quarta-feira, 10 de junho de 2020

Apocalipse em Gotas Episódio #05 – Vamos terminar essa história?


“Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo”. 1João 4.3,4



Nos episódios anteriores, falamos do início da criação, a história e trajetória do povo da Bíblia, depois a História da Igreja e hoje, vamos tentar contar como acaba essa história.
Eba! Hoje começamos a falar um pouco mais sobre o fim dos tempos!!!! UHhAhAhAh!!!!
Sem mais delongas, vamos lá!
         A reforma protestante deu início a um movimento não apenas religioso, mas político e social, mexendo com toda a história da Europa e chegando na américa.
Vamos a alguns pontos principais:

a)   Martinho Lutero em 1517 com a Igreja Luterana na Alemanha e arredores;
b)   Rei Henrique VIII em 1534 com a Igreja Anglicana – conhecida também como igreja Anglo católica não tiveram mudanças teológicas no início;
c)   Ulrico Zuinglio e João Calvino entre 1525 e 1564 com a Igreja Reformada da Suíça – que por sua vez dá origem aos movimentos – Puritanos e Presbiterianos;
d)   Menno Simons, Jacob Hutter e outros a partir de 1525 – iniciam os movimentos anabatistas, que por sua vez, dão origem às comunidades e igrejas menonitas, quackers e amish’s de hoje.
A partir desses movimentos, a Igreja toma um rumo totalmente diferente daquele traçado pelo romanismo, pois agora, a mensagem é que todos os cristãos são iguais, não tendo a divisão entre o Clero e os leigos, pois todos tinham acesso igual às Escrituras.
Por causa da teologia Protestante, a Igreja Católica passou a dar passos em direção a uma abertura na teologia, mas muito vagarosamente, sendo a permissão dos leigos lerem a Bíblia e celebrarem as missas na sua própria língua, somente dada a partir do concílio Vaticano II, no final de 1965.
Enquanto a Igreja Católica romana e ortodoxa continuavam com seus ritos desenvolvidos na Idade média, a Igreja protestante se desenvolveu levando a fé a lugares que nunca a Igreja tinha chegado até então, pois os costumes locais não precisavam ser alterados significativamente e os líderes eram levantados na própria comunidade.
No Brasil, por exemplo, a Igreja Protestante é instituída para brasileiros, apenas no final dos anos 1800, com a chegada de imigrantes, que logo evangelizaram e abriram as primeiras igrejas protestantes de língua portuguesa. O primeiro Pastor Brasileiro foi José Manuel da Conceição, ex-padre, consagrado em 1865 na Igreja Presbiteriana.
No ano de 1901, nos Estados Unidos há início uma nova revolução religiosa no meio dos cristãos, o início do movimento pentecostal. Em muitas Igrejas foram surgindo movimentos de oração e clamor, em que se via manifestações extraordinárias, como falar em línguas, visões e muitos outros. Esse movimento varreu os Estados Unidos e chegou no mundo todo, desde o Brasil à Coreia e China.
Se o movimento de reforma da Igreja levou a mensagem do Evangelho a muitos lugares jamais alcançados, o Pentecostalismo levou a Igreja e sua mensagem aos confins da Terra.
A partir de então, muitas igrejas começaram a nascer. Na velocidade em que se precisava de obreiros, a Igreja não dava conta de preparar em seminários, ao que a maioria dos movimentos também era contrário ao estudo sistemático da Teologia, então muitos pastores leigos começaram a surgir.
Como nem tudo são rosas, a partir do movimento pentecostal, muitas distorções também surgiram, ao ponto que, heresias, como jamais vistas chegaram aos nossos dias. Denominações foram surgindo, e a partir daí, aquilo que chamam de terceira onda do pentecostalismo, aparece no mundo todo a partir dos anos 50 e no Brasil nos anos 70 e 80.
Alguns homens viram na comoção que a experiência pentecostal gerava nas massas a oportunidade de enganar, então, esses falsos profetas começaram a apelar para termos como cura, prosperidade e vitória sobre os dilemas da vida. Aquilo que foi conhecido como Teologia da prosperidade, não foi uma invenção tupiniquim, mas algo que ganhou espaço em muitos lugares do mundo.
Aqui cabe uma ressalva, a Bíblia fala, não de um falso profeta, mas dos falsos profetas no plural absoluto dessa expressão e tem, mais, nos manda nos acautelar (1Jo 4).
O pior do movimento neopentecostal estava por vir. O sincretismo com o espiritismo e religiões de matrizes africanas, colocou em evidencia, por exemplo, o exorcismo como parte do culto, algo que jamais foi visto na história da Igreja. É claro que a expulsão de demônios é uma vocação da própria igreja, se trata de uma ordem expressa de Jesus (Mt 10.8). Agora, colocar o diabo no centro do culto, aí não dá, né?
Mas ainda não acabou, para resistir a influência do movimento neopentecostal e algumas distorções do movimento pentecostal, a Igreja criou uma estrutura fechada na teologia, que tornou os crentes tão duros e rabugentos, a ponto da espiritualidade de muitas denominações se tornar fria e mórbida.
O resultado dentre os mortos e feridos da guerra da Igreja ao longo dos séculos: Os “desigrejados”.
Um novo movimento crescente na atualidade é o dos chamados “desigrejados”. Pessoas que se machucaram com o protestantismo frio das igrejas históricas e se queimaram com o fogo desconhecido do emocionalismo promovido pelas igrejas pentecostais, acabaram se tornando dois principais públicos entre os cristãos desigrejados: a) evangélicos não praticantes; b) crentes que odeiam a igreja.
Assustador quando se vai ouvir pessoas que deixaram a Igreja evangélica nas redes sociais. Profetas, como é o caso de ex pastores que se entristeceram com a igreja e hoje dizem: Cultue a Deus individualmente e com a sua família, pois você não precisa da igreja.
Sabe qual é o resultado de toda a história dessa igreja cheia de dores? Uma ineficácia promovida pelo espírito do anticristo. Vamos falar em um ou mais episódios exclusivamente sobre a figura do anticristo, mas aqui já fica uma pequena introdução: O anticristo é fruto de um mover das trevas, ao que o Apostolo João vai nos dizer que há um espírito de anticristo sobre a Terra, que se manifestará através de um homem, mas desde a primeira vinda de Jesus, este inimigo já atua contra a Igreja (1Jo 4.3).
A Palavra nos diz que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja, e isso é a mais pura verdade. Nesse contexto, precisamos estudar um pouco mais sobre essa história, então, vamos para o Livro de Apocalipse e o que ele nos revela sobre a atuação da Igreja no mundo, que aliás, é a concentração inicial desse livro.
Só tem um problema, vai ter que ser num outro episódio, porque hoje não vai mais dar tempo!
No próximo episódio de Apocalipse em gotas, vamos interpretar juntos o primeiro capítulo de Apocalipse. E na sequência, vamos revisitar a Igreja de Cristo ao longo da História, olhando justamente para a revelação do livro de Apocalipse. Agora a coisa começa a esquentar! Não perca!!!




Nenhum comentário:

Postar um comentário