domingo, 5 de abril de 2015

Mensagem de domingo 05/04/15 O APRISCO DE DEUS SALVAÇÃO, A PORTA DO APRISCO

O APRISCO DE DEUS
SALVAÇÃO, A PORTA DO APRISCO


Tema: Salvação, Eclesiologia, Liberdade em Cristo.

Texto: Marcos 16: 1-6
1Quando terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram especiarias aromáticas para ungir o corpo de Jesus.

2 No primeiro dia da semana, bem cedo, ao nascer do sol, elas se dirigiram ao sepulcro, 3 perguntando umas às outras: "Quem removerá para nós a pedra da entrada do sepulcro? "
4 Mas, quando foram verificar, viram que a pedra, que era muito grande, havia sido removida. 5 Entrando no sepulcro, viram um jovem vestido de roupas brancas assentado à direita, e ficaram amedrontadas. 6 "Não tenham medo", disse ele. "Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui. Vejam o lugar onde o haviam posto.

Introdução

A páscoa significa muito mais do que Ovos, chocolates, coelhos e isso tudo, mas isso já não é mais novidade para ninguém, mas o que é novidade que a páscoa, também não é um feriado religioso Judaico-cristão, mas representa a passagem. O termo Páscoa, deriva da palavra hebraica (פֶּסַח)Pesach ”, que significa de forma literal, justamente “passagem”.

Para os Judeus, a páscoa é uma celebração litúrgica que foi ordenada por Deus a Moisés, ainda quando estavam no Egito, nos dias que antecederam a saída do povo de Deus daquele país (EX12). Para a maioria os cristãos, a páscoa é uma celebração que representa a ressurreição de Jesus, e foi eleito o nome pelo fato de a ressurreição do Senhor Jesus ter ocorrido justamente na madrugada do primeiro dia de celebração das festividades naquele ano.

Memorialmente, os judeus celebram a páscoa no décimo dia do primeiro mês do ano (mês de ABIBE – março-abril do calendário ocidental). A referência está em Êxodo 12:1-20, onde Deus ordena toda a regra para a cerimônia e festividades.

Agora, Deus tinha muitas coisas em mente, quando planejou que a morte e ressurreição de Jesus fosse exatamente nesta festividade. Poderia, por exemplo, a ressurreição de Jesus acontecer num outro dia qualquer, ou até mesmo em outra festividade, mas aconteceu na passagem, ou seja, quando deveria realmente acontecer.

A passagem para os judeus tinha alguns símbolos importantes. Representava a morte dos primogênitos, a saída do Egito e a libertação de toda a escravidão. A passagem para os cristãos tem basicamente o mesmo significado, mas de forma espiritual, não físico, como foi no caso daquele povo.

Quando o povo de Israel saiu da terra do Egito, tiveram que preparar tudo às pressas, pois foram pegos de surpresa, assim como o povo de Deus atualmente, todos fomos pegos de surpresa, embora alguns de nós esperássemos que um dia receberíamos a salvação, ou teríamos a vida transformada. Mas do que fomos libertos ou transformados?

Primeiramente fomos libertos da escravidão deste mundo, ou seja, estávamos sobe a égide e cetro de servidão deste mundo. Enquanto os judeus contemporâneos de Moisés estavam presos por correntes físicas, nós estávamos presos pelas correntes do vício, das amarguras, dos ressentimentos, da depressão, da solidão. Enquanto aqueles judeus estavam presos ao trabalho, nós não víamos resultado de nosso trabalho, ou até mesmo trabalhávamos para trabalhar, mas graças a Cristo Jesus, que nos libertou, encontramos libertação das correntes espirituais e dos trabalhos forçados sem sentido. Uma outra comparação, é o fato de os Egípcios pressionarem o povo de Deus a fazer cada vez mais com menos (Ex 5:7,8), assim como acontece conosco quando estamos prisioneiros do mundo, a cada dia as obrigações nos fatigam mais, devemos consumir mais, devemos nos afundar mais e cada vez mais necessitados dos favores do nosso Deus.

Deus teve compaixão do povo de Israel no Egito (Ex 2:23,24), mas também teve misericórdia de nós ao nos ver presos no Egito desta vida (Jo 3:16).

