quarta-feira, 29 de julho de 2020

Apocalipse em Gotas #11 – Tome cuidado para ninguém te enganar – Parte2


Em Mateus 24 Jesus não exauriu o assunto escatológico, pois ele mesmo diz em Mateus 24.15: “Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no Lugar Santo—quem lê, entenda...”. Veja, Jesus disse: quem lê entenda, nesse sentido, ele está dizendo que devemos compreender o que os profetas falaram, então precisamos, de fato, estudar e não ficar procurando tudo no YouTube, mas ir direto na fonte, ou seja, nas Escrituras Sagradas.
Veja bem, os discípulos sempre pedem uma data exata e um sinal, tenho certeza que você também já se fez essa pergunta, e talvez está aqui nesse estudo, justamente porque é o que mais quer, saber quando essas coisas vão acontecer, espero que não, porque você vai se frustrar bastante...
Em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21, vemos agrupamentos de fatos escatológicos distribuídos por Jesus num sermão em três classificações:
1 – Princípio de Dores – Alusão a dores de parto, que começam aos poucos, e vão se acentuando até o parto (v. 4-13).
2 – Grande Tribulação – Nesse ponto, a partir do versículo 14 de Mateus, Jesus começa a anunciar fatos ainda mais terríveis, ao ponto dele mesmo dizer: “Porque haverá tão grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá”. Mateus 24.21. Aqui, vemos Jesus descrevendo como será o período de sete anos, conforme profetizou Daniel, tanto assim, que no versículo 15, Jesus o cita. Na próxima semana faremos um paralelo dos acontecimentos profetizados por Daniel e outros profetas do Antigo Testamento e os escritos apocalípticos do Novo Testamento.
3 – Volta Gloriosa de Jesus – Cumprimento das profecias dos Profetas do Antigo Testamento. Aqui, devemos entender que alguns interpretam como o reino milenar de Cristo, outros, como o arrebatamento secreto da Igreja, e outros ainda, separam nos dois fatos.
Lembre-se, se concentre no que Jesus diz, não no que os outros interpretam!
Num primeiro momento, Jesus faz alusão a dores de parto, que começam e vão se acentuando até que o nascimento ocorra. É como a grávida que começa a sentir as dores desde a 20 semana de gestação, ou seja, no meio da gravidez. O tempo vai passando e essas contrações já não são de treinamento a partir das 37 semanas, mas passa a ser contrações para o parto propriamente dito. Quando chegam a espaços de 5 minutos a cada contração, ou a cada dor intensa de abertura dos ossos do quadril e tecidos moles, então está na hora do bebê nascer.
Veja, nesse caso, Jesus está falando do fim dos tempos, ou seja, o julgamento final de Deus e o Governo eterno dele sobre os seus. Desde muito tempo a Terra vem sofrendo dores, conforme vemos Paulo dizer em Romanos 8:22: “Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto”. Mas quando as dores são acentuadas, jesus vai dizer que está próximo o fim.
Note que Jesus diz: “...mas ainda não é o fim.” (Mt 24.6)

A)  Os sinais de princípios de dores
1)           Surgimento de falsos Cristos e Falsos profetas (v5,11);
2)           Uma multidão crerá nas palavras dos falsos profetas (v.5);
3)           Guerras e Rumores de guerras (v.6);
4)           Levante de nação contra nação – diferente de guerra, mas ameaças e boicotes econômicos (v7);
5)           Fome (v.7);
6)           Terremotos (v.7);
7)           Perseguição e morte dos discípulos (v.9);
8)           Será nesse momento em que o Espirito Santo vai capacitar os discípulos a anunciarem com mais poder (Mc 13.11);
9)           Traição nas famílias (Mc 13.12);
10)          Pestes em vários lugares (Lc 21.11);
11)          Acontecimentos terríveis (Lc 21.11);
12)          Grandes sinais nos céus (Lc 21.11).

