quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Apocalipse em Gotas Episódio #16 A Grande Tribulação

 


Hoje vamos tratar de um período da História da humanidade, que foi profetizado por todo os profetas, sendo o maior deles Jesus, e o que disse como se preparar para esse tempo. Como estamos interpretando o livro de Apocalipse, vamos ver esse acontecimento segundo revelado ali.

O Apocalipse não acontece de forma cronológica, como você já deve estar percebendo, se está nos acompanhando desde o início ou se já leu esse livro de forma sequencial.

A partir de hoje, vamos falar dos eventos que acontecem no apocalipse, tentando seguir uma ordem que consigamos entender, mas não seguirá uma visão específica, como nas correntes milenaristas. Assim, conto com a sua paciência, se já é um pouco mais avançado nos termos da escatologia, e se é iniciante, espero que consiga a te ajudar a entender os eventos apocalípticos, mas isso não substitui uma boa leitura as Escrituras, não apenas do Livro de Apocalipse, mas de toda a Bíblia, pois conforme vemos em 2 Timóteo 3:16,17: "Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações."

A visão do Céu

Os primeiros elementos que vemos no Apocalipse, ou como chamamos de Primeira Sessão, é a visão, que vimos lá nos primeiros episódios do Apocalipse em Gotas, ou seja, Jesus e as cartas às Igrejas. Logo em seguida, João é levado na à porta do céu, que como já vimos no simbolismo, trata-se de uma visão aberta das coisas que ocorrem lá no céu.

A partir do capítulo 4 de Apocalipse, as coisas se misturam bastante e não se sabe, lendo sem cuidado, o que já passou, o que de fato, está acontecendo naquele momento e o que viria depois. Lembre-se, fora do nosso mundo o tempo deixa de existir, ou seja, o céu é uma dimensão em que a eternidade domina, não o relógio ou calendário. Uma regra bem interessante, ensinada por Serverino Pedro da Silva, no Livro Apocalipse Versículo por Versículo, é que se os fatos são numerados, como no caso de sete trombetas, sete selos e sete taças, aí se trata de fato cronológico, mas se não está numerado, então deve ser interpretado como fato não cronológico.

Quando vemos a adoração do céu, por exemplo, isso acontece desde sempre, não é um elemento futuro. Anjos na presença de Deus, é o caso também recorrente nas Escrituras, como quando satanás se apresenta para tentar a Jó (Jó 1 :6-12; 2:1-7). O Apostolo Paulo falando aos Efésios, diz que os anjos do diabo estão nas regiões celestiais (Ef 6:11). Isso quer dizer que o diabo está a solta, e aí já falamos sobre um conceito apocalíptico em que os que pensam diferente dos amilenistas usam para refutar o milênio não literal.

João se depara com uma realidade no céu, que está muito relacionado às visões no Antigo Testamento, muito parecido com o que lemos nos profetas que tiveram essas visões, como é o caso de Isaías 6, Ezequiel em boa parte do Livro e Daniel, a partir do capítulo 7.

Os Sete Selos

No céu, João vê uma discussão: Quem pode Abrir o Livro? Isso deixa João extremamente triste, pois não lembra que conheceu aquele que era capaz por sua santidade, que na sequência é revelada na canção (Ap 5:11-14). O Cordeiro de Deus que foi morto antes da fundação do mudo é quem se apresenta para abrir o livro.

O livro estava selado, ou seja, eram palavras ocultas, mas a partir da visão de João, aquilo que era para os seres humanos entenderem apenas no fim dos tempos, depois dos fatos ocorridos, João pela porta que se abre, consegue ver no céu um vislumbre de tudo.

O Cordeiro começa a abrir os selos e a partir de cada selo aberto, as mensagens ali são anunciadas. Alguns interpretes, dizem que sete selos, sete trombetas e sete taças são correspondentes, ou seja, os três elementos representam a mesma coisa, apenas explicado de forma diferente. Outros vão dizer que se trata de três elementos remetendo à mesma coisa, mas eles se complementam. Outros ainda, dizem que não tem relação os elementos, apenas se cruzam, como se enquanto os selos são abertos, em determinado selo, as trombetas começam a soar e em determinado toque da trombeta as taças começam a ser derramadas.

Visões à parte, você já sabe que estou aqui para te ajudar com essas coisas difíceis, simplificando tudo pra você. Então, vamos lá:

Independente da ordem das coisas, o livro vai sendo lido, como se a história da humanidade fosse sendo descoberta, e não faz sentido uma história já lida sendo revelada com os mesmos fatos, então, vamos interpretar aqui que se tratam de eventos futuros. A maioria dos escatólogos vai dizer, inclusive, que ao abrir o primeiro selo, se inicia a grande tribulação.

No primeiro selo aberto, aparece um cavaleiro, que uns interpretam ser Jesus, outros, o Anticristo, mas independente de quem seja, traz o início do julgamento sobre a terra. Não vamos usar isso como o aparecimento, mas um símbolo espiritual do que vai acontecer, então, os governos da terra começarão a se globalizar, a fim de preparar o governo central do Anticristo. No segundo selo, aparece um cavalo vermelho, que alguns interpretam ser o mesmo que aparece na visão de Zacarias capítulo 1, inclusive dizendo que nesse momento o Templo de Jerusalém será reconstruído nessa etapa. O que precisamos entender é que os cavalos e símbolos aqui, diferente de outras sessões, apenas representam aquilo que está acontecendo, não pessoas ou lugares. Assim, seguimos interpretando o fundamental, que o cavalo vermelho traz consigo a guerra que começa a dizimar povos inteiros.

Na sequência, aparece o cavalo preto na abertura do terceiro selo, ou seja, na sequência das guerras, vemos aquilo que a guerra normalmente traz, fome e com ela, juntinho, o quarto selo conta da mortandade, ou seja, o cavaleiro que traz fome e pestes. Aqui, podemos recorre à história novamente e perceber que em todas as grandes guerras, recentes ou distantes de nós, essa é sempre a sequência, vamos pegar a 1ª grande  guerra de 1914 a 1918, por exemplo: 1 – Os povos começam a se misturar e juntar líderes proeminentes (unificação e organização dos países europeus); 2 – As nações formadas começam a se militarizar e querem aumentar seus domínios; 3 – A disputa se acirra e começa a guerra; 4 – As potencias se desgastam, acabam com os mantimentos e por falta de terra produzindo, vem a fome; 5 – A fome, doentes se amontoando e pessoas presas por todos os lados, as doenças transmissíveis surgem em massa (gripe espanhola 1918 a 1930).

Note que ciclicamente isso aconteceu na história da humanidade, mas recentemente, foi muito mais forte do que jamais aconteceu, assim, me lembro das palavras de Jesus em Mateus 24:21: "Porque naqueles dias haverá um sofrimento tão grande como nunca houve desde que Deus criou o mundo; e nunca mais acontecerá uma coisa igual".

Para não restar dúvidas, o episódio que Jesus e o Apocalipse estão falando, não é a 1ª Guerra Mundial, que certamente foi monstruosa, mas ainda "menos pior" do que a segunda. Citei essa porque a sequência de fatos foi o que apresenta o Apocalipse. Os números das 2 Guerras Mundiais do século 20 foram:  mais de 100 milhões de mortos em combate, mais de 100 milhões em consequências delas. O dia em que os selos foram abertos, simplesmente a porta das guerras, fomes e doenças começaram.

No quinto selo os mártires clamam por justiça, são glorificados e esperam o julgamento final, com a chegada dos demais santos. Isso é interpretado por alguns como sendo o ato do Arrebatamento da Igreja, ou seja, o meio dos sete anos de Grande Tribulação. Outros, dizem que isso não pode ser interpretado cronologicamente, mas representa a união dos santos de Deus exclusivamente. De fato, os mártires continuarão diante do trono de Deus até o fim dos dias aguardando o julgamento, sejam os crentes vivos, que sofrem por amor a Deus e o fazem por meio da oração, ou os que já estão com o Senhor pessoalmente.

