“Vocês podem reconhecer o
Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio
em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa Jesus não procede
de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está
vindo, e agora já está no mundo”. 1João 4.3,4
Nos episódios anteriores,
falamos do início da criação, a história e trajetória do povo da Bíblia, depois
a História da Igreja e hoje, vamos tentar contar como acaba essa história.
Eba!
Hoje começamos a falar um pouco mais sobre o fim dos tempos!!!! UHhAhAhAh!!!!
Sem mais delongas, vamos lá!
A reforma protestante deu início a um movimento não apenas
religioso, mas político e social, mexendo com toda a história da Europa e
chegando na américa.
Vamos
a alguns pontos principais:
a)
Martinho Lutero em 1517 com a Igreja Luterana
na Alemanha e arredores;
b)
Rei Henrique VIII em 1534 com a Igreja
Anglicana – conhecida também como igreja Anglo católica não tiveram mudanças
teológicas no início;
c)
Ulrico Zuinglio e João Calvino entre 1525 e
1564 com a Igreja Reformada da Suíça – que por sua vez dá origem aos movimentos
– Puritanos e Presbiterianos;
d)
Menno Simons, Jacob Hutter e outros a partir de
1525 – iniciam os movimentos anabatistas, que por sua vez, dão origem às comunidades
e igrejas menonitas, quackers e amish’s de hoje.
A
partir desses movimentos, a Igreja toma um rumo totalmente diferente daquele
traçado pelo romanismo, pois agora, a mensagem é que todos os cristãos são
iguais, não tendo a divisão entre o Clero e os leigos, pois todos tinham acesso
igual às Escrituras.
Por
causa da teologia Protestante, a Igreja Católica passou a dar passos em direção
a uma abertura na teologia, mas muito vagarosamente, sendo a permissão dos
leigos lerem a Bíblia e celebrarem as missas na sua própria língua, somente
dada a partir do concílio Vaticano II, no final de 1965.
Enquanto
a Igreja Católica romana e ortodoxa continuavam com seus ritos desenvolvidos na
Idade média, a Igreja protestante se desenvolveu levando a fé a lugares que nunca
a Igreja tinha chegado até então, pois os costumes locais não precisavam ser
alterados significativamente e os líderes eram levantados na própria
comunidade.
No
Brasil, por exemplo, a Igreja Protestante é instituída para brasileiros, apenas
no final dos anos 1800, com a chegada de imigrantes, que logo evangelizaram e
abriram as primeiras igrejas protestantes de língua portuguesa. O primeiro
Pastor Brasileiro foi José Manuel da Conceição, ex-padre, consagrado em 1865 na
Igreja Presbiteriana.
No ano
de 1901, nos Estados Unidos há início uma nova revolução religiosa no meio dos
cristãos, o início do movimento pentecostal. Em muitas Igrejas foram surgindo
movimentos de oração e clamor, em que se via manifestações extraordinárias,
como falar em línguas, visões e muitos outros. Esse movimento varreu os Estados
Unidos e chegou no mundo todo, desde o Brasil à Coreia e China.
Se o
movimento de reforma da Igreja levou a mensagem do Evangelho a muitos lugares
jamais alcançados, o Pentecostalismo levou a Igreja e sua mensagem aos confins
da Terra.
A partir
de então, muitas igrejas começaram a nascer. Na velocidade em que se precisava
de obreiros, a Igreja não dava conta de preparar em seminários, ao que a
maioria dos movimentos também era contrário ao estudo sistemático da Teologia,
então muitos pastores leigos começaram a surgir.
Como
nem tudo são rosas, a partir do movimento pentecostal, muitas distorções também
surgiram, ao ponto que, heresias, como jamais vistas chegaram aos nossos dias.
Denominações foram surgindo, e a partir daí, aquilo que chamam de terceira onda
do pentecostalismo, aparece no mundo todo a partir dos anos 50 e no Brasil nos
anos 70 e 80.
Alguns
homens viram na comoção que a experiência pentecostal gerava nas massas a
oportunidade de enganar, então, esses falsos profetas começaram a apelar para
termos como cura, prosperidade e vitória sobre os dilemas da vida. Aquilo que
foi conhecido como Teologia da prosperidade, não foi uma invenção tupiniquim,
mas algo que ganhou espaço em muitos lugares do mundo.
Aqui
cabe uma ressalva, a Bíblia fala, não de um falso profeta, mas dos falsos
profetas no plural absoluto dessa expressão e tem, mais, nos manda nos
acautelar (1Jo 4).
O pior
do movimento neopentecostal estava por vir. O sincretismo com o espiritismo e
religiões de matrizes africanas, colocou em evidencia, por exemplo, o exorcismo
como parte do culto, algo que jamais foi visto na história da Igreja. É claro
que a expulsão de demônios é uma vocação da própria igreja, se trata de uma
ordem expressa de Jesus (Mt 10.8). Agora, colocar o diabo no centro do culto,
aí não dá, né?
Mas
ainda não acabou, para resistir a influência do movimento neopentecostal e
algumas distorções do movimento pentecostal, a Igreja criou uma estrutura
fechada na teologia, que tornou os crentes tão duros e rabugentos, a ponto da
espiritualidade de muitas denominações se tornar fria e mórbida.
O
resultado dentre os mortos e feridos da guerra da Igreja ao longo dos séculos:
Os “desigrejados”.
Um
novo movimento crescente na atualidade é o dos chamados “desigrejados”. Pessoas
que se machucaram com o protestantismo frio das igrejas históricas e se
queimaram com o fogo desconhecido do emocionalismo promovido pelas igrejas
pentecostais, acabaram se tornando dois principais públicos entre os cristãos
desigrejados: a) evangélicos não praticantes; b) crentes que odeiam a igreja.
Assustador
quando se vai ouvir pessoas que deixaram a Igreja evangélica nas redes sociais.
Profetas, como é o caso de ex pastores que se entristeceram com a igreja e hoje
dizem: Cultue a Deus individualmente e com a sua família, pois você não precisa
da igreja.
Sabe
qual é o resultado de toda a história dessa igreja cheia de dores? Uma
ineficácia promovida pelo espírito do anticristo. Vamos falar em um ou mais
episódios exclusivamente sobre a figura do anticristo, mas aqui já fica uma
pequena introdução: O anticristo é fruto de um mover das trevas, ao que o
Apostolo João vai nos dizer que há um espírito de anticristo sobre a Terra, que
se manifestará através de um homem, mas desde a primeira vinda de Jesus, este
inimigo já atua contra a Igreja (1Jo 4.3).
A
Palavra nos diz que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja, e
isso é a mais pura verdade. Nesse contexto, precisamos estudar um pouco mais
sobre essa história, então, vamos para o Livro de Apocalipse e o que ele nos
revela sobre a atuação da Igreja no mundo, que aliás, é a concentração inicial
desse livro.
Só tem
um problema, vai ter que ser num outro episódio, porque hoje não vai mais dar
tempo!
No próximo
episódio de Apocalipse em gotas, vamos interpretar juntos o primeiro capítulo
de Apocalipse. E na sequência, vamos revisitar a Igreja de Cristo ao longo da
História, olhando justamente para a revelação do livro de Apocalipse. Agora a
coisa começa a esquentar! Não perca!!!

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