Jesus Passa a falar na sequência, dos fatos que preconizam o fim dos tempos, mas dessa vez, as dores são do nascimento, propriamente dito, então, as dores são muito maiores, não são apenas espasmos musculares, mas dores provocadas até por rompimento de músculos, partes moles e também, em alguns casos, até a pele da mulher.
Agora, Jesus está falando dum período que a maioria dos teóricos da escatologia vai concordar que durará sete anos, isso baseado no que diz o Profeta Daniel, no capítulo 9, versículos 20 a 27, além de Apocalipse 12, quando fala de 1.260 dias e depois mais tempo, tempos e meio tempo, que representam dois períodos de 3 anos e meio (nas próximas semanas vamos falar desses símbolos). Lembre que essa é a intepretação da maioria dos escatólogos.
O que marca esse período ainda mais é que Jesus disse em Lucas 21:22: “Pois esses são os dias da vingança, em cumprimento de tudo o que foi escrito”. Isso mostra que é tempo de julgamento sendo derramado sobre a Terra.

B)  Grande Tribulação
1)   O Evangelho será pregado em todo o mundo (Mt 14; Lc 21.13,14);
2)   Um sacrilégio terrível, Abominação desoladora, a grande profanação (Mt 24.15; Mc 13.14; Lc 21.20);
3)   Grande Tribulação como jamais existiu (Mt 24.19-21; Mc 13.19; Lc 21.23-26);
4)   Grande fuga de Jerusalém (Mt 24.16-20; Mc 13.15-19; Lc 21.22-24);
5)   Profunda perseguição dos cristãos (Lc 21.24
6)   Terríveis sinais da Ira de Deus, no céu na terra e mar (Lc 21.25,26);

O próximo tópico da Mensagem de Jesus é com relação a sua Vinda como rei. Embora haja discussão entre os escatólogos, uma coisa é certa, Jesus voltará. Não se tem certeza se será antes da tribulação, no meio da tribulação, após a tribulação ou se será em um, dois ou três eventos, mas Ele voltará. Aliás, me lembro de um pastor numa rádio famosa que dizia: Creia você ou não creia, esteja preparado ou não, Jesus voltará!
Olha as palavras chaves desse momento da fala de Jesus: “Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor” (Mt 24.42).

C)  Volta de Jesus

1)   Volta de Jesus como Rei, visível e gloriosa, vindo direto dos céus, diferente de sua primeira vinda (Mc 13.26; Lc 21.27);
2)   Os Salvos serão reunidos de todos os cantos da Terra (Mc 21.27;
3)   Os sinais apontam para a vinda muito próxima (Mc 13.28-29; Lc 21.28,29);
4)   A geração que ouviu não passaria até o cumprimento (Mc 21.30; Lc ) – alguns interpretam ser a grande tribulação dos judeus no ano 70 da era cristã, outros que se trata da geração de judeus, ou seja, o povo de Israel viverá até que tudo se cumpra. Ambas fazem muito sentido;
5)   As palavras de Jesus são uma promessa que se cumprirá (Mc 21.31; Lc 21.32);
6)   Os cristãos devem estar atentos e não viver no pecado, aguardando com esperança a vinda do Senhor (Lc 21.24-36)
7)   Haverá o julgamento das obras de todos os seres humanos.  Aos que não vivem com Jesus, serão lançados no inferno como punição dos pecados cometidos e da rebelião contra Deus. Já os que são filhos de Deus, serão levados a um lugar preparado para os salvos (
Interessante depois você ler as três versões desse sermão de Jesus, pois cada um foi direcionado a um público. Mateus aos Judeus, e nesse sentido, jesus se apresenta como o rei que ocupará o trono de Davi. Marcos foi destinado aos Romanos, então a descrição dos fatos aponta para acontecimentos não políticos, mas muito espirituais. Quanto a Lucas, é destinado a novos convertidos e crentes do mundo todo, por isso, Jesus se apresenta como o Salvador, resgatador da humanidade, e nesse caso, dos crentes. Essa é uma explicação bem simples e objetiva da diferença das três narrativas do mesmo evento e se aplica a quase todas as diferenças entre esses três Evangelhos.
Uma coisa é certa, Jesus pode falar com você através desses textos e muito mais, vai lhe dar plena convicção dos fatos que seguem, e principalmente, certeza da sua salvação Nele.
Jesus nos diz a respeito dessas coisas algumas palavras que não apenas confortam, como também nos dão esperança:
“Contudo, nenhum fio de cabelo da cabeça de vocês se perderá”. Lc 21.18
“Quando começarem a acontecer estas coisas, levantem-se e ergam a cabeça, porque estará próxima a redenção de vocês”. Lc 21.28

