sexta-feira, 22 de abril de 2016

Encontros com Deus Cada um Precisa ter o Seu

Encontros com Deus

Cada um Precisa ter o Seu

Texto: Genesis 26.1-25
1Naquela região houve uma época de falta de alimentos, como tinha acontecido antes, no tempo de Abraão. Por isso Isaque foi até a cidade de Gerar, onde vivia Abimeleque, o rei dos filisteus. 2Ali o Senhor Deus apareceu a Isaque e disse:
— Não vá para o Egito. Fique na terra que eu vou lhe mostrar. 3Por enquanto fique morando neste lugar, e eu estarei com você e o abençoarei. Darei aos seus descendentes todas estas terras e assim cumprirei o juramento que fiz a Abraão, o seu pai. 4Farei com que os seus descendentes sejam tão numerosos quanto as estrelas do céu e lhes darei todas estas terras. Por meio dos seus descendentes eu abençoarei todas as nações do mundo, 5pois Abraão me obedeceu e cumpriu as minhas ordens, os meus mandamentos, as minhas leis e os meus ensinamentos.
6Assim, Isaque ficou morando em Gerar. 7Quando os homens do lugar lhe fizeram perguntas sobre a sua mulher, ele disse que ela era sua irmã. Rebeca era muito bonita, e Isaque tinha medo de dizer que ela era a sua mulher, pois pensava que os homens do lugar o matariam para ficarem com ela.
8Isaque ficou ali muito tempo. Um dia Abimeleque, o rei dos filisteus, olhou por uma janela e viu Isaque acariciando Rebeca, a sua mulher. 9Então Abimeleque mandou chamar Isaque e perguntou:
— Ela é a sua mulher, não é verdade? Por que você disse que ela era sua irmã?
— É que eu pensei que me matariam se eu dissesse que ela era a minha mulher — respondeu Isaque.
10Aí Abimeleque disse:
— Por que você nos fez isso? Um de nós poderia facilmente ter ido para a cama com ela, e você teria feito com que a culpa caísse sobre nós.
11Então Abimeleque mandou a todo o seu povo o seguinte aviso: “Se alguém tratar mal este homem ou a sua mulher, será morto.”
12Naquele ano Isaque fez plantações ali e colheu cem vezes mais do que semeou, pois o Senhor Deus o abençoou. 13Ele foi enriquecendo cada vez mais e se tornou muito rico e poderoso. 14Isaque tinha tantas ovelhas e cabras, tanto gado e tantos empregados, que os filisteus acabaram ficando com inveja dele. 15Por isso eles entupiram com terra todos os poços que os empregados de Abraão, o pai de Isaque, haviam cavado no tempo em que Abraão ainda estava vivo. 16Até que um dia Abimeleque disse a Isaque:
— Vá embora da nossa terra. Você ficou muito mais poderoso do que nós.
17Isaque saiu dali, armou as suas barracas no vale de Gerar e ficou morando ali por algum tempo. 18Ele tornou a abrir os poços que haviam sido cavados no tempo de Abraão e que os filisteus haviam tapado depois da sua morte. E Isaque pôs nos poços os mesmos nomes que o seu pai havia posto.
19Um dia os empregados de Isaque estavam no vale abrindo um poço e acharam uma mina de água. 20Os pastores de Gerar discutiram com os pastores de Isaque, afirmando que a água era deles. Por isso Isaque deu a esse poço o nome de “Discussão”.
21Depois os empregados de Isaque abriram outro poço e por causa dele também houve discussão. Então Isaque pôs nele o nome de “Inimizade”.
22Isaque saiu dali e abriu outro poço. E, como não houve discussão por causa desse, ele o chamou de “Lugar Espaçoso”. Ele disse:
— Agora o Senhor Deus nos deu um lugar espaçoso para viver nesta terra, e aqui vamos ficar à vontade.
23Dali Isaque foi para Berseba. 24Naquela noite o Senhor apareceu a ele e disse:
— Eu sou o Deus de Abraão, o seu pai. Não tenha medo, pois eu estou com você. Por causa do meu servo Abraão, eu abençoarei você e farei com que os seus descendentes sejam muitos.
25Isaque construiu um altar ali e adorou a Deus, o Senhor. Ele armou as suas barracas naquele lugar, e ali os seus empregados cavaram outro poço.

