Encontros
Com Deus – Encontro Novo Todo Dia
Texto: Êxodo 33.7-11
7Moisés
costumava montar uma tenda do lado de fora do acampamento; ele a chamava Tenda
do Encontro. Quem quisesse consultar o Senhor ia à tenda, fora do acampamento.
8Sempre que Moisés ia até lá, todo o povo se levantava e ficava em pé à entrada
de suas tendas, observando-o, até que ele entrasse na tenda. 9Assim que Moisés
entrava, a coluna de nuvem descia e ficava à entrada da tenda, enquanto o Senhor
falava com Moisés. 10Quando o povo via a coluna de nuvem parada à entrada da
tenda, todos prestavam adoração em pé, cada qual na entrada de sua própria
tenda. 11O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo.
Depois Moisés voltava ao acampamento; mas Josué, filho de Num, que lhe servia
como auxiliar, não se afastava da tenda.
Introdução
A
vida de Moisés é muito intrigante e rende muitos temas de mensagens, creio que
muito mais do que imaginamos, e se contabilizarmos as suas palavras, então não
poderíamos estudar todas as implicações durante uma vida toda, pois uma só
seria pouco.
Moisés
nasce num tempo conturbado, em que os israelitas já estavam 400 anos no
território do Egito e há alguns anos como escravos, pois os povos antigos agiam
dessa forma, se uma nação se estabelecesse em seu território, ou em lugar próximo,
deveria render serviços obrigatórios e não remunerados. Neste tempo, o Faraó
quer controlar a natalidade dos escravos, para conter uma possível revolta,
algo bastante praticado ao longo da história humana também. Nesse momento, os
bebês de até 2 anos de idade eram mortos pelos capatazes egípcios, mas Moisés é
poupado pela estratégia de sua mãe e irmã, a de colocarem o menino num cesto e
leva-lo ao rio (Ex 2.1-4). Logo, Moisés é adotado pela princesa egípcia e faz
parte da corte de faraó, ali crescendo e sendo instruído em toda a sabedoria e
cultura egípcia.
Moisés
jamais seria rei do Egito, como afirmam alguns, pois não era filho legítimo,
mas adotado e os egípcios levavam a sério demais as hereditariedades, em
especial no trono, já que o Faraó era tido como o deus Hórus na Terra.
Moisés
passa 40 anos como nobre no Egito, mas provavelmente sabia de sua origem, até
porque, foi criado pela sua própria mãe (Ex 2.7-10). Moisés sabia de história,
cultura, geografia e etc., daí a estratégia do Criador, nada do que Deus faz é
por acaso, mas Ele tem plano em tudo. Se Moisés crescesse em meio aos escravos,
qual seria seu nível de instrução? Como ele escreveria no futuro os 5 primeiros
livros da Bíblia? Como seria um articulador militar, se não tivesse visto isto
no Egito?
Bem
verdade é, que Deus poderia ter enchido a Moisés com o Espírito Santo, como de
fato ocorreu, e ter dado a ele toda a sabedoria que precisava, mas vejo algo
mais aí, vejo que Deus sempre usa os meios naturais quando necessário e em
poucos casos, usa a maravilhosa experiência sobrenatural, por isso, se prepare
e deixe Deus usar as circunstâncias para te moldar, te treinar.
Lembro
das coisas que passei nesta vida com muita alegria e gratidão, pois em tudo
isso, fui treinado pelo Senhor para chegar onde estou hoje, e creio que Deus me
levará a lugares ainda mais altos, momentos em que as minhas experiências ainda
serão mais úteis para o louvor de Sua Glória.
Moisés
passou por momentos complicados ao longo de sua vida até os 40 anos de idade,
mas com abastança, com alegrias e muitas regalias. Isso nos mostra que quando o
indivíduo é chamado por Deus, ele não tem seu chamado como a última opção, como
se não tivesse mais nada para fazer, daí entra para o ministério.
Durante
40 anos, Moisés “foi quem ele não era”. Viveu como um nobre, embora fosse
escravo, viveu como um intelectual, embora fosse um profeta, viveu como um
coadjuvante, embora Deus quisesse que ele fosse um personagem principal e
relevante, não apenas para sua família, sua esfera próxima, mas para todas as
nações do mundo até hoje. O que você é hoje? É o que você é de fato? É o que
Deus quer que você seja?
Todos
somos barro nas mãos do oleiro que é o Senhor e se entendemos que nosso futuro
está em suas mãos, assim como entendermos que não adianta lutarmos contra a
vontade de Deus, nossa vida se torna mais fácil e menos truculenta, por isso,
saiba quem você é e a que veio a este mundo.
Moisés
continua sua vida, e aos 40 anos tem uma ideia, a de cumprir sua missão, mesmo
que não soubesse que isso seria sua missão, a de libertar o seu povo da
escravidão, mas ele faz do jeito errado, com as suas próprias forças, com sua
estrutura sem mudança e é aí que encontramos nossos problemas, quando buscamos
resolver as coisas pelo nosso próprio esforço, do nosso jeito, com nossa
cultura e sabedoria.
O
homem nobre deixa o palácio e vai ao chão de fábrica literalmente, onde eram
produzidos os tijolos e construções de todo o império. Escravos eram utilizados
e na mente do povo, assim como pensavam no palácio, o escravo trabalhava
romanticamente forçado, mas na realidade, a escravidão não era assim. Os
escravos eram forçados a trabalhos pesados e se não cumprissem, eram
torturados. Moisés acaba intervindo numa
dessas torturas e tenta impedir que um capataz machuque um escravo, mas dá
errado e o príncipe acaba matando um capataz e escondendo o corpo. Logo em
seguida, Moisés tenta ser o juiz do seu povo intermediando uma briga, mas
também dá errado, pois ele não tinha o respeito de seu próprio povo como líder.
E o pior acontece, aquilo que estava encoberto, passa a ser de conhecimento
público. (Ex. 2.11-15).
Nas
leis egípcias, assim como na maioria dos povos antigos, como os sumérios,
babilônicos e etc., o homicídio era crime passível de morte. O Faraó persegue
Moisés para o matar, então Moisés passa de nobre para fugitivo. Se durante 40
anos Moisés é um nobre, agora por 40 anos passará fugindo, não somente da
opressão egípcia, mas principalmente de sua missão.
Muitos
crentes acabam, fugindo por anos de sua missão, que por incrível que pareça, é
a mesma de Moisés, a de libertar o povo da escravidão. No nosso caso, o povo
está escravizado espiritualmente por vícios, falta de perdão, pecados que
molestam e uma vida totalmente sem sentido. Como diz uma música da banda
Resgate, eles pensam que a opção não escraviza.
Não
precisamos fugir, Deus sempre nos alcança, então se Ele marcar um encontro
conosco, precisamos correr o mais rápido possível para os braços Dele, caso
contrário, faremos como Moisés, passaremos muito tempo sem sentido no viver.
Moisés
tenta um Encontro com sua missão, mas não com Deus aos 40 anos de idade, e na
linguagem bíblica, 40 significa vida adulta, mas também geração, ou seja,
passou-se uma geração inteira para Moisés buscar, mas da forma errada. Não
espere demais, nem busque com suas próprias forças, pois você perde tempo
demais. Nem sempre Deus se manifesta a nós muito claramente quanto a nossa missão
específica, as vezes somos empurrados pelas circunstâncias, assim como foi com
Moisés.
Muitas
das decisões que tomei em minha vida até aqui não foram porque pensei que seria
melhor, mas porque entendi de Deus que deveria agir, mas como foi isso se jamais
ouvia a voz de Deus? Muitas vezes senti uma necessidade inexplicável de fazer
algo, ou em meu coração senti que deveria. Se você ficar esperando como Moisés,
uma voz do além, algo maravilhoso, ou de repente que o próprio Criador se
apresente, talvez você passe a vida inteira esperando e fugindo, pois na
maioria das vezes, Deus fala com um sussurro imperceptível, um sentimento forte
no coração e nada mais, como se uma força nos puxasse para uma missão, mas não
sabemos nem como começar.
Depois
de viver longe dos caminhos do Senhor, ou achando que estava longe, e de ficar
mais 40 anos fugindo de sua missão, Moisés finalmente se encontra com Deus, num
momento curioso. Ele ouve uma voz o chamando pelo nome, e como lemos no texto, era
o próprio Deus o chamando para um encontro que mudaria toda a sua vida. Moisés
vai para onde a voz o chama e quando chega, percebe que era um arbusto pequeno
que mesmo estando em chamas, não se consumia (Ex.3.1-22).
Deus
deixa muito bem claro a Moisés a sua missão, Ele fala muito explicitamente o
que Moisés deveria fazer e como faria. Ele deveria voltar ao Egito, conversar
com o seu povo e leva-los a adorar a Deus. Além disso, deveria conduzi-los a
liberdade, mas para isso, precisava convencer ao Faraó. Neste ponto, vemos que
o convencimento propriamente dito não seria proveniente de Moisés, mas do
próprio Senhor (Ex 3.19,20).
Passamos
muito tempo discutindo métodos de se fazer a vontade de Deus, mas o que
precisamos não é discutir, mas buscar e ouvir. Além disso. O importante é
obedecer, assim como Moisés em seu primeiro Encontro com Deus (Ex 3.1-22).
Quanto a obediência, sempre que nos encontramos com Deus há a produção imediata
de obediência, caso contrário, não houve resultado o Encontro, pois o resultado
do encontro com Deus é obediência sempre.