Pensando nessas duas promessas, quero que você não se amedronte, pelo contrário, creia que Jesus virá para o seu bem.
Caso o que esteja pensando é que não está preparado porque é um terrível pecador ou pecadora, veja o que João, o escritor de Apocalipse nos traz para nos preparar para o momento glorioso da volta de Jesus: Meus filhinhos, escrevo a vocês estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. (1Jo 2.1).
Bem, esses foram os fatos descritos por Jesus sobre o fim, então cuide para que ninguém lhe engane! A semana que vem, nos vemos novamente, dessa vez, para falarmos dos símbolos que vamos encontrar no Apocalipse, sejam números, bichos, anjos e assim por diante. Te espero lá!

terça-feira, 21 de julho de 2020

Apocalipse em Gotas #10 – Tome cuidado para ninguém te enganar!


Falamos aqui sobre pensamentos diferente e interpretações da escatologia bíblica, nesse ponto de vista, vamos focar hoje nessas diferenças e também nas fontes que cada linha de raciocínio se utiliza. Além disso, vamos terminar com as falhas de interpretação, para que você entenda, de uma vez por todas, que nenhum homem, teólogo ou não, profeta ou não, pode afirmar com certeza qualquer coisa com relação aos eventos futuros, exceto aquilo que a Bíblia fala com muita clareza.
         Até por conta dessas incertezas, eu não ensino uma corrente, nem digo como serão as coisas, porque você precisa ler a Bíblia e entender, não ficar esperando que alguém diga a você o que vai acontecer, porque isso é o mesmo que procurar um adivinho.
         Olha o que o Senhor Jesus diz com relação a isso: Jesus respondeu: “Cuidado, que ninguém os engane. (Mt 24.4); Além disso, Jesus diz às Igrejas em Apocalipse: “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.
         Nesse sentido, já vimos na semanas passadas que, sete igrejas representam a totalidade da Igreja de Jesus, então quando diz: Aquele que tem ouvido ouça o que o Espírito diz às Igrejas, quer dizer que nós precisamos estar atentos, ouvindo com atenção o que Ele quer nos dizer.
         Então... quando falamos em várias interpretações, é porque existem pelo menos 4 interpretações dos grandes eventos apocalípticos descritos na Bíblia e incontáveis, isso mesmo, incontáveis desdobramentos dessas 4. O item que mais causa discussão é justamente o Milênio de Paz, em segundo lugar, a volta de Jesus, depois, o Tribunal de Cristo e por fim, o Julgamento.
A Lista sintetizada de eventos que vamos estudar nesse episódio, é:
1 – O Reino milenar de Jesus na terra;
2 – A Parousia – Volta de Jesus;
3 – O Arrebatamento da Igreja;
4 – A grande tribulação;
5 – O Tribunal de Cristo – Julgamento Final;
         Para Isso, vejamos a visão de cada uma das interpretações mais recorrentes, ou seja Amilenismo, Pós-milenismo, Pré-milenismo
A)  Amilenismo

Segundo essa corrente, a interpretação do Apocalipse, assim como os profetas que falam a respeito dos eventos apocalípticos, devem ser interpretados figurativamente, então, o milênio de paz foi iniciado com o ministério terreno de Jesus e desde esse momento, a Igreja reina com Ele em paz. Essa é a interpretação oficial da Igreja Católica desde que a o cristianismo foi admitido como religião oficial do Império Romano e confirmam essa teoria com a admissão do cristianismo pela maioria dos reinos e impérios desde então. Segundo essa interpretação, a Volta de Jesus pode acontecer a qualquer momento, será à vista de todos os seres humanos e de forma única, com todos os eventos secundários nesse momento, como ressurreição dos mortos, subida dos salvos para o céu e etc. Não existe uma sequência de fatos, senão A volta de Jesus e o Juízo Final, mas o Anticristo surge durante o período da Grande tribulação e a Igreja não é arrebatada, mas aguarda o fim dos tempos. É claro, algumas pessoa que tendem pelo Amilenismo, criam teorias diversas, assim como as demais que veremos, inclusive, juntando interpretações, o que não representa, como já dissemos, heresia, mas pontos de vista diversos. Nessa versão, os judeus não fazem parte dos planos de Deus, a menos aqueles que fazem parte da Igreja, que é o único Israel, já que o antigo povo rejeitou a Jesus.