No sexto selo acontece um grande terremoto o sol e a Lua se tornam em sangue, as estrelas caem do céu, a terra se desmonta e as pessoas se escondem. Nesse ponto, alguns juntam as visões dos profetas, com a explicação de Pedro quanto aos elementos se desfazendo (2Pe 3:7-12; Jl 2:31). O dia do Senhor. Aqui também acontece algo misterioso, que é a aparição dos famigerados 144.000 selados da parte de Deus e uma multidão. Os 144.000 representam, segundo a ótica de alguns intérpretes, como as primícias, ou seja, os primeiros frutos colhidos da Terra, nesse caso, os primeiros convertidos no período da Grande Tribulação, formado inclusive apenas por judeus. Outro grupo diz que se trata sim dos primeiros convertidos, mas o assunto principal é a representatividade desses, ou seja, intepretação mais figurativa ainda, em que os 144.000 representam a plenitude dos salvos no período. E outro grupo ainda, diz que se trata de uma referência a todos os salvos de todas a eras. Todas essas interpretações são bem convincentes, mas lembre, independente da quantidade, quem e como, apenas uma questão importa no fim das contas: Você está entre os salvos? Respondendo essa pergunta positivamente, creio que nenhuma outra questão vai importar tanto.

O sétimo selo, só tem um evento segundo alguns intérpretes: o silêncio de meia hora, ou seja, tudo para por um tempo, para dar sequência ao fim dos tempos. Outro grupo interpreta que tudo mais que acontece, como os fatos decorrentes da 7 trombeta se dá início, e assim, a grande tribulação somente começa a acontecer nesse momento, o que se passou até então era apenas um prenúncio. Como sempre digo, intepretações à parte, vamos ver o que a Bíblia diz:

"Quando o Cordeiro quebrou o sétimo selo, houve silêncio no céu por mais ou menos meia hora. Então vi os sete anjos que estavam de pé diante de Deus, e eles receberam sete trombetas.

Outro anjo veio com um vaso de ouro no qual se queima incenso e ficou de pé ao lado do altar. Ele recebeu muito incenso para juntar com as orações de todo o povo de Deus e oferecê-lo no altar de ouro que está diante do trono. E das mãos do anjo que estava diante de Deus subiu a fumaça do incenso queimado, junto com as orações do povo de Deus. Então o anjo pegou o vaso de incenso, o encheu com fogo do altar e jogou sobre a terra. Houve trovões, estrondos, relâmpagos e um terremoto." (Ap 8:1-5)

Aqui a justiça de Deus é derramada sobre a terra em sua plenitude, ou seja, o último selo, demonstra o que acontece em todos os selos. Lembre, sete representa plenitude, então, no 7º selo, tudo se acaba, toda a Ira de Deus é derramada sobre a Terra, esse é o sentido. O incensário que coletou a oração dos santos de todos os tempos, por fim é derramado sobre a terra e traz o juízo de Deus, isso é o ponto central dos sete selos, então, independente se juntamos ou separamos dos outros elementos, isso é o que significa os sete selos.

 

As sete trombetas

O episódio bíblico das sete trombetas é tida para alguns como os mesmos fatos dos outros elementos, ou seja, a mesma coisa que os sete selos e as sete taças da ira de Deus, tratando apenas de particularidades distintas, como nos 4 Evangelhos. Outros vão dizer que as sete trombetas e as sete taças se tratam de episódios dentro dos sete selos, por conta da forma que são apresentados entre os capítulos 6 e 11 de Apocalipse.

Nós vamos interpretá-los como elementos, e você fica responsável por nos dizer se são complementares, sequenciais ou distintos. A princípio, vamos encarar as trombetas como anúncio do peso da mão de Deus imposto sobre a terra, por ocasião da maldade humana. Isso implica numa certa comparação com as praga derramadas sobre o Egito, quando Deus quis retirar o seu povo para a Terra prometida, e de certa forma, aqui essa comparação reforça o caráter que sempre tenho reforçado aqui das profecias bíblicas e fatos ao longo das Escrituras, ou seja, tudo acontece ciclicamente, revelando os planos de Deus para seu povo.

A Primeira Trombeta anuncia o derramamento de granizo, fogo e sangue sobre a Terra e como resultado foram queimados a terça parte da terra, árvores e ervas rasteiras.

A Segunda Trombeta anuncia uma espécie de derramamento de magma sobre o mar, matando 1/3 dos seres marinhos e queimando 1-3 das embarcações.

A Terceira Trombeta anuncia uma estrela caindo do céu, amargando 1/3 das águas dos rios e matando muitos seres humanos com a contaminação.

A Quarta Trombeta anuncia que os astros celestes, como o Sol, a Lua e as Estrelas terão 1/3 da sua luz apagada. Além disso, um Anjo anuncia os 3 Ais, ou seja, 3 dores terríveis que serão derramadas.