Introdução

Isaque era filho do Pai Abraão, o pai da fé, o homem que teve um relacionamento tão estreito com Deus que Ele mesmo revelou desejos do seu coração com relação a humanidade (Gn 18.17),  revelou o que haveria de acontecer a Abraão e seus descendentes em mínimos detalhes, e isso, até os dias de hoje (Gn  15.13-16; 22.15-18). Isaque, por sua vez, vivia a fé de seu pai, pois era testemunha de uma fé inabalável, além disso, ele mesmo havia provado do tamanho da fé de seu pai quando quase foi oferecido em sacrifício no monte Moriá (Gn 22).

Agora, Isaque está sem seu pai, com uma responsabilidade enorme, a de dar continuidade o sonho de Deus, mas como se o Deus era de Abraão, não dele mesmo? (Gn 26.24a)

Sabemos que Deus não tem netos, somente filhos, então não podemos jamais ter o relacionamento com Deus a partir das experiências de outras pessoas, mas as nossas próprias experiências, então, busquemos isso com intensidade do coração e atitudes.

Isaque estava tentando viver sua vida com a experiência de seu pai, não somente as experiências espirituais, mas também as práticas, pois quando chega em Gerar, repete algo que seu pai havia feito (Gn 26.1). Isaque tentou reproduzir os passos de seu pai sem ao menos consultar o Senhor, algo que fica bem claro em Genesis 26.2, quando o Senhor alerta: “Não desça ao Egito”. Isso quer dizer que Isaque estava com o coração pronto a repetir os passos de Abraão sem pensar e sem ao menos saber o que Deus queria dele.

Deus continuou ao redor de Isaque ao ponto de interferir na decisão de Isaque se encontrar com Ele, mas ao mesmo tempo, se põe a sua disposição e também lhe dá a garantia de cuidado, proteção e provisão (Gn 26.3). Deus pede paciência a Isaque, e lhe recomenda que espere o tempo adequado para o milagre acontecer. Isaque ouve, pois a final de contas, seu pai obedecia a Deus e tudo lhe ia bem. Isso acontece com muitas pessoas hoje, pois permanecem na Igreja, ouvem a mensagem, mas na verdade o fazem, somente porque viram que dá certo com outras pessoas, mas isso não sai do coração, não é uma atitude auto gerada, somente é tomada com base no que viram, não de uma atitude movida por um relacionamento direto e íntimo com Deus.

A vida de Isaque não foi muito fácil, mesmo obedecendo ao que Deus mandou. Isso me lembra das relações que temos com Deus por causa de obedecer aos preceitos bíblicos. Muitos de nós obedecemos a Bíblia, mas não a Deus. Isso parece contraditório, mas na verdade não é. Os fariseus eram um exemplo de obediência aos preceitos bíblicos, culturais e tradicionais, mas mesmo obedecendo ipsis litteris ao que estava escrito,não obedeciam a Deus, e isso foi o que Jesus mais rejeitou e criticou em seu ministério (Mt 23.13-39). Alguns religiosos vestem roupas diferentes para cumprir as Escrituras, outros ainda, vem à igreja em todas as reuniões, mas jamais tiveram um relacionamento com Deus, não obedecem aos preceitos bíblicos, mesmo cumprindo tudo o que está escrito, pois Jesus ensinou o mandamento do amor, a Deus, por um desejo do coração e adoração sincera e total (Jo 4.24) e ao próximo como se estivéssemos fazendo a nós mesmos (Mt 7.12).

Isaque estava repetindo os passos de seu pai, mas não era isso o que Deus desejava, assim como não é isso que Deus deseja de nós. Deus não quer que tenhamos as experiências de nossos pais, mesmo que os pais na fé, como os pastores e discipuladores, aliás, Deus não quer que tenhamos a experiência de mais ninguém, mas a nossa própria experiência com Ele e hoje nos convida a mais um encontro.

Hoje poderemos ver à luz deste texto, que Deus quer ter encontros conosco distinto de outras pessoas e também encontros distintos do que já tivemos no passado.

DESENVOLVIMENTO

Isaque agora tinha de se estabelecer e esperar que a fome daquela região passasse e que a seca acabasse, mas não é por isso que parou, mas procurou cavar os poços que seu pai tinha cavado, e isso voltou a ser um problema. O mesmo erro que cometera ao tentar seguir os passos de seu pai, pois não era isso que Deus queria. Deus não queria que Isaque continuasse a ser o “Abraãozinho”, mas que fosse o Isaque, um homem de encontros com Deus.

