.”

Também muito importante saber o que a Bíblia diz a respeito do pagamento pelo pecado em Romanos 6:23:

“Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

E por fim, o ultimato universal, uma regra geral em relação ao pecado (Hebreus 9:22-26):  

22 De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão. 23 Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores.
24 Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou no próprio céu, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor; 25 não, porém, para se oferecer repetidas vezes à semelhança do sumo sacerdote que entra no Santo dos Santos todos os anos, com sangue alheio.
26 Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo.


O pecado do homem, gerado em Genesis 3, somente poderia ser apagado definitivamente através do sangue derramado do próprio homem, neste caso, somente Cristo seria capaz de tal feito, mesmo porque, Ele é totalmente Deus e totalmente Homem, e não somente isso, mas totalmente puro. Jesus é chamado nas Escrituras como segundo Adão, pois assim como o primeiro, representava toda a humanidade, Cristo também. Enquanto o primeiro era frágil e pecador, o segundo era poderoso, puro e totalmente Santo (1Co 15:22;45).

A Bíblia aponta em inúmeros casos a redenção de Cristo:

Exemplos:

a)  A restauração da Queda - Genesis 3
b)  A Arca de Noé (Genesis 6-9)
c)   Moriá - Gênesis 22
d)  Vida de José do Egito (Genesis 37, 39-50)
e)  Pascoa – Êxodo 12
f)     Resgate de Rute – Rute 4
g)   Vida do Profeta Jonas – Livro do Profeta Jonas;
h)  Vida do Profeta Isaías – Livro do profeta Isaías
i)     Vida do profeta Oseias – Livro do profeta Oseias 
j)     Os profetas – Profecias diretas e indiretas a respeito de Cristo que cura, morre e ressuscita.

A Páscoa representa para nós, muito mais do que a morte de Cristo, mas a sua ressureição. Alguns cristãos vivem como carpideiras, celebrando a morte, celebrando o Cristo crucificado, porém, nós devemos crer no Cristo ressurreto, aquele que nos deu o direito a uma segunda passagem, desta vez da morte para a vida.

Enquanto a celebração da páscoa judaica anunciava a morte e libertação por ela, a páscoa cristã anuncia a morte definitiva, completa e garantidora da vida, mas a sua plenitude é a ressureição, quando todos os que creem em Jesus passam da morte espiritual para a vida eterna.

Aconteceram através da morte e ressureição de Cristo três passagens espirituais:

1 – A libertação de nossos pecados e do mundo, assim como do Egito para a liberdade;

2 – A Libertação para uma vida terrena de paz ao lado de Deus e da sua Família, a Igreja;

3 – A libertação da MORTE, pois nos tornamos seres imortais, ganhamos o direito à vida Eterna com Cristo, enquanto os que não creem passam para a morte eterna no fim desta vida terrena.

A Vida que Cristo dá não é somente após a morte deste corpo corruptível, mas a vida deve ser abundante, conforme nós vemos em João 10:10b: “... eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

Muitos continuam na igreja com uma vida mais ou menos, cheios de aflição e problemas que os levam ao desespero, mas quem de fato vive com Jesus, não se desespera, mas tem a certeza da vida abundante. Não quero dizer com isso que teremos uma vida sossegada e sem problemas, muito pelo contrário, Jesus também nos prometeu uma vida de aflições, mas cheia da sua vitória!


Portanto, levante hoje do lugar em que você está e creia que tua vida deve ser abundante, pois Cristo Jesus não está morto, como muitos pensam, mas hoje mesmo celebramos a sua ressurreição, que muito mais do que a salvação, Ele nos garante a vida abundante, plena, não somente nesta era, mas para toda a eternidade.