Hoje
vamos tratar de um período da História da humanidade, que foi profetizado por
todo os profetas, sendo o maior deles Jesus, e o que disse como se preparar
para esse tempo. Como estamos interpretando o livro de Apocalipse, vamos ver
esse acontecimento segundo revelado ali.
O
Apocalipse não acontece de forma cronológica, como você já deve estar
percebendo, se está nos acompanhando desde o início ou se já leu esse livro de
forma sequencial.
A
partir de hoje, vamos falar dos eventos que acontecem no apocalipse, tentando
seguir uma ordem que consigamos entender, mas não seguirá uma visão específica,
como nas correntes milenaristas. Assim, conto com a sua paciência, se já é um
pouco mais avançado nos termos da escatologia, e se é iniciante, espero que
consiga a te ajudar a entender os eventos apocalípticos, mas isso não substitui
uma boa leitura as Escrituras, não apenas do Livro de Apocalipse, mas de toda a
Bíblia, pois conforme vemos em 2 Timóteo 3:16,17: "Pois toda a
Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade,
condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso
para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer
todo tipo de boas ações."
A
visão do Céu
Os
primeiros elementos que vemos no Apocalipse, ou como chamamos de Primeira
Sessão, é a visão, que vimos lá nos primeiros episódios do Apocalipse em Gotas,
ou seja, Jesus e as cartas às Igrejas. Logo em seguida, João é levado na à
porta do céu, que como já vimos no simbolismo, trata-se de uma visão aberta das
coisas que ocorrem lá no céu.
A
partir do capítulo 4 de Apocalipse, as coisas se misturam bastante e não se
sabe, lendo sem cuidado, o que já passou, o que de fato, está acontecendo
naquele momento e o que viria depois. Lembre-se, fora do nosso mundo o tempo
deixa de existir, ou seja, o céu é uma dimensão em que a eternidade domina, não
o relógio ou calendário. Uma regra bem interessante, ensinada por Serverino
Pedro da Silva, no Livro Apocalipse Versículo por Versículo, é que se os fatos
são numerados, como no caso de sete trombetas, sete selos e sete taças, aí se
trata de fato cronológico, mas se não está numerado, então deve ser
interpretado como fato não cronológico.
Quando
vemos a adoração do céu, por exemplo, isso acontece desde sempre, não é um
elemento futuro. Anjos na presença de Deus, é o caso também recorrente nas
Escrituras, como quando satanás se apresenta para tentar a Jó (Jó 1 :6-12;
2:1-7). O Apostolo Paulo falando aos Efésios, diz que os anjos do diabo estão
nas regiões celestiais (Ef 6:11). Isso quer dizer que o diabo está a solta, e
aí já falamos sobre um conceito apocalíptico em que os que pensam diferente dos
amilenistas usam para refutar o milênio não literal.
João
se depara com uma realidade no céu, que está muito relacionado às visões no
Antigo Testamento, muito parecido com o que lemos nos profetas que tiveram
essas visões, como é o caso de Isaías 6, Ezequiel em boa parte do Livro e
Daniel, a partir do capítulo 7.
Os
Sete Selos
No
céu, João vê uma discussão: Quem pode Abrir o Livro? Isso deixa João
extremamente triste, pois não lembra que conheceu aquele que era capaz por sua
santidade, que na sequência é revelada na canção (Ap 5:11-14). O Cordeiro de
Deus que foi morto antes da fundação do mudo é quem se apresenta para abrir o
livro.
O
livro estava selado, ou seja, eram palavras ocultas, mas a partir da visão de
João, aquilo que era para os seres humanos entenderem apenas no fim dos tempos,
depois dos fatos ocorridos, João pela porta que se abre, consegue ver no céu um
vislumbre de tudo.
O
Cordeiro começa a abrir os selos e a partir de cada selo aberto, as mensagens
ali são anunciadas. Alguns interpretes, dizem que sete selos, sete trombetas e
sete taças são correspondentes, ou seja, os três elementos representam a mesma
coisa, apenas explicado de forma diferente. Outros vão dizer que se trata de
três elementos remetendo à mesma coisa, mas eles se complementam. Outros ainda,
dizem que não tem relação os elementos, apenas se cruzam, como se enquanto os
selos são abertos, em determinado selo, as trombetas começam a soar e em
determinado toque da trombeta as taças começam a ser derramadas.
Visões
à parte, você já sabe que estou aqui para te ajudar com essas coisas difíceis,
simplificando tudo pra você. Então, vamos lá:
Independente
da ordem das coisas, o livro vai sendo lido, como se a história da humanidade
fosse sendo descoberta, e não faz sentido uma história já lida sendo revelada
com os mesmos fatos, então, vamos interpretar aqui que se tratam de eventos
futuros. A maioria dos escatólogos vai dizer, inclusive, que ao abrir o
primeiro selo, se inicia a grande tribulação.
No
primeiro selo aberto, aparece um cavaleiro, que uns interpretam ser Jesus,
outros, o Anticristo, mas independente de quem seja, traz o início do
julgamento sobre a terra. Não vamos usar isso como o aparecimento, mas um
símbolo espiritual do que vai acontecer, então, os governos da terra começarão
a se globalizar, a fim de preparar o governo central do Anticristo. No segundo
selo, aparece um cavalo vermelho, que alguns interpretam ser o mesmo que
aparece na visão de Zacarias capítulo 1, inclusive dizendo que nesse momento o
Templo de Jerusalém será reconstruído nessa etapa. O que precisamos entender é
que os cavalos e símbolos aqui, diferente de outras sessões, apenas representam
aquilo que está acontecendo, não pessoas ou lugares. Assim, seguimos
interpretando o fundamental, que o cavalo vermelho traz consigo a guerra que
começa a dizimar povos inteiros.
Na
sequência, aparece o cavalo preto na abertura do terceiro selo, ou seja, na
sequência das guerras, vemos aquilo que a guerra normalmente traz, fome e com
ela, juntinho, o quarto selo conta da mortandade, ou seja, o cavaleiro que traz
fome e pestes. Aqui, podemos recorre à história novamente e perceber que em
todas as grandes guerras, recentes ou distantes de nós, essa é sempre a
sequência, vamos pegar a 1ª grande guerra de 1914 a 1918, por exemplo: 1 – Os povos
começam a se misturar e juntar líderes proeminentes (unificação e organização
dos países europeus); 2 – As nações formadas começam a se militarizar e querem
aumentar seus domínios; 3 – A disputa se acirra e começa a guerra; 4 – As
potencias se desgastam, acabam com os mantimentos e por falta de terra produzindo,
vem a fome; 5 – A fome, doentes se amontoando e pessoas presas por todos os
lados, as doenças transmissíveis surgem em massa (gripe espanhola 1918 a 1930).
Note
que ciclicamente isso aconteceu na história da humanidade, mas recentemente,
foi muito mais forte do que jamais aconteceu, assim, me lembro das palavras de
Jesus em Mateus 24:21: "Porque naqueles dias haverá um sofrimento tão
grande como nunca houve desde que Deus criou o mundo; e nunca mais acontecerá
uma coisa igual".
Para
não restar dúvidas, o episódio que Jesus e o Apocalipse estão falando, não é a
1ª Guerra Mundial, que certamente foi monstruosa, mas ainda "menos
pior" do que a segunda. Citei essa porque a sequência de fatos foi o que
apresenta o Apocalipse. Os números das 2 Guerras Mundiais do século 20
foram: mais de 100 milhões de mortos em
combate, mais de 100 milhões em consequências delas. O dia em que os selos
foram abertos, simplesmente a porta das guerras, fomes e doenças começaram.
No
quinto selo os mártires clamam por justiça, são glorificados e esperam o
julgamento final, com a chegada dos demais santos. Isso é interpretado por
alguns como sendo o ato do Arrebatamento da Igreja, ou seja, o meio dos sete
anos de Grande Tribulação. Outros, dizem que isso não pode ser interpretado
cronologicamente, mas representa a união dos santos de Deus exclusivamente. De
fato, os mártires continuarão diante do trono de Deus até o fim dos dias
aguardando o julgamento, sejam os crentes vivos, que sofrem por amor a Deus e o
fazem por meio da oração, ou os que já estão com o Senhor pessoalmente.