Interessante nesta história é a saga em busca de água, perceba que Isaque busca cavar os mesmo poços de seu pai (Gn 26.18), mas não somente isso, procura dar os mesmos nomes, isso indica que ele estava tentando mais uma vez reviver a história, vivendo á sombra do nome de Abraão, mas não percebe que não era isso que Deus queria, continua dando murro em ponta de faca. Um problema acontece, e Isaque deixa os poços para lá e continua a cavar, mas desta vez, percebe que deveria arriscar mais e viver menos a vida de seus antepassados.

Neste ponto, muitas vezes vemos um problema sério, pois arriscamos sem buscar a Deus, assim como Isaque. A intenção correta do jeito errado. Devemos sempre buscar a Deus pelo nosso esforço e buscando viver a nossa própria experiência, mas jamais podemos esquecer do que houve no passado. Abraão era um homem de bem, e onde estabelecia seu acampamento era bem quisto também, mas não aconteceu o mesmo com Isaque, pelo contrário, chegou com inimizades (Gn 26.7-11).

Isaque não apenas tentou imitar os acertos de seu pai, mas também os mesmo erros (Gn 20.1-18). Quantas vezes repetimos os mesmos erros de nossos pais e culpamos eles, a Deus e qualquer outras pessoas. Alguns chamam isso de maldição hereditária, mas eu vejo apenas como uma decisão mal tomada, uma vontade de repetição. Isaque sabia da história de seu pai em Gerar, e sabia que Deus havia protegido ele mesmo que houvesse mentido, pois tinha uma promessa. Agora, Isaque também tinha uma promessa de Deus (Gn 26.3), mas como seu pai, Isaque confiou mais em si do que em Deus. Temos confiado mais em nós mesmos ou em Deus? Em nossas mentiras, em nossos planos, em nossa força, em nosso estilo de vida?

Uma ilustração interessante desses poços de Isaque é o fato de ele dar nomes a eles, não pelo fato de nomear em si, pois os seres humanos sempre nomearam as coisas, isso faz parte de nosso trabalho nesta terra, mas com relação aos nomes que ele deu, vejamos:

A)  Os mesmos nomes de seu pai (Gn 26.18) – Isso, como já dissemos, trata-se de uma tentativa de imitação, uma forma de viver os passos sem criatividade, sem opinião própria e pior, sem a direção de Deus para si, mas vivendo a espiritualidade de seu pai, ouvindo a voz de Deus para Abraão, não para si.

B)  Eseque (Gn 26.20) – Contenda – Mostra a vida dolorosa de Isaque em busca dos seu sonhos e felicidade, mas também das lutas que teve até descansar em Deus e viver os sonhos Dele. Muitos de nós temos lutas infindáveis nesta vida e muitas delas porque resolvemos fazer do nosso jeito, perseguindo os nossos sonhos e muitas vezes os sonhos das outras pessoas, mas o que realmente nos faz ter sucesso é o sonho de Deus para nós. Isaque teve que lutar com as próprias forças enquanto batalhava, brigava e contendia por suas próprias batalhas, mas quando resolveu deixar Deus peleiar por ele, tudo muda. Deixe deus batalhar por você e pare de travar batalhas com pessoas, mas promova uma guerra espiritual, e guerra espiritual se vence de joelhos, não com armas nas mãos. 2Crônicas 20 diz que um rei de Israel não tinha como vencer o exército inimigo, então ele buscou ao Senhor, conclamou um jejum, quando seres humanos buscariam treinar e se preparar para a batalha, mas ao final deste tempo de busca pelo Senhor, Ele disse ao Rei: A Batalhe é minha, não de vocês! Então josafá e todo o povo louvaram ao Senhor e o rei trocou o fronte do exército, com armas e lanças, por uma equipe de louvor, ao fim, os exércitos amonitas e moabitas se destruíram e o exército de Israel não precisou lutar. Creia, suas batalhas o Senhor vai lutar, mas você precisa sair da frente e somente adorar e louvar a Deus, assim como Josafá e Israel.   