B)  Pós-milenismo.
No pós Milenismo, o Evangelho vai tomando proporção tal, que o reino milenar de Cristo chegará com a simples pregação. Mas para chegar a esse ponto, há perseguição desde a fundação da Igreja, então Anticristo é tudo o que se levanta contra a Igreja, podendo ser líderes, governos e entidades. É muito parecido com o Amilenismo, mas as maiores diferenças estão na segunda vinda de Jesus, que será após a tribulação e o milênio será literal com Jesus reinando sobre o trono na Terra, vindo após isso, o juízo final. A Igreja é o único Israel de Deus.


C)  Pré-milenismo;

Nessa interpretação, existem pontos nas escrituras que são interpretados literalmente, sendo a maioria, e outros figurativamente. Nessa Interpretação tem a maior quantidade de desdobramentos, e era a interpretação da igreja primitiva. Essa interpretação combina o Reino milenar de Cristo com um Reino invisível atual, em que Cristo reina através da Igreja, mas reconhece como literal o reino Jesus por mil anos sobre a Terra, após a segunda vinda de Jesus, embora nem todos creiam que seja 1000 anos em si. A Segunda Vinda de Jesus e o arrebatamento são o mesmo evento para a maioria, porém, para outros grupos, serão duas vindas, uma para arrebatar a Igreja, outra para reinar, nesse sentido, os pré-tribulacionistas, creem que Jesus arrebata a Igreja antes do período conhecido como Grande Tribulação, que inicia com o surgimento do Anticristo, um ser humano real, que governará o mundo todo por sete anos. O primeiro grupo, os pré-tribulacionistas, crê que o arrebatamento da Igreja acontecerá a qualquer momento assim que o cenário estiver pronto para a chegada do Anticristo. Outra versão, a dos mesotribulacionistas, será o arrebatamento da Igreja bem no meio do período, ou seja, 3 anos e meio e isso será num piscar de olhos, como um ladrão na noite, invisível. Outra parte, crê que Jesus arrebata a Igreja logo após a Grande Tribulação, seguido da Batalha final e Reino Milenar de Jesus, ou seja, os pós-tribulacionistas. A ressureição no ato do arrebatamento, será apenas para os Salvos, quanto aos ímpios, somente no último dia para o julgamento, isso, se falamos dos pré e mesotribulacionistas. Falando em Julgamento, assim, como no Amilenismo, será o último evento antes do fim dos tempos. Israel tem um tratamento especial por parte de Deus, pois é a Oliveira em que a Igreja é enxertada, assim, as promessas feitas a Abrão serão plenamente concretizadas no milênio.