A Quinta Trombeta anuncia um anjo caindo do céu, que muitos interpretam como sendo o diabo, esse anjo abre o abismo e dali sobe fumaça que imediatamente cobre a luz restante do céu e uma nuvem de gafanhotos que que não comem a vegetação, mas iriam causar dores terríveis nos seres humanos que não tivessem a marca de Deus em si. Durante 5 meses esses gafanhotos picariam os seres humanos e esses preferirão a morte, mas não conseguirão morrer. Essa trombeta marca o primeiro dos três Ais.

A Sexta Trombeta anuncia que quatro anjos aparecerão para matar 1/3 dos seres humanos. João vê nesse momento um exército de duzentos milhões de soldados e a aparência dos soldados e seus carros de guerra era assustador, ao que alguns acreditam ser a descrição dos modernos tanques de guerra. Os seres humanos são mortos, e os que sobram, não se arrependem dos pecados contra Deus. Junto com a sesta trombeta, acontecem fatos revelados por João, como A visão do livrinho comido por ele, como aconteceu também com Ezequiel (Ez 3.3), e isso é uma mostra do que o a Palavra de Deus revelada faz com os servos de Deus, causa mudança interior profunda. O mistério revelado deve trazer não apenas reflexão, mas transformação, e aqui, espero que, de alguma forma, você esteja experimentando isso.

A Sétima Trombeta anuncia o fim, o golpe de misericórdia sobre a humanidade infiel e também a volta de Jesus. Há um grande mistério envolvendo o silêncio que precede esses fatos, no capítulo 11, versículo 15, mas a maioria concorda que se trata de um elemento meio que cinematográfico nisso tudo, como uma preparação para o terror final.

A coisa mais importante do sétimo selo é o final das contas, pois segundo a maioria dos intérpretes, é nesse momento que Jesus reina sobre todos os povos da terra. Esse evento termina com um cântico celestial proclamando a justiça de Deus e por fim, o santuário celestial aberto, o que a maioria interpreta ser o momento de entrada dos Santos de Deus no céu para reinar para todo o sempre.

As sete taças da ira de Deus

         Assim como os elementos anteriores, as Sete Taças da Ira de Deus representam o juízo de Deus sendo derramado sobre a Terra, e como muitos interpretam, se trata de elementos complementares às sete trombetas e sete selos. Outros interpretam como sendo o castigo aos seres humanos que não aceitaram a Jesus e acontecerá após a retirada dos Santos da Terra.

         Bem, independente do momento em que ocorra, as taças são castigos de Deus sobre os infiéis, aqueles que praticam as más obras e não se renderam ao senhorio de Jesus Cristo. Interessante lembrarmos da interpretação de taça aqui e: perceber que em taças eram recolhidas as orações dos santos (Ap 8:3-5). Agora, Deus revela sua vingança, pois os seus servos clamam por justiça por toda a história da humanidade (Ap 6:9,10), mas Deus não apenas apresenta sua justiça aos aflitos, mas a recompensa aos que afligiram, pois no fim das contas, a vingança pertence ao Senhor (Dt 32:35; Rm 12:19).

         A Primeira Taça da Ira de Deus é uma praga de doenças de pele sobre os adoradores e que receberam a marca da Besta.

         A Segunda Taça é a mortandade no mar, todos os seres marinhos morrem.

         A Terceira Taça é a transformação de todas as fontes de água potável em sangue, e aqui há um complemento: é castigo aos seres humanos que mataram os servos de Deus e derramaram seu sangue, agora terão que tomar sangue ao invés de água. Não se sabe ao certo se será sangue mesmo, mas a Bíblia afirma que parecia sangue de alguém que morreu.

A Quarta Taça é o aquecimento solar que queimará as pessoas, e elas não se arrependerão, feito os egípcios quando feridos pelas 10 pragas, pelo contrário, amaldiçoarão a Deus.

         A Quinta Taça é o castigo sobre o reino da Besta, que será terrivelmente escurecido, ou seja, não se via nada, tudo obscuro, podendo ser a confusão no governo, ou a mão ainda mais pesada do Anticristo, pois a Bíblia afirma que os homens mordiam a língua pela agonia, mas não se arrependeram (Ap 16:10).