Algo
interessante na vida de Moisés, diferente da vida de Jacó, é o fato dele ter
pedido ao seu sogro, para partir. Neste ponto, vemos uma postura justa e fiel
de Moisés (Ex 4.18). Quando temos um encontro com Deus, sempre deixamos claro
para todos que passamos por esta experiência, inclusive mostramos o que mudou
em nós. Moisés foge de Faraó há 40 anos, mas agora, depois de encontrar-se com
Deus, muda de postura e passa a não fugir mais, mas corre para sua missão em
obediência a Deus e inclusive pede a benção de seu sogro.
A
terceira Etapa da vida de Moisés é dada no deserto, e todos nós conhecemos a
história. Moisés vence todas as barreiras, prova quem Deus é a Israel e também
ao Egito e Faraó e após as 10 pragas, Deus liberta o povo, não Moisés. Moisés
não poderia trazer tamanha libertação, assim como nós também não podemos fazer
com nossos familiares e amigos, mas Deus pode libertar e salvar.
Dos 80 aos 120 anos, Moisés foi um homem
modelo para todos nós, não somente de espiritualidade, mas também de caráter,
confiança, fé e perseverança, mas principalmente de relacionamento, encontro
com Deus (Dt 34.7).
1 – Encontro com Deus deve ser
um momento, mas diário, pessoal e íntimo (v. 11 – falava com um amigo)
A
Palavra nos afirma que Moisés tinha um hábito, o de consultar ao Senhor, sempre
quando tinha uma decisão a tomar e o mais impressionante é que tinha um lugar para
isso, a tenda do Encontro.
No
filme Quarto de Guerra, vemos uma estratégia impressionante adotada pelos
protagonistas, separar um ambiente na casa para oração, ao que eles chamam de
quarto de guerra. Jesus, quando ensina o povo a orar, diz: “Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu
Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará”
(Mateus 6:6)
Precisamos
ter um momento apropriado para nos encontrarmos com Deus, assim como um lugar
próprio. Nossas casas hoje em dia são pequenas, assim como era no tempo do
Senhor Jesus, então, organize seu quarto mesmo para isso. Moisés montava a Tenda
do Encontro fora do acampamento (Ex 33.7), pois assim poderia estar longe das
distrações, por isso, precisamos procurar nos distanciar dos barulhos, ruídos e
principalmente, da loucura da vida com seus equipamentos eletrônicos e afins.
Encontro com Deus é momento de encontrar-se apenas com Ele e nada e ninguém
mais.
Nosso
templo também carece de cuidados para termos um encontro coletivo com Deus, por
isso, quero te incentivar a participar da manutenção, seja com suas ofertas em
dinheiro e também com seu tempo para nossos mutirões e afins.
Mas
não tenha apenas um encontro rápido, algo que seja passageiro e eventual. Tenha
desejo de orar, cantar, adora e principalmente, ouvir o que Deus tem para te
falar.
Moisés
se recolheu em pelo menos duas oportunidades para orar durante tempo grande e
receber de Deus sua voz, para isso, subiu um monte chamado Sinai e ficou por lá
40 dias e 40 noites em cada um dos períodos (Ex 24.18; 34.28). Interessante é que
Deus chamava Moisés para a conversa (Ex 19.2,3; 20; 24.1,2). Deus continua
chamando, desta vez, não apenas uma pessoa, mas todos os que o ouvem, por isso,
corra para encontrar-se com Deus, basta chamar seu nome.
2 – Encontro com Deus deve
proporcionar temor (v.8)
Muito
interessante um dos encontros que Deus teve com Moisés, em que Ele diz: “Somente Moisés se aproximará do Senhor; os
outros não. O povo também não subirá com ele". Quando Moisés se dirigiu ao
povo e transmitiu-lhes todas as palavras e ordenanças do Senhor, eles
responderam em uníssono: "Faremos tudo o que o Senhor ordenou" (Êxodo
24:2,3).
Hoje
a porta da graça está aberta e todos nós podemos entrar diante de Deus, por
isso, precisamos aproveitar e sempre adentrar a sua presença (Hb 4.15,16).
Algo
muito importante na vida de Moisés é que sempre quando entrava na presença de
Deus as pessoas percebiam, inclusive, num momento ele tem seu rosto coberto de
brilho por causa de um encontro mais acentuado com Deus, pois o Senhor permitiu
que ele o visse de relance, como um vulto, e isso já foi o suficiente para que
a glória de Deus transformasse sua vida (Ex 33.18-34.35). Precisamos que as pessoas
vejam, não somente a gente entrando na igreja, mas entrando na presença de
Deus, pois, como já temos falado, ir à igreja é diferente de ter salvação ou,
ser discípulo de Jesus ou até mesmo, ter relacionamento com Deus.