Como já disse, existem muitos desdobramentos desses fatos, em várias interpretações distintas, além de um grupo ainda mais complexo, que vem ganhando cada vez mais adeptos, mas como já dissemos anteriormente, por ser muito controverso, nem entraremos nos detalhes, é o dispensacionalismo. O dispensacionalismo, além de muito polêmico, tem muitas nuances e muitos outros desdobramentos, pois cada interprete, traz uma nova versão dos fatos, incluindo ainda mais elementos, como por exemplo, a completa separação entre o Israel povo e Israel comprado por Jesus e ambos tem promessas, e cada um receberá a sua... claro, não me rechacem, simplifiquei bastante.
É claro que muitas coisas fazem sentido quando você começa a ouvir cada ponto de vista, com seus textos bíblicos, mas o que quero que você entenda, é que a ordem dos fatos, os termos utilizados e todas essas coisas, não fazem a menor diferença quando se está preparado ou preparada para a volta de Jesus, e é por isso mesmo que estamos falando nisso.
Uma piadinha mais batida que nota de 2 é a dos três teólogos no dia do Senhor. Um a outro pós e outro pré... os três sobem e se assentam na mesma nuvem, no mesmo evento, um olha pro outro e diz em uníssono: Não disse que seria assim?! 
O importante sabermos que os fatos ocorrerão, e se a sequência fosse tão importante, será que Jesus não deixaria claro? Para simplificar ainda mais, vamos ao que o próprio Jesus nos ensina a respeito dos tempos do fim, assim, saberemos o que de fato precisamos saber com relação à escatologia, o mais, que vamos continuar falando nos próximos episódios, é interessante e muito bom para o conhecimento e certamente podemos tirar lições espirituais, mas se gravarmos o que Jesus falou nos Evangelhos a respeito dos fatos do fim, já estaremos plenamente preparados para qualquer sequência dos fatos e não vamos ficar discutindo, mas apenas assistindo os adeptos das 3 posições falando que tinham razão.
Bem, pra começar, vamos ter que traçar os principais eventos relatados por Jesus em Mateus 24 e 25, daí já conseguimos uma lista, não que consigamos todos, nem que serão em ordem cronológica, mas vamos seguir a ordem do texto, num esboço rápido.
Em Mateus 24 Jesus não exauriu o assunto escatológico, pois ele mesmo diz em Mateus 24.15: “Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no Lugar Santo—quem lê, entenda...”. Veja, Jesus disse: quem lê entenda, nesse sentido, ele está dizendo que devemos compreender o que os profetas falaram, então precisamos, de fato, estudar e não ficar procurando tudo no YouTube, mas ir direto na fonte, ou seja, nas Escrituras Sagradas.
Vou sugerir, como lição de casa, para meditar no que estou falando nesse episódio, uma lista de textos bíblicos. Alguns dos textos do Novo testamento que falam abertamente sobre a Volta de Jesus ou Arrebatamento da Igreja são:

Mateus 24:1-50;
Mateus 25:1-46;
Marcos 13:1-36;
Lucas 9:26;
Lucas 21:1-36;
João 14:1-3;
Atos 1:9-11;
1 Coríntios 15: 51,52;
1 Tessalonicenses 4:16,17
1 Tessalonicenses 5:1-3
2 Tessalonicenses 2:1-4
Hebreus 9:27,28
2 Pedro 3:11-13
2 Pedro 3:8-10
Apocalipse 19:11-16
Apocalipse 22:12,20.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Apocalipse em Gotas #09 – Na Rota das Igrejas – Parte 02


Hoje vamos terminar a interpretação das cartas às Igrejas da Ásia menor, com Sardes, Filadélfia e Laodiceia.  

Igreja de Sardes
                A cidade de Sardes tem uma história muito rica, contando como capital de um reino, na antiguidade, o de Lídia, depois foi a sede da província de Lídia quando o império romano indexou aquele território. A cidade contava com o quarto maior templo da deusa Diana dos romanos. Flávio Josefo, historiados do século I, escreve sobre os judeus que viviam em Sardes desde o ano 300 antes de Cristo.
                A Igreja em Sardes tem pouca referência histórica, embora um Pai da Igreja, chamado de Milito de Sardes, datado do ano 170, aproximadamente, tenha escrito alguns livros e segundo outros pais da Igreja, até teria uma biblioteca com o que se diz ser o primeiro canon da Bíblia.
                O recado de Jesus a igreja de Sardes inclui uma descrição: Tem o nome de quem está vivo, mas está morto, ou é conhecido como vivo, porém está morto.
                Como não temos elementos que falem sobre a Igreja de Sardes do ano 100, vamos partir direto para a interpretação histórica. A era de Sardes representa a igreja do ano de 1453 a 1730. Digo 1453, embora alguns digam que é 1517 por causa da reforma protestante, mas com a queda do império romano do oriente que a Igreja Católica oriental e ocidental perderam sua supremacia sobre vários aspectos da humanidade, em especial, o crescente movimento do Iluminismo, que varreu a Europa com uma onda gigantesca de desenvolvimento em várias áreas do conhecimento humano. As ciências, artes e outras floresceram nesse período.
                A Igreja que dominava, deixou de dominar, tanto que, alguns Papas foram subjulgados pelo império Franco, por exemplo, além dos bispos, que antes dominavam, a partir desse momento passaram a ser marionetes do poderio estatal.
                Aquilo que foi um trunfo para a igreja que não era mais igreja de Jesus, agora é a sua própria derrocada, pois o Estado jamais se deixará controlar por qualquer poder, senão o dos nobres. A Igreja, por sua vez, passa por maus lençóis. Os Bispos mais proeminentes, não são os mais espirituais, muito pelo contrário, a igreja dessa época é fortemente bombardeada por escândalos e mais escândalos. Bispos são flagrados com mulheres e muitas concubinas, filhos bastardos, além de muita corrupção. O nascimento da “Santa Inquisição”, cobrança de indulgências e supremacia geral dos concílios e Papa, fazem da igreja um grande abismo na história da humanidade.
                Nos anos de 1500, aparecem vários reformadores na Igreja, como Lutero, Zwinglio, Calvino, e outros ainda mais. Nesse tempo, surgem os grupos que foram conhecidos como protestantes, porque protestavam contra as doutrinas da igreja católica, como principalmente a venda de indulgências, veneração de imagens, sacralização de líderes e outras questões.
                Além dos grupos mais conhecidos, como os luteranos e calvinistas, surgiram outros grupos que começaram a buscar pela separação completa entre Igreja e Estado e uma vida de maior busca pela Palavra e também pela vida com Deus e comunidade, como por exemplo os anabatistas.
Lutero e Calvino são pintados na história, como  salvadores da Igreja, mas o que nem todos sabem é que eles também tinham práticas repugnantes, como a perseguição a grupos que não pensavam como eles. Não se sabe ao certo se isso era coisa duma atmosfera daquela época, ou se eles não eram tão santos como alguns pensam, mas o fato é que não podemos jamais elevar homens a posições que eles não devem ocupar, pois somos todos pecadores.
Não quero dizer que o movimento reformador da igreja seja um movimento totalmente impuro, mas quero alertar que não existe movimento envolvendo humanos que seja 100% perfeito. Por isso, segue o alerta, não devote sua confiança em homens que podem mudar de ideia a qualquer momento, mas creia num único Salvador da Igreja, Jesus Cristo.
De fato, a Igreja jamais foi a mesma a partir da reforma protestante, mas muitas mudanças precisavam acontecer, que somente apareceram séculos mais tarde, mas como cremos que o Senhor é o Deus da história, e que nada passa desapercebido do seu olhar de fogo, sabemos que tudo quanto aconteceu, foi por sua permissão.
                A Igreja que tinha fama de estar viva, na verdade, continuava morta em sua religiosidade que não mudou, mas apenas foi enfeitada. Jesus diz a essa Igreja para se espertar e não deixar que o que ainda restava vivo, também morresse e de fato, foi isso o que aconteceu, no meio da religiosidade protestante, nasceram movimentos que chegam aos nossos dias trazendo consigo a Palavra de Deus e a manifestação do Espírito de Jesus.
                Sardes tinha entre eles, os que se mantinham fiéis, poucos, conforme vemos nas palavras de Jesus, mas haviam.
Jesus dá um recado claro a essa Igreja: Vique alerta, pois posso vir a você como um ladrão na noite. Nesse ponto, vemos aqui também uma alerta a Igreja de Sardes dos nossos dias: Se esperte, porque ninguém sabe o dia nem a hora que vem o seu Senhor!
O período da Igreja de Sardes tem fim com um movimento de avivamento na vida da Igreja, que agora começa a deixar de ser institucional e voltar à vida, com manifestação do Espírito de Jesus em toda a sua extensão. Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as Igrejas: Fique esperto ou esperta!
Igreja da Filadélfia
Assim como as demais cidades da Ásia, Filadélfia era uma cidade com uma história bastante interessante, datando de 189 a.C. Seu nome é homenagem ao irmão do Rei de Pérgamo e quer dizer literalmente amor de irmão, ou amor fraternal.
A Igreja de Filadélfia era sofredora, mas recebe uma porta aberta por parte de Jesus. A perseguição era promovida provavelmente pelos judeus, mas não se tem documentos claros sobre o assunto. A grande notícia por parte de Jesus é que haveria uma reviravolta, e de fato, a cidade se tornou 100% cristão antes do século 6.
A Igreja de Filadélfia representa na história, a Igreja do período de 1739 a 1900. Segundo a interpretação histórica, essa foi a fase em que a Igreja viu uma porta aberta para as campanhas missionárias e o mundo viu o surgimento de homens poderosos no Senhor, como é o caso de Jonathans Edwards, John Wesley, Geroge Whitefield, Charles Finney, Charles Spurgeon, Dwight Mood, entre outros. Há relatos, por exemplo, de pregações a céu aberto por esses homens que reunia milhões de pessoas, isso, sem o uso de microfones e outras tecnologias. Outro fato muito comentado, é um retorno a santidade da Igreja nesse período, e uma reforma dentro do protestantismo europeu, com revisão da liturgia e outras doutrinas. Foi um período de grande movimento de conversão, dentro e fora da Igreja. Os escritos a respeito dessa era da Igreja são muitos, e um que sempre me emociona, é que há relatos de cultos em que os pregadores confrontavam o pecado da igreja de tal forma, que as pessoas seguravam na parte inferior dos bancos e literalmente deixavam ali as suas unhas com sangue, tamanho o arrependimento dos pecados e conversão que acontecia.
A Igreja de Filadélfia, na interpretação histórica, foi a Igreja da expansão para a América do norte e a consequente expansão para os lugares mais remotos da terra. A perseguição da Igreja oficial inglesa e romana fez apenas que os movimentos verdadeiramente cristãos desse período ganhassem ainda mais força. E nesse ponto, não tem como não associar o que Jesus diz a Igreja de Filadélfia em Apocalipse 3.9: “...Farei com que se prostrem aos seus pés e reconheçam que eu o amei”. Olha que interessante, a revisão na liturgia nos cultos e alívio no clericalismo nos movimentos promovidos pela renovação desse período, fez com que movimentos reformadores da Igreja, que estavam inertes há dois séculos, se revitalizassem também, e isso afetou inclusive a Igreja Anglicana, conhecida também como Anglo Católicos.
A Igreja não pode ser inerte, nos momentos mais difíceis da história, foi aí que a Igreja de Jesus mais agiu e mais cresceu, isso em todos os sentidos. A Igreja de Filadélfia aproveitou a porta aberta e não deixou que roubassem a sua coroa, mas entregou à próxima geração, mais materiais escritos e tradições como jamais em toda a história, Veja, é desse período que vem a famosa EBD e o nascimento das agências missionárias espalhadas pelo mundo.
Mas e a Igreja de Filadélfia dos nossos dias? Bem, essa quase está imperceptível, mais apagada do que nunca, embora existam sim, pessoas sendo enviadas, movimentos de busca por conhecimento e pregadores que alertam o pecado do povo, ainda que, esse último é bem raro. Pois é, o mundo não está preparado para receber a Igreja, mas se pensarmos bem, jamais esteve, então porque nos preocupamos tanto com o que as pessoas vão pensar, e porque tornar o Evangelho mais atrativo do que ele originalmente é?
Precisamos sim, aproveitar as portas que se abrem, mas jamais nos esquecer da nossa natureza, que é ser o Corpo de Cristo, e onde esse corpo passa, deve causar transformação, e de certa forma, se não é perseguido, alguma coisa está errada. Você tem ouvido? Então ouça o que o Espírito diz às Igrejas!
Igreja de Laodiceia
Agora chegamos na temida Laodiceia!
A cidade de Laodiceia ganhou esse nome em homenagem a Laódice, esposa do Rei Antíoco II. Agora, vamos falar daquilo que Jesus usa das características da cidade para gerar um trocadilho:
Contava com uma fonte de águas termais que nasciam em Hierápololis, nas montanhas e chegavam em Laodiceia mornas, daí que Jesus fala sobre a mornidão daquela igreja, e vamos combinar, né? Tomar água morna dá vontade de vomitar mesmo.
A cidade era a mais rica daquela região, ao que Jesus diz: compre de mim ouro refinado pelo fogo. Aquele povo tinha bancos muito ricos que guardavam boa parte do ouro do império, inclusive.
Laodiceia contava com um centro muito proeminente de medicina, com avanços muito importantes, inclusive, segundo alguns autores, tinham um unguento que atraia gente de todo o império para tratar de cegueira e outras moléstias oftalmológicas, daí Jesus diz a Igreja de Laodiceia: compre colírio de mim.
Além de tudo isso, Laodiceia contava com uma forte indústria têxtil, mesmo que primitiva, guardadas as devidas proporções, é claro, levava essas vestes para o mundo romano inteiro. Muitos tecidos, inclusive de cor púrpura eram produzidos nesta cidade, mas mesmo assim, Jesus fala para eles comprarem roupas brancas.
Interessante, né? A Igreja de Laodiceia recebe um recado de Jesus com comparação com sua riqueza monetária mas pobreza espiritual, presença de médicos e remédios para os olhos, mas cegueira espiritual, e produzia roupas caras e finas, mas era nua espiritualmente.
Qual era essa igreja representa? Qual a era mais rica de toda história humana? Qual produz mais remédios? Qual era tem a maior sofisticação em todos os sentidos?
Pois é, a Igreja da atualidade é rica, tem os melhores e mais atrativos prédios, A Igreja atual expõe sua finesse em todas as mídias, a Igreja atual diz que tem cura para tudo e a Igreja atual se vangloria de sua história, mas sua atualização constante.
A interpretação histórica das Igrejas da Ásia prevê que a Igreja atual, desde 1900 é a de Laodiceia.
Ouro refinado pelo fogo, colírio para ungir os olhos, roupas brancas para esconder a sua vergonhosa nudez. Se você está acompanhando semanalmente o apocalipse em gotas, vc já sabe o que esses símbolos querem dizer, então vamos nos concentrar na aplicação. Já falei bastante dessa igreja e de nossos dias, além disso, certamente você já deve ter entendido do que Jesus fala, mas precisamos entender o que fazer diante dessas coisas.
Jesus nos convida a rever nossa postura, não apenas quando fala de Laodiceia, mas das outras seis também. Se pensarmos que cada uma das qualidades de cada uma das igrejas da Ásia, assim como suas dádivas e méritos, devem ser revistos constantemente, caso contrário, nos tornamos obsoletos, como as sete igrejas.
Veja, isso é muito importante, nenhuma das sete igrejas da Ásia está de pé hoje, embora existam sim templos suntuosos ainda hoje, mas o Corpo de Cristo ali, infelizmente não mais. O que Jesus quer dizer para a Igreja de hoje? Qual o teor da carta para nossos dias? Simples e objetiva essa resposta: vai de Genesis a Apocalipse.
O importante é entendermos que a evolução da Igreja, assim como a forma como reagimos em meio a história da humanidade, é em si um evento apocalíptico.
Eu e você precisamos hoje mesmo ouvir o chamado de Jesus: “Eis que estou à porta e bato”. Precisamos de uma vez por todas, abrir a porta de nossa Igreja para Jesus, pois Ele garante que aqueles que abrirem, não apenas participarão do banquete, mas também se assentarão com Ele nos céus.
Precisamos urgentemente rever nossos conceitos, pois ele está às portas!
Ouça o que o Espírito diz às Igrejas, veja bem, “às Igrejas”, no plural, não a uma Igreja local, mas à universal, por isso, a intepretação mais importante é que seja como você preferir olhar para o Apocalipse, tire dali as informações para sua própria vida e para a sua igreja!
A semana que vem nos encontramos novamente para continuar o estudo no livro de apocalipse, dessa vez, um panorama geral dos eventos apocalípticos. 

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Apocapse em Gotas Ep -8 - