Espero
que você tenha acompanhado no último capítulo de Apocalipse em gotas, a
interpretação de cada termo simbólico do capítulo 1 do livro de Apocalipse,
caso contrário, vai ter um pouco de dificuldades para acompanhar daqui para
frente. Aliás, todos os capítulos anteriores são necessários para entender
muita coisa que vamos falar, então, arregace as mangas, pegue sua Bíblia, tome
um bloquinho ou o notepad do celular e vamos lá!
Bem, o
Apocalipse, como já dissemos, tem muitas linhas de interpretação, e cada uma
delas, tem desdobramentos infinitos, por isso, vamos nos concentrar nas mais
usuais nos meios teológicos.
Hoje vamos
ver que a partir do capítulo 2 de Apocalipse, o Senhor Jesus destina às 7
Igrejas da Ásia, cartas e cada uma delas recebe uma, mas são destinadas a todas
as Igrejas. Aliás, isso era uma prática comum no apostolado da Igreja, pois
como podemos ver em Colossenses 4.16, Paulo manda que a carta que ele envia a
Colossos seja enviada à Laodiceia, e depois, que os colossenses lessem a carta
enviada àquela igreja.
Bem,
se as sete cartas são destinadas as 7 igrejas e sete representa a totalidade,
então aqui vai a primeira interpretação, que é a da maioria também, as sete
cartas são destinadas a todas as igrejas de todas as épocas, nesse caso, à
Igreja Universal de Jesus.
Essa
interpretação está correta, assim como outras. Veja, se A Bíblia chegou aos
nossos dias, é porque ela é para nós, seja como igreja ou individualmente,
nesse caso, com as cartas destinadas às igrejas, sejam, as sete, ou todas as
outras 13 do Novo Testamento, também são para nós. Parece meio obvio, mas nem
todos pensam assim.
Na
segunda interpretação, essas cartas são figurativas, ou seja, são mais um dos
tantos símbolos do Apocalipse, e deve ser interpretado pela pessoa que lê, como
mensagem apenas para si, ou quando lida em determinada igreja ou grupo num
sermão, por exemplo, Deus se revela a eles através dessa aplicação. Essa também
é verdadeira, tanto que, cada vez que leio, Deus fala muito comigo, e espero
que o mesmo aconteça contigo, mas não é apenas assim, devemos somar com a
anterior.
A
próxima interpretação, diz que as igrejas da Ásia representam fases ou eras da
Igreja de Jesus, ao começar por Éfeso, que representa a Igreja do primeiro
Século, e termina com Laodiceia, a era que estamos.
Bom,
aqui não podemos confundir com uma linha de interpretação que é chamada de
dispensacionalismo, uma teoria de interpretação muito recente, vem dos idos de
1850. Essa é a mais questionada
interpretação, não apenas da Escatologia, mas da Bíblia como um todo, e
principalmente da teologia. O dispensacionalismo interpreta a história toda da
humanidade como sete dispensações das alianças de Deus com o povo de Israel. O
problema é que não há menção em interpretação assim em toda a história da
Igreja anterior, embora há consenso que houveram sim, alianças bíblicas na
história da humanidade, mas isso não quer dizer que Deus mudou de planos ao
longo dessa história, nem que renovava a aliança a cada mudança de Israel. Há
apenas 2 alianças que mudaram o curso de todos os seres humanos: A de Deus com
Adão e seus descendentes, culminando com Moisés e a Lei, e a de Jesus como Nova e eterna, que homem
algum pode quebrar.
Quando se fala em eras da Igreja, é que cada etapa da vida
da igreja de Jesus é marcada por mudanças na teologia, costumes, e até na temperatura
espiritual do povo de Deus, nesse sentido, sim, a história da Igreja é marcada
por essas mudanças e realmente podemos identificar nas 7 cartas e 7 igrejas,
manifestação disso.
Outra
interpretação muito comum é a de que as cartas eram apenas direcionadas às sete
igrejas para aquela época, o que resulta em poucos adeptos, mas obviamente
aquelas igrejas, naquela época eram alvo dessa mensagem especial e personalizada,
assim como vamos ver a seguir.
Pense
comigo, todas essas interpretações a respeito dessas 7 cartas a 7 igrejas,
endereçadas a 7 pastores, fazem muito sentido, então, porque não unimos todas
elas numa interpretação única? Sim, infelizmente tem gente que não gosta muito
dessa opção, mas por isso, fiz questão de apresentar essas todas a você, para
que leia os capítulos 2 e 3 de Apocalipse e tire as suas próprias conclusões
através da revelação daquele que tem os sete Espíritos de Deus e passeia entre os
Candelabros. Essa junção de interpretações é conhecida como interpretação
eclética, ou seja, junta várias percepções numa única.
Vamos ao
que temos nos capítulos 2 e 3 de apocalipse:
Jesus se dirige às igrejas com um padrão que
se repete em cada uma delas. São sete pontos comuns nas falas de Jesus às Sete
Igrejas, observe:
1 – Todas tem endereçamento:
Ao pastor ou líder;
2 – Todas recebem uma apresentação
personalizada de Jesus;
3 – Seis das sete tem elogios;
4 – Cinco das sete tem
repreensões
5 – Todas são exortadas em
alguma área.
6 – Todas recebem promessas ao
vencerem;
7 – Todas são admoestadas a
ouvirem o que o Espírito diz às Igrejas.
Vamos
falar sobre cada igreja?
Vamos
começar falando sobre cada um dos recados para essas igrejas, aplicando aos
nossos dias, a semana que vem, vamos visualizar as eras da Igrejas,
interpretando cada era e suas implicações em toda a história, até a Igreja
atual e o fim. Além disso, vamos falar sobre a postura de cada uma das igrejas,
tanto naquela época, como na atualidade.
Após ter verificado cada item da tabela, será que não temos
as sete igrejas hoje representadas em várias igrejas ao longo do globo? Será
que não temos alguma postura de cada uma das sete?
Pense comigo:
Há uma igreja no mundo que permanece firme? Há alguma que se
desviou? Há alguma que tolera falsos profetas ou a depravação? Há Igreja que
negligencia seu chamado? Há Igreja estagnada a ponto de fechar as suas portas
por ineficácia? E Igreja que, como diz o ditado: Não fede nem cheira, ela
existe?
A
triste constatação é que, embora possamos interpretar que estamos na era de
Laodiceia, temos todas as igrejas em todos os tempos. O que me conforta é que
apesar de tudo, temos um remanescente fiel em toda a história, pois Jesus
disse: As portas do inferno não resistirão a ela!
Você
se identifica com alguma, ou algumas dessas igrejas? Faça hoje mesmo uma
reflexão sobre o estado atual de sua fé, se ela está firme, fraca, quente,
fria, morna ou de repente, você a abandonou. Se sua fé está tão forte como no
primeiro dia em que encontrou Jesus, não deixe isso morrer jamais! Caso tenha
deixado esfriar, a ponto morno, o fogo que saem dos olhos de Jesus pode te
aquecer, e lembre, nosso Deus é Fogo consumidor! Reanime a cada dia a sua fé!
A
semana que vem, vamos continuar falando sobre as sete igrejas, dessa vez, vamos
olhar novamente para a história e encaixar cada palavra e cada lição que
aprendemos. Não perca! Até lá!


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