O APRISCO DE DEUS
SALVAÇÃO, A PORTA DO APRISCO
Tema: Salvação, Eclesiologia, Liberdade em Cristo.
Texto: Marcos 16: 1-6
1Quando
terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram
especiarias aromáticas para ungir o corpo de Jesus.
2 No primeiro dia da semana, bem cedo, ao nascer do sol, elas se dirigiram ao sepulcro, 3 perguntando umas às outras: "Quem removerá para nós a pedra da entrada do sepulcro? "
4 Mas, quando foram verificar, viram que a pedra, que era muito grande, havia sido removida. 5 Entrando no sepulcro, viram um jovem vestido de roupas brancas assentado à direita, e ficaram amedrontadas. 6 "Não tenham medo", disse ele. "Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui. Vejam o lugar onde o haviam posto.
Introdução
A páscoa
significa muito mais do que Ovos, chocolates, coelhos e isso tudo, mas isso já
não é mais novidade para ninguém, mas o que é novidade que a páscoa, também não
é um feriado religioso Judaico-cristão, mas representa a passagem. O termo
Páscoa, deriva da palavra hebraica (פֶּסַח)
“Pesach ”, que
significa de forma literal, justamente “passagem”.
Para os Judeus,
a páscoa é uma celebração litúrgica que foi ordenada por Deus a Moisés, ainda
quando estavam no Egito, nos dias que antecederam a saída do povo de Deus
daquele país (EX12). Para a maioria os cristãos, a páscoa é uma celebração que
representa a ressurreição de Jesus, e foi eleito o nome pelo fato de a ressurreição do Senhor Jesus ter ocorrido justamente na madrugada do primeiro
dia de celebração das festividades naquele ano.
Memorialmente,
os judeus celebram a páscoa no décimo dia do primeiro mês do ano (mês de ABIBE
– março-abril do calendário ocidental). A referência está em Êxodo 12:1-20,
onde Deus ordena toda a regra para a cerimônia e festividades.
Agora, Deus
tinha muitas coisas em mente, quando planejou que a morte e ressurreição de
Jesus fosse exatamente nesta festividade. Poderia, por exemplo, a ressurreição de Jesus acontecer num outro dia qualquer, ou até mesmo em outra festividade, mas
aconteceu na passagem, ou seja, quando deveria realmente acontecer.
A passagem para
os judeus tinha alguns símbolos importantes. Representava a morte dos
primogênitos, a saída do Egito e a libertação de toda a escravidão. A passagem
para os cristãos tem basicamente o mesmo significado, mas de forma espiritual,
não físico, como foi no caso daquele povo.
Quando o povo
de Israel saiu da terra do Egito, tiveram que preparar tudo às pressas, pois
foram pegos de surpresa, assim como o povo de Deus atualmente, todos fomos
pegos de surpresa, embora alguns de nós esperássemos que um dia receberíamos a
salvação, ou teríamos a vida transformada. Mas do que fomos libertos ou
transformados?
Primeiramente
fomos libertos da escravidão deste mundo, ou seja, estávamos sobe a égide e
cetro de servidão deste mundo. Enquanto os judeus contemporâneos de Moisés
estavam presos por correntes físicas, nós estávamos presos pelas correntes do
vício, das amarguras, dos ressentimentos, da depressão, da solidão. Enquanto
aqueles judeus estavam presos ao trabalho, nós não víamos resultado de nosso
trabalho, ou até mesmo trabalhávamos para trabalhar, mas graças a Cristo Jesus,
que nos libertou, encontramos libertação das correntes espirituais e dos
trabalhos forçados sem sentido. Uma outra comparação, é o fato de os Egípcios
pressionarem o povo de Deus a fazer cada vez mais com menos (Ex 5:7,8), assim
como acontece conosco quando estamos prisioneiros do mundo, a cada dia as
obrigações nos fatigam mais, devemos consumir mais, devemos nos afundar mais e
cada vez mais necessitados dos favores do nosso Deus.
Deus teve
compaixão do povo de Israel no Egito (Ex 2:23,24), mas também teve misericórdia
de nós ao nos ver presos no Egito desta vida (Jo 3:16).
JESUS É O CORDEIRO DE DEUS
A medida que a Palavra de Deus é
entendida pelos leitores, algumas questões são deixadas de lado, como por
exemplo, a necessidade da morte. Muitos me perguntam se realmente era
necessário a morte de Jesus, e se tinha de ser tão trágica como num sacrifício.