No
sexto selo acontece um grande terremoto o sol e a Lua se tornam em sangue, as
estrelas caem do céu, a terra se desmonta e as pessoas se escondem. Nesse
ponto, alguns juntam as visões dos profetas, com a explicação de Pedro quanto
aos elementos se desfazendo (2Pe 3:7-12; Jl 2:31). O dia do Senhor. Aqui também
acontece algo misterioso, que é a aparição dos famigerados 144.000 selados da
parte de Deus e uma multidão. Os 144.000 representam, segundo a ótica de alguns
intérpretes, como as primícias, ou seja, os primeiros frutos colhidos da Terra,
nesse caso, os primeiros convertidos no período da Grande Tribulação, formado
inclusive apenas por judeus. Outro grupo diz que se trata sim dos primeiros convertidos,
mas o assunto principal é a representatividade desses, ou seja, intepretação
mais figurativa ainda, em que os 144.000 representam a plenitude dos salvos no
período. E outro grupo ainda, diz que se trata de uma referência a todos os
salvos de todas a eras. Todas essas interpretações são bem convincentes, mas
lembre, independente da quantidade, quem e como, apenas uma questão importa no
fim das contas: Você está entre os salvos? Respondendo essa pergunta
positivamente, creio que nenhuma outra questão vai importar tanto.
O
sétimo selo, só tem um evento segundo alguns intérpretes: o silêncio de meia
hora, ou seja, tudo para por um tempo, para dar sequência ao fim dos tempos.
Outro grupo interpreta que tudo mais que acontece, como os fatos decorrentes da
7 trombeta se dá início, e assim, a grande tribulação somente começa a
acontecer nesse momento, o que se passou até então era apenas um prenúncio.
Como sempre digo, intepretações à parte, vamos ver o que a Bíblia diz:
"Quando o Cordeiro
quebrou o sétimo selo, houve silêncio no céu por mais ou menos meia hora. Então
vi os sete anjos que estavam de pé diante de Deus, e eles receberam sete
trombetas.
Outro anjo veio com um
vaso de ouro no qual se queima incenso e ficou de pé ao lado do altar. Ele
recebeu muito incenso para juntar com as orações de todo o povo de Deus e
oferecê-lo no altar de ouro que está diante do trono. E das mãos do anjo que
estava diante de Deus subiu a fumaça do incenso queimado, junto com as orações
do povo de Deus. Então o anjo pegou o vaso de incenso, o encheu com fogo do
altar e jogou sobre a terra. Houve trovões, estrondos, relâmpagos e um
terremoto." (Ap 8:1-5)
Aqui a
justiça de Deus é derramada sobre a terra em sua plenitude, ou seja, o último
selo, demonstra o que acontece em todos os selos. Lembre, sete representa
plenitude, então, no 7º selo, tudo se acaba, toda a Ira de Deus é derramada
sobre a Terra, esse é o sentido. O incensário que coletou a oração dos santos
de todos os tempos, por fim é derramado sobre a terra e traz o juízo de Deus,
isso é o ponto central dos sete selos, então, independente se juntamos ou
separamos dos outros elementos, isso é o que significa os sete selos.
As
sete trombetas
O
episódio bíblico das sete trombetas é tida para alguns como os mesmos fatos dos
outros elementos, ou seja, a mesma coisa que os sete selos e as sete taças da
ira de Deus, tratando apenas de particularidades distintas, como nos 4
Evangelhos. Outros vão dizer que as sete trombetas e as sete taças se tratam de
episódios dentro dos sete selos, por conta da forma que são apresentados entre
os capítulos 6 e 11 de Apocalipse.
Nós
vamos interpretá-los como elementos, e você fica responsável por nos dizer se são
complementares, sequenciais ou distintos. A princípio, vamos encarar as
trombetas como anúncio do peso da mão de Deus imposto sobre a terra, por
ocasião da maldade humana. Isso implica numa certa comparação com as praga
derramadas sobre o Egito, quando Deus quis retirar o seu povo para a Terra
prometida, e de certa forma, aqui essa comparação reforça o caráter que sempre
tenho reforçado aqui das profecias bíblicas e fatos ao longo das Escrituras, ou
seja, tudo acontece ciclicamente, revelando os planos de Deus para seu povo.
A
Primeira Trombeta anuncia o derramamento de granizo, fogo e sangue sobre a
Terra e como resultado foram queimados a terça parte da terra, árvores e ervas
rasteiras.
A
Segunda Trombeta anuncia uma espécie de derramamento de magma sobre o mar,
matando 1/3 dos seres marinhos e queimando 1-3 das embarcações.
A
Terceira Trombeta anuncia uma estrela caindo do céu, amargando 1/3 das águas
dos rios e matando muitos seres humanos com a contaminação.
A
Quarta Trombeta anuncia que os astros celestes, como o Sol, a Lua e as Estrelas
terão 1/3 da sua luz apagada. Além disso, um Anjo anuncia os 3 Ais, ou seja, 3
dores terríveis que serão derramadas.