JESUS É O CORDEIRO DE DEUS
       A medida que a Palavra de Deus é entendida pelos leitores, algumas questões são deixadas de lado, como por exemplo, a necessidade da morte. Muitos me perguntam se realmente era necessário a morte de Jesus, e se tinha de ser tão trágica como num sacrifício.

       Num primeiro momento, a resposta parece ser bem fácil, mas o melhor mesmo é amparar a resposta com as Escrituras, já que é de lá a ideia central de um sacrifício, não somente pela história, mas também pela prova de que Deus mesmo havia planejado.

       Primeiramente é necessário entender o que lemos em Romanos 3:23-26:

“pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus,
sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.
Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.”

Também muito importante saber o que a Bíblia diz a respeito do pagamento pelo pecado em Romanos 6:23:

“Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

E por fim, o ultimato universal, uma regra geral em relação ao pecado (Hebreus 9:22-26):  

22 De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão. 23 Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores.
24 Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou no próprio céu, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor; 25 não, porém, para se oferecer repetidas vezes à semelhança do sumo sacerdote que entra no Santo dos Santos todos os anos, com sangue alheio.
26 Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo.


O pecado do homem, gerado em Genesis 3, somente poderia ser apagado definitivamente através do sangue derramado do próprio homem, neste caso, somente Cristo seria capaz de tal feito, mesmo porque, Ele é totalmente Deus e totalmente Homem, e não somente isso, mas totalmente puro. Jesus é chamado nas Escrituras como segundo Adão, pois assim como o primeiro, representava toda a humanidade, Cristo também. Enquanto o primeiro era frágil e pecador, o segundo era poderoso, puro e totalmente Santo (1Co 15:22;45).

A Bíblia aponta em inúmeros casos a redenção de Cristo:

Exemplos:

a)  A restauração da Queda - Genesis 3
b)  A Arca de Noé (Genesis 6-9)
c)   Moriá - Gênesis 22
d)  Vida de José do Egito (Genesis 37, 39-50)
e)  Pascoa – Êxodo 12
f)     Resgate de Rute – Rute 4
g)   Vida do Profeta Jonas – Livro do Profeta Jonas;
h)  Vida do Profeta Isaías – Livro do profeta Isaías
i)     Vida do profeta Oseias – Livro do profeta Oseias 
j)     Os profetas – Profecias diretas e indiretas a respeito de Cristo que cura, morre e ressuscita.

A Páscoa representa para nós, muito mais do que a morte de Cristo, mas a sua ressureição. Alguns cristãos vivem como carpideiras, celebrando a morte, celebrando o Cristo crucificado, porém, nós devemos crer no Cristo ressurreto, aquele que nos deu o direito a uma segunda passagem, desta vez da morte para a vida.

Enquanto a celebração da páscoa judaica anunciava a morte e libertação por ela, a páscoa cristã anuncia a morte definitiva, completa e garantidora da vida, mas a sua plenitude é a ressureição, quando todos os que creem em Jesus passam da morte espiritual para a vida eterna.

Aconteceram através da morte e ressureição de Cristo três passagens espirituais:

1 – A libertação de nossos pecados e do mundo, assim como do Egito para a liberdade;

2 – A Libertação para uma vida terrena de paz ao lado de Deus e da sua Família, a Igreja;

3 – A libertação da MORTE, pois nos tornamos seres imortais, ganhamos o direito à vida Eterna com Cristo, enquanto os que não creem passam para a morte eterna no fim desta vida terrena.

A Vida que Cristo dá não é somente após a morte deste corpo corruptível, mas a vida deve ser abundante, conforme nós vemos em João 10:10b: “... eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

Muitos continuam na igreja com uma vida mais ou menos, cheios de aflição e problemas que os levam ao desespero, mas quem de fato vive com Jesus, não se desespera, mas tem a certeza da vida abundante. Não quero dizer com isso que teremos uma vida sossegada e sem problemas, muito pelo contrário, Jesus também nos prometeu uma vida de aflições, mas cheia da sua vitória!


Portanto, levante hoje do lugar em que você está e creia que tua vida deve ser abundante, pois Cristo Jesus não está morto, como muitos pensam, mas hoje mesmo celebramos a sua ressurreição, que muito mais do que a salvação, Ele nos garante a vida abundante, plena, não somente nesta era, mas para toda a eternidade.

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