Precisamos
que as pessoas vejam a Glória de Deus em nossa vida assim como o povo de Israel
via o rosto de Moisés transfigurado, ou brilhante.
Me
lembro da ordem da páscoa, em que Deus manda que se houvesse alguém estrangeiro
em casa durante as comemorações, deveria participar da festa, neste caso, a
nossa missão é de incluir a todos na páscoa que Cristo celebrou, a da morte do
Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Me emocionei esta semana ao ver um
documentário em que vi todos os simbolismos da páscoa judaica, que aponta para a
ressureição de Jesus e nesta celebração estava o ator americano (). Jesus é o
cumprimento da libertação do povo do Egito (escravidão). Devemos celebrar a
nossa libertação, mas de todo o povo também, por isso, precisamos incluir cada
vez mais pessoas nesta festa.
3 – Encontro com Deus também
requer que façamos discípulos (v.11b)
O
chamado de Moisés tinha um motivo, uma causa, um princípio, o de levar o povo
fora das garras da escravidão (Ex 3.10; 15-17). Moisés é chamado por Deus para
ser o seu porta voz, assim Ele deseja fazer conosco hoje, não que tenhamos que
ser os responsáveis pela manifestação da voz do Senhor para as pessoas por toda
a vida, assim como foi com Moisés até o fim, mas para conduzir as pessoas até o
Senhor e na sequência, fazê-los ter relacionamento com Deus e prosseguir em
levar outras pessoas a fazer a mesma coisa.
Somos
como Moisés neste mundo em que as pessoas estão presas por correntes sob
serviço escravo. As pessoas não sabem nem o porquê estão no mundo, não sabem
nem o porquê acordam todos os dias, pois sua vida é mecânica e sem sentido. O
povo de Israel vivia uma esperança viva, a de que um dia iriam para a terra que
Deus prometeu para Abrão, Isque e Jacó.
Atualmente, as pessoas vivem sem esperança nenhuma, como se nascessem para
morrer, pois vivem a vida a levando com o sopro do vento, como se não tivessem
rumo. Mesmo aqueles que tem alvos bem definidos, como crianças que desejam ser
medicas quando crescerem e realmente se tornam, jamais terão motivo para viver.
Jesus
é quem nos dá vontade de viver e nos dá um alento, uma esperança viva dentro de
nós. Um dia iremos morar com Ele na eternidade, mas nossa vida não se baseia
nisso, mas que teríamos vida abundante ainda nesta terra, mesmo com
tribulações, pois cremos que Cristo nos libertou das correntes que nos prendiam
(Jo 10.10).
Moisés
conduz o povo como a voz do próprio Deus (Ex 4.16). Isso nos garante que não
precisamos nos preocupar com o que falar, nem com nossa vergonha e qualquer
outra coisa que usemos como desculpa para não libertar o povo da escravidão
deste mundo, muito pelo contrário, pois Moisés antes do Encontro real que teve
com Deus era medroso, viveu por 40 anos fugindo e inventando desculpas. Agora,
quando se encontra com Deus, começa a levantar desculpas como muitas pessoas
fazem: Mas eu não sei falar, sou gago, vagaroso com os lábios (Ex 4.10-17).
Deus
se irritou com Moisés, pois este estava dando desculpas, mas Ele sempre nos
leva a cumprir a sua vontade, seja por bem ou por mal, aí vemos aquela
Expressão: “Vem ou pelo amor ou pela dor”, mas eu sempre gosto de dizer: “Pelo
amor ou pelo amor”. Deus sempre nos conduz pelo seu amor e assim também foi com
Moisés, mesmo quando quis acabar com a vida de Moisés, Deus agiu com amor e
misericórdia (Ex 4.18-31). Interessante neste momento, em que Deus deseja matar
Moisés, é que Ele o deixa (Ex 4.26). Há momentos em nossa vida, que não vemos o
Senhor, nem ao menos o sentimos, mas não podemos parar, Moisés não parou, mas
seguiu obedecendo.
Mesmo
quando Deus parece estar longe, continue a buscar a sua vontade, pois Ele
jamais nos abandona (Mt 28.20; Hb 13.5)
A
nossa missão, ou seja, de quem encontrou com o Senhor é fazer discípulos, pois
Moisés até o fim fazia com que todos o seguissem pelo deserto (Ex 12.35,36). E
quando Moisés está acabando seu ministério, ainda há um sucessor pronto, Josué,
o seu discípulo, e como vemos em Êxodo 33.11, o menino Josué, jamais deixava a
tenda do Encontro, assim como Moisés jamais a deixara. Então, fazer discípulo
de Jesus é fácil, basta segui-lo que as pessoas o seguirão também.

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