C)  Sitna (Gn 26.21) – Inimizade – Muitas vezes somos desafiados pelo mundo e percebemos que o mundo nos detesta. Isaque era detestado porque tinha a promessa de Deus viva nele, ao ponto de tudo o que fizesse prosperava. Muitas vezes nossa vida provoca inimizade por causa de inveja e ressentimento de outras pessoas, a isso Jesus disse que se fosse por causa dele deveríamos nos alegrar (Mt 5.11), mas preste atenção, a inimizade que Deus nos protege é aquela provocada por sermos dele, não aquelas que provocamos por causa de nosso jeito relapso ou provocativo de ser. Muitas pessoas vivem uma vida indigna, não trabalham direito e por fim acabam falando que estão sofrendo perseguição por que são crentes. Isso chega a ser uma blasfêmia, pois de Deus não se zomba, aquilo que o homem plantar, certamente colherá (Gl 6.7).

D)  Reobote (26.22) – Alargamento – Isaque começa a receber da promessa quando ouve a Deus e aprende a descansar Nele. Deus prometeu que a terra de Canaã toda seria da descendência de Isaque, mas ele mesmo estava tentando conquistar, agora, Deus ensina para Isaque que o cuidado, provisão e presença Ele mesmo supriria. Além disso, Deus mostra para Isaque que ele não precisaria se preocupar com a batalha, nem com a inimizade, mas somente com servir, obedecer e crer em Deus. Muitas vezes perdemos tempo demais buscando batalhar pelas coisas, buscando resolver conflitos e buscando reconstruir nossa história, mas somente teremos êxito se buscarmos mais ao Senhor e menos fazermos as coisas do nosso jeito. Deus promete alargar nossas divisas, isso quer dizer que nada nos faltará e também que teremos crescimento. Não estou pregando a doutrina da teologia da prosperidade, mas da provisão essencial, ou seja, Deus promete nos dar tudo aquilo que precisamos. Alargamento é o mesmo que prosperidade e prosperidade bíblica é ter o suficiente. Suficiente para viver, suficiente para suprir, suficiente para repartir. Deus nos dê sempre o alargamento, a prosperidade o suficiente! Tudo muda na vida de Isaque quando entende que não deveria contruir poços, mas altares, nãoq eu não devesse lutar pela vida e trabalhar duro, mas que deveria primeiro buscar a Deus e adorá-lo (Gn 26.25). Busque a Deus, o adore e certamente você conquistará mais!

E)  Berseba (Gn 26.32) – Poço do juramento – Isaque consegue finalmente a paz que desejava, não a ausência de guerras e lutas, porque vemos que Isaque tem uma vida de lutas até o fim, assim como foi antes dele, aliás, essa é a promessa de Deus. Cremos nas promessas de vida e prosperidade, mas nos esquecemos que Deus prometeu que teríamos aflições (Jo 16.33). Nosaa vida é difícil por causa de nossos pecados, e isso Deus prometeu como castigo (Gn 3.17-19). Mas mesmo neste cenário, devemos entender a promessa do Filho de Deus: Tenham bom ânimo, eu venci o mundo! Devemos ter a paz que Deus dá, não como o mundo, não teremos ausência de lutas, mas Jesus fez um juramento, o que estaria conosco, nos daria a paz e batalharia por nós (Jo 14.27, Mt 28.20). Devemos crer no juramento de Deus e viver a vida para Ele, assim ele fará com que prosperemos e vivamos a vida que Ele deseja, uma vida de Paz.


Por fim, tome a decisão de ter o teu próprio encontro com Deus e faça como Isaque, mas não tente repetir os passos de outros, mas busque o seu próprio relacionamento com Deus agindo assim:

1 – Persista, pois Se encontrará com Deus (Gn 26.22)

2 – Aceite o convite, pois Deus Chama ao Encontro (Gn 26.23)

3 - Não construa poços, mas altares (Gn 26.25)


Conclusão

Deus deseja ter encontros conosco, não somente para termos uma presença, sentirmos um poder, ou qualquer coisa que outras pessoas digam, mas para que tenhamos relacionamento íntimo, direto e duradouro com Ele. Ele quer nos dizer o que pensa a nosso respeito e o que deseja de nós, e certamente Ele nos fará melhor do que pensamos que faríamos sozinhos, pois infinitamente melhores são os planos de Deus (Jr 29.11).

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