         A Sexta taça é bem difícil de interpretar apenas lendo esse texto no capítulo 16:12-16, pois temos que entender a história, que já tivemos episódio especial sobre e as revelações bíblicas, que também já comentamos. Mas vamos lá! O rio Eufrates se seca para preparar o caminho dos reis que vêm do oriente se juntar à Besta e o Falso Profeta, que enviariam 3 espíritos malignos para enganar esses reis para a grande batalha do Armagedom. Bem isso significa um ajuntamento de poderes e governos para deflagrar guerra aos filhos de Deus, pois nesse tempo, assim como foi no império romanos, tudo que acontece no mundo, bem todas as pragas derramadas serão "culpa dos crentes", então os governantes tentarão acabar com os Santos de Deus, esse momento é a preparação para isso, e Deus arma uma cilada para facilitar a queda desses governos com essa taça.

         Aqui Jesus faz um anúncio, como interrompendo a visão de João e dizendo: tome nota filho! Jesus diz: Eis que venho como um ladrão! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva suas vestes, para que não ande nu e não seja vista sua vergonha (Ap 16:15). Esse alerta é encarado por alguns como uma confirmação de que Jesus vem nesse momento, mas não está muito claro isso aqui, o que ocorre é que Jesus alerta mais uma vez para sua vinda a qualquer momento e orienta que seus filhos estejam muito preparados, inclusive para não ceder às artimanhas da Besta.

         A Sétima Taça é o final dos tempos, granizo de 35 quilos, terremoto que abala e derruba todas as cidades e alguém grita do Santuário celestial: Está consumado! Ou seja, é o fim, acaba aqui a história da humanidade.

         Se pegarmos o sétimo selo, a sétima trombeta e a sétima taça da Ira de Deus, teremos uma conclusão: A interpretação que esses três elementos representam a mesma coisa, ou o mesmo período faz todo o sentido, por isso, vamos caminhar com essa forma de pensar.

         A Grande tribulação é o período de sete anos profetizado pelo profeta Daniel e depois reforçado por Jesus em seu sermão profético e agora, no livro de Apocalipse, é revelado a sua forma. Lembre que precisamos juntar essas narrações para entender bem, por isso fizemos a interpretação por partes aqui e agora preciso da sua atenção com relação aos episódios anteriores.

         Em determinado momento da história, se repetirá o que ocorreu com os primeiros cristãos, ou seja, uma tribulação que jamais aconteceu na história. Daí você pode me perguntar:  Mas se nunca aconteceu, como você diz que acontecerá novamente?

         Vou explicar com calma agora, aquilo que já falei desde o primeiro episódio. A história da humanidade é cíclica, pois os fatos se repetem de tempos em tempos, não completamente, mas se formos relacionar, sempre acontece a mesma coisa. Já falei aqui das guerras e suas consequências, não é? Pois é, e porque os seres humanos continuam fazendo guerra? Porque ainda há segregação, algo que acontece desde o início da humanidade? Porque há tanta diferença de posses? E talvez você tenha tantas outras perguntas para continuar a lista.

         A história do povo de Deus não foge à regra, desde sempre. O povo peca, Deus revela seu amor, o povo se arrepende, no fim das coisas peca novamente e tudo começa de novo. Essa é a história cíclica da humanidade, mas Deus colocará um fim nisso tudo, dessa vez, com uma tribulação tamanha, que separará os bodes das ovelhas, o joio do trigo, os verdadeiros filhos de Deus dos falsos.

         No ano 64 da Era Cristã, Nero, era o imperador romano que foi a grande Besta daquela época. A maioria interpreta como o nome da Besta a quem o apostolo João se refere aos primeiros leitores de Apocalipse. Nero, a quem vamos falar mais daqui a dois capítulos, persegue os cristãos e judeus, colocando a culpa neles de toda e qualquer rebelião, fome, miséria e outras situações que acometiam o império romano.

         Nesse período, aconteceu a guerra judaica, em que os judeus se rebelaram contra Roma e foram massacrados, com todas as pragas descritas até aqui. Jesus profetizou sobre isso, quando falou aos seus ouvintes que fugissem pros montes. No ano 70 depois de Cristo, O General Vespasiano e Tito, seu filho invadiram Jerusalém e mataram todos os seus moradores, expulsando de Israel todo o povo para além das fronteiras do império, algo que foi conhecido na história como diáspora. Essa aflição, nós não vamos entrar em muitos detalhes, porque você pode encontrar muito material completo sobre o assunto, mas saiba, independente do que alguns dizem, se você pegar Mateus 24, Daniel 7 e 8, Apocalipse 6 a 17 e juntar com a história das guerras judaicas, Nero e a diáspora, você não tem como não concordar que João alerta os primeiros leitores sobre esse assunto.