A
Quinta Trombeta anuncia um anjo caindo do céu, que muitos interpretam como
sendo o diabo, esse anjo abre o abismo e dali sobe fumaça que imediatamente
cobre a luz restante do céu e uma nuvem de gafanhotos que que não comem a
vegetação, mas iriam causar dores terríveis nos seres humanos que não tivessem
a marca de Deus em si. Durante 5 meses esses gafanhotos picariam os seres
humanos e esses preferirão a morte, mas não conseguirão morrer. Essa trombeta
marca o primeiro dos três Ais.
A
Sexta Trombeta anuncia que quatro anjos aparecerão para matar 1/3 dos seres
humanos. João vê nesse momento um exército de duzentos milhões de soldados e a
aparência dos soldados e seus carros de guerra era assustador, ao que alguns
acreditam ser a descrição dos modernos tanques de guerra. Os seres humanos são
mortos, e os que sobram, não se arrependem dos pecados contra Deus. Junto com a
sesta trombeta, acontecem fatos revelados por João, como A visão do livrinho
comido por ele, como aconteceu também com Ezequiel (Ez 3.3), e isso é uma
mostra do que o a Palavra de Deus revelada faz com os servos de Deus, causa
mudança interior profunda. O mistério revelado deve trazer não apenas reflexão,
mas transformação, e aqui, espero que, de alguma forma, você esteja
experimentando isso.
A
Sétima Trombeta anuncia o fim, o golpe de misericórdia sobre a humanidade
infiel e também a volta de Jesus. Há um grande mistério envolvendo o silêncio
que precede esses fatos, no capítulo 11, versículo 15, mas a maioria concorda
que se trata de um elemento meio que cinematográfico nisso tudo, como uma
preparação para o terror final.
A
coisa mais importante do sétimo selo é o final das contas, pois segundo a
maioria dos intérpretes, é nesse momento que Jesus reina sobre todos os povos
da terra. Esse evento termina com um cântico celestial proclamando a justiça de
Deus e por fim, o santuário celestial aberto, o que a maioria interpreta ser o
momento de entrada dos Santos de Deus no céu para reinar para todo o sempre.
As sete taças da ira de Deus
Assim como os elementos anteriores, as Sete
Taças da Ira de Deus representam o juízo de Deus sendo derramado sobre a Terra,
e como muitos interpretam, se trata de elementos complementares às sete trombetas
e sete selos. Outros interpretam como sendo o castigo aos seres humanos que não
aceitaram a Jesus e acontecerá após a retirada dos Santos da Terra.
Bem, independente do momento em que ocorra, as taças são
castigos de Deus sobre os infiéis, aqueles que praticam as más obras e não se
renderam ao senhorio de Jesus Cristo. Interessante lembrarmos da interpretação
de taça aqui e: perceber que em taças eram recolhidas as orações dos santos (Ap
8:3-5). Agora, Deus revela sua vingança, pois os seus servos clamam por justiça
por toda a história da humanidade (Ap 6:9,10), mas Deus não apenas apresenta
sua justiça aos aflitos, mas a recompensa aos que afligiram, pois no fim das
contas, a vingança pertence ao Senhor (Dt 32:35; Rm 12:19).
A Primeira Taça da Ira de Deus é uma praga de doenças de
pele sobre os adoradores e que receberam a marca da Besta.
A Segunda Taça é a mortandade no mar, todos os seres
marinhos morrem.
A Terceira Taça é a transformação de todas as fontes de água
potável em sangue, e aqui há um complemento: é castigo aos seres humanos que
mataram os servos de Deus e derramaram seu sangue, agora terão que tomar sangue
ao invés de água. Não se sabe ao certo se será sangue mesmo, mas a Bíblia
afirma que parecia sangue de alguém que morreu.
A
Quarta Taça é o aquecimento solar que queimará as pessoas, e elas não se
arrependerão, feito os egípcios quando feridos pelas 10 pragas, pelo contrário,
amaldiçoarão a Deus.
A Quinta Taça é o castigo sobre o reino da Besta, que será
terrivelmente escurecido, ou seja, não se via nada, tudo obscuro, podendo ser a
confusão no governo, ou a mão ainda mais pesada do Anticristo, pois a Bíblia
afirma que os homens mordiam a língua pela agonia, mas não se arrependeram (Ap
16:10).
A Sexta taça é bem difícil de interpretar apenas lendo esse
texto no capítulo 16:12-16, pois temos que entender a história, que já tivemos
episódio especial sobre e as revelações bíblicas, que também já comentamos. Mas
vamos lá! O rio Eufrates se seca para preparar o caminho dos reis que vêm do
oriente se juntar à Besta e o Falso Profeta, que enviariam 3 espíritos malignos
para enganar esses reis para a grande batalha do Armagedom. Bem isso significa
um ajuntamento de poderes e governos para deflagrar guerra aos filhos de Deus,
pois nesse tempo, assim como foi no império romanos, tudo que acontece no
mundo, bem todas as pragas derramadas serão "culpa dos crentes",
então os governantes tentarão acabar com os Santos de Deus, esse momento é a
preparação para isso, e Deus arma uma cilada para facilitar a queda desses
governos com essa taça.
Aqui Jesus faz um anúncio, como interrompendo a visão de
João e dizendo: tome nota filho! Jesus diz: Eis que venho como um ladrão! Feliz
aquele que permanece vigilante e conserva suas vestes, para que não ande nu e
não seja vista sua vergonha (Ap 16:15). Esse alerta é encarado por alguns como
uma confirmação de que Jesus vem nesse momento, mas não está muito claro isso
aqui, o que ocorre é que Jesus alerta mais uma vez para sua vinda a qualquer
momento e orienta que seus filhos estejam muito preparados, inclusive para não
ceder às artimanhas da Besta.
A Sétima Taça é o final dos tempos, granizo de 35 quilos,
terremoto que abala e derruba todas as cidades e alguém grita do Santuário
celestial: Está consumado! Ou seja, é o fim, acaba aqui a história da
humanidade.
Se pegarmos o sétimo selo, a sétima trombeta e a sétima taça
da Ira de Deus, teremos uma conclusão: A interpretação que esses três elementos
representam a mesma coisa, ou o mesmo período faz todo o sentido, por isso,
vamos caminhar com essa forma de pensar.
A Grande tribulação é o período de sete anos profetizado
pelo profeta Daniel e depois reforçado por Jesus em seu sermão profético e
agora, no livro de Apocalipse, é revelado a sua forma. Lembre que precisamos
juntar essas narrações para entender bem, por isso fizemos a interpretação por
partes aqui e agora preciso da sua atenção com relação aos episódios anteriores.
Em determinado momento da história, se repetirá o que
ocorreu com os primeiros cristãos, ou seja, uma tribulação que jamais aconteceu
na história. Daí você pode me perguntar:
Mas se nunca aconteceu, como você diz que acontecerá novamente?
Vou explicar com calma agora, aquilo que já falei desde o
primeiro episódio. A história da humanidade é cíclica, pois os fatos se repetem
de tempos em tempos, não completamente, mas se formos relacionar, sempre
acontece a mesma coisa. Já falei aqui das guerras e suas consequências, não é?
Pois é, e porque os seres humanos continuam fazendo guerra? Porque ainda há
segregação, algo que acontece desde o início da humanidade? Porque há tanta
diferença de posses? E talvez você tenha tantas outras perguntas para continuar
a lista.
A história do povo de Deus não foge à regra, desde sempre. O
povo peca, Deus revela seu amor, o povo se arrepende, no fim das coisas peca
novamente e tudo começa de novo. Essa é a história cíclica da humanidade, mas
Deus colocará um fim nisso tudo, dessa vez, com uma tribulação tamanha, que
separará os bodes das ovelhas, o joio do trigo, os verdadeiros filhos de Deus
dos falsos.
No ano 64 da Era Cristã, Nero, era o imperador romano que
foi a grande Besta daquela época. A maioria interpreta como o nome da Besta a
quem o apostolo João se refere aos primeiros leitores de Apocalipse. Nero, a
quem vamos falar mais daqui a dois capítulos, persegue os cristãos e judeus, colocando
a culpa neles de toda e qualquer rebelião, fome, miséria e outras situações que
acometiam o império romano.
Nesse período, aconteceu a guerra judaica, em que os judeus
se rebelaram contra Roma e foram massacrados, com todas as pragas descritas até
aqui. Jesus profetizou sobre isso, quando falou aos seus ouvintes que fugissem
pros montes. No ano 70 depois de Cristo, O General Vespasiano e Tito, seu filho
invadiram Jerusalém e mataram todos os seus moradores, expulsando de Israel
todo o povo para além das fronteiras do império, algo que foi conhecido na
história como diáspora. Essa aflição, nós não vamos entrar em muitos detalhes,
porque você pode encontrar muito material completo sobre o assunto, mas saiba,
independente do que alguns dizem, se você pegar Mateus 24, Daniel 7 e 8,
Apocalipse 6 a 17 e juntar com a história das guerras judaicas, Nero e a
diáspora, você não tem como não concordar que João alerta os primeiros leitores
sobre esse assunto.
Pois bem, então, vamos falar do que vai acontecer lembrando
dessa história. Vai tudo se repetir, segundo a maioria dos intérpretes de
Apocalipse, até porque, nem todos os eventos vistos por João no Apocalipse, de
fato, aconteceram naquele tempo.
Quando olhamos para os sete selos, sete trombetas e sete
taças, devemos pensar que quando esses eventos celestes acontecerem, começará a
Grande Tribulação nessa terra, nos mesmos moldes do primeiro século, com um
peso incomparavelmente maior.
A primeira coisa que acontecerá é a carência de um líder
mundial de destaque, algo que já temos experimentado em nossos dias. Não há líderes
que governem bem os povos da Terra, nenhum sequer, além disso, o mundo está
carente de líderes que cativam, fazem o que é certo e mais, tragam paz para as
nações e suprimento aos povos. Essa carência vai fazer com que os países se
unam, o que chamam de globalização. Isso vai encaminhar para um império global
que carecerá de líderes ou um líder preparado para comandar todas as nações.
Daí surgirá um falso profeta, alguém que convencerá o mundo que é necessário
essas coisas.
Precisamos lembrar de algumas coisas aqui, a primeira é que
satanás tenta imitar tudo o que Deus faz, então, precisa acontecer aquilo que
os povos antigos, em especial Israel sempre esperaram, ou seja, o aparecimento
de um Messias. Lembra que o Messias precisava ser antecedido por um profeta?
Pois é, no caso de Jesus, apareceu João Batista preparando o caminho (Mt 3; Mc
1; Lc 3; Jo 1). Agora, esse falso profeta anuncia a vinda de um falso messias,
que conduzirá as nações do mundo inteiro a paz, feito a PAX Romana do passado.
Quando se iniciar esse período, e digo a você: Não perca
tempo procurando os gurus que calculam essas datas, porque já surgiram inúmeros
movimentos que começaram a calcular e se deram muito mal, não digo isso apenas
com relação à volta de Jesus, mas todos os eventos apocalípticos, pois não
temos parâmetros exatos para isso, e no fim, essas pessoas forçam demais os
calendários para chegar as contas. Lembre o calendário da humanidade já mudou
inúmeras vezes e temos que lembrar de mais uma coisa: O calendário bíblico era
muito diferente do calendário que temos hoje, inclusive as datas, meses e anos,
por isso, repito: Não dê ouvidos aos numerólogos e numerólatras da reelação
apocaliptica.
Voltamos a nossa programação normal... Agora, nesse período
que tem prazo, ou seja, de sete anos, conforme vimos nos episódios passados, se
não viu, assista, ouça e leia lá!
Durante 3 anos e meio tudo serão flores, mas ao final, desse
tempo, os Anticristo, ou Falso Messias mostrará suas garras, permitirá que
satanás governe por seu intermédio, pois até aquele momento, ele mantinha certo
controle, mas não era totaç, agora, alguns dizem inclusive que, satanás tomará
o corpo desse Anticristo, pois segundo essa linha, a ferida mortal que a
Primeira Besta sofrerá matará ela e a segunda Besta surgirá, ou seja, o dragão,
a antiga serpente, também conhecido como satanás. A tradução da palavra satanás
é enganador, por isso apocalipse diz que ele enganará as nações. Essa
interpretação faz bastante sentido, embora seja bem polêmica. O que é certo é
que o diabo tomará conta do reino todo, independente de qualquer coisa.
Nesse período, Jesus começará a derramar a sua ira sobre a
Terra e ao final, virá para destruir o governo estabelecido, como na visão de
Nabucodonosor no capítulo 2 de Daniel, quando ele vê uma grande estátua que
representava todos os governos históricos da terra sendo destruído por uma
imensa Pedra que caia do céu. Olhando para a história, Jesus é a Pedra
principal que derrubou todos os reinos, mas por fim, ele Voltará para dar cabo
definitivo nesses impérios humanos.
Bem, agora que você já entendeu que os sete selos, as sete
trombetas, as sete taças se tratam do evento chamado "A Grande
Tribulação", não perca o episódio que vem, em que trataremos da mistura da
igreja com esse império, ou seja, a Grande Babilônia. Te vejo lá!!!