Num primeiro momento, a resposta parece
ser bem fácil, mas o melhor mesmo é amparar a resposta com as Escrituras, já
que é de lá a ideia central de um sacrifício, não somente pela história, mas
também pela prova de que Deus mesmo havia planejado.
Primeiramente é necessário entender o que
lemos em Romanos 3:23-26:
“pois todos pecaram e estão destituídos da
glória de Deus,
sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.
Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.”
sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.
Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.”
Também
muito importante saber o que a Bíblia diz a respeito do pagamento pelo pecado
em Romanos 6:23:
“Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom
gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”
E
por fim, o ultimato universal, uma regra geral em relação ao pecado (Hebreus 9:22-26):
22 De fato, segundo a Lei, quase todas as
coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão.
23 Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos céus fossem
purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com
sacrifícios superiores.
24 Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou no próprio céu, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor; 25 não, porém, para se oferecer repetidas vezes à semelhança do sumo sacerdote que entra no Santo dos Santos todos os anos, com sangue alheio. 26 Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo.
24 Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou no próprio céu, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor; 25 não, porém, para se oferecer repetidas vezes à semelhança do sumo sacerdote que entra no Santo dos Santos todos os anos, com sangue alheio. 26 Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo.
O
pecado do homem, gerado em Genesis 3, somente poderia ser apagado
definitivamente através do sangue derramado do próprio homem, neste caso,
somente Cristo seria capaz de tal feito, mesmo porque, Ele é totalmente Deus e
totalmente Homem, e não somente isso, mas totalmente puro. Jesus é chamado nas
Escrituras como segundo Adão, pois assim como o primeiro, representava toda a
humanidade, Cristo também. Enquanto o primeiro era frágil e pecador, o segundo
era poderoso, puro e totalmente Santo (1Co 15:22;45).
A
Bíblia aponta em inúmeros casos a redenção de Cristo:
Exemplos:
a) A
restauração da Queda - Genesis 3
b) A
Arca de Noé (Genesis 6-9)
c) Moriá
- Gênesis 22
d) Vida
de José do Egito (Genesis 37, 39-50)
e) Pascoa
– Êxodo 12
f) Resgate
de Rute – Rute 4
g) Vida do Profeta Jonas – Livro do Profeta
Jonas;
h) Vida
do Profeta Isaías – Livro do profeta Isaías
i) Vida
do profeta Oseias – Livro do profeta Oseias
j) Os
profetas – Profecias diretas e indiretas a respeito de Cristo que cura, morre e
ressuscita.
A
Páscoa representa para nós, muito mais do que a morte de Cristo, mas a sua
ressureição. Alguns cristãos vivem como carpideiras, celebrando a morte,
celebrando o Cristo crucificado, porém, nós devemos crer no Cristo ressurreto,
aquele que nos deu o direito a uma segunda passagem, desta vez da morte para a
vida.
Enquanto
a celebração da páscoa judaica anunciava a morte e libertação por ela, a páscoa
cristã anuncia a morte definitiva, completa e garantidora da vida, mas a sua
plenitude é a ressureição, quando todos os que creem em Jesus passam da morte
espiritual para a vida eterna.
Aconteceram
através da morte e ressureição de Cristo três passagens espirituais:
1
– A libertação de nossos pecados e
do mundo, assim como do Egito para a liberdade;
2
– A Libertação para uma vida terrena de
paz ao lado de Deus e da sua Família, a Igreja;
3
– A libertação da MORTE, pois nos
tornamos seres imortais, ganhamos o direito à vida Eterna com Cristo, enquanto
os que não creem passam para a morte eterna no fim desta vida terrena.
A
Vida que Cristo dá não é somente após a morte deste corpo corruptível, mas a
vida deve ser abundante, conforme nós vemos em João 10:10b: “... eu vim para
que tenham vida e a tenham em abundância”.
Muitos
continuam na igreja com uma vida mais ou menos, cheios de aflição e problemas
que os levam ao desespero, mas quem de fato vive com Jesus, não se desespera,
mas tem a certeza da vida abundante. Não quero dizer com isso que teremos uma
vida sossegada e sem problemas, muito pelo contrário, Jesus também nos prometeu
uma vida de aflições, mas cheia da sua vitória!
Portanto,
levante hoje do lugar em que você está e creia que tua vida deve ser abundante,
pois Cristo Jesus não está morto, como muitos pensam, mas hoje mesmo celebramos
a sua ressurreição, que muito mais do que a salvação, Ele nos garante a vida
abundante, plena, não somente nesta era, mas para toda a eternidade.
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