         Pois bem, então, vamos falar do que vai acontecer lembrando dessa história. Vai tudo se repetir, segundo a maioria dos intérpretes de Apocalipse, até porque, nem todos os eventos vistos por João no Apocalipse, de fato, aconteceram naquele tempo.

         Quando olhamos para os sete selos, sete trombetas e sete taças, devemos pensar que quando esses eventos celestes acontecerem, começará a Grande Tribulação nessa terra, nos mesmos moldes do primeiro século, com um peso incomparavelmente maior.

         A primeira coisa que acontecerá é a carência de um líder mundial de destaque, algo que já temos experimentado em nossos dias. Não há líderes que governem bem os povos da Terra, nenhum sequer, além disso, o mundo está carente de líderes que cativam, fazem o que é certo e mais, tragam paz para as nações e suprimento aos povos. Essa carência vai fazer com que os países se unam, o que chamam de globalização. Isso vai encaminhar para um império global que carecerá de líderes ou um líder preparado para comandar todas as nações. Daí surgirá um falso profeta, alguém que convencerá o mundo que é necessário essas coisas.

         Precisamos lembrar de algumas coisas aqui, a primeira é que satanás tenta imitar tudo o que Deus faz, então, precisa acontecer aquilo que os povos antigos, em especial Israel sempre esperaram, ou seja, o aparecimento de um Messias. Lembra que o Messias precisava ser antecedido por um profeta? Pois é, no caso de Jesus, apareceu João Batista preparando o caminho (Mt 3; Mc 1; Lc 3; Jo 1). Agora, esse falso profeta anuncia a vinda de um falso messias, que conduzirá as nações do mundo inteiro a paz, feito a PAX Romana do passado.

         Quando se iniciar esse período, e digo a você: Não perca tempo procurando os gurus que calculam essas datas, porque já surgiram inúmeros movimentos que começaram a calcular e se deram muito mal, não digo isso apenas com relação à volta de Jesus, mas todos os eventos apocalípticos, pois não temos parâmetros exatos para isso, e no fim, essas pessoas forçam demais os calendários para chegar as contas. Lembre o calendário da humanidade já mudou inúmeras vezes e temos que lembrar de mais uma coisa: O calendário bíblico era muito diferente do calendário que temos hoje, inclusive as datas, meses e anos, por isso, repito: Não dê ouvidos aos numerólogos e numerólatras da reelação apocaliptica.

         Voltamos a nossa programação normal... Agora, nesse período que tem prazo, ou seja, de sete anos, conforme vimos nos episódios passados, se não viu, assista, ouça e leia lá!

         Durante 3 anos e meio tudo serão flores, mas ao final, desse tempo, os Anticristo, ou Falso Messias mostrará suas garras, permitirá que satanás governe por seu intermédio, pois até aquele momento, ele mantinha certo controle, mas não era totaç, agora, alguns dizem inclusive que, satanás tomará o corpo desse Anticristo, pois segundo essa linha, a ferida mortal que a Primeira Besta sofrerá matará ela e a segunda Besta surgirá, ou seja, o dragão, a antiga serpente, também conhecido como satanás. A tradução da palavra satanás é enganador, por isso apocalipse diz que ele enganará as nações. Essa interpretação faz bastante sentido, embora seja bem polêmica. O que é certo é que o diabo tomará conta do reino todo, independente de qualquer coisa.

         Nesse período, Jesus começará a derramar a sua ira sobre a Terra e ao final, virá para destruir o governo estabelecido, como na visão de Nabucodonosor no capítulo 2 de Daniel, quando ele vê uma grande estátua que representava todos os governos históricos da terra sendo destruído por uma imensa Pedra que caia do céu. Olhando para a história, Jesus é a Pedra principal que derrubou todos os reinos, mas por fim, ele Voltará para dar cabo definitivo nesses impérios humanos.

         Bem, agora que você já entendeu que os sete selos, as sete trombetas, as sete taças se tratam do evento chamado "A Grande Tribulação", não perca o episódio que vem, em que trataremos da mistura da igreja com esse império, ou seja, a Grande Babilônia. Te vejo lá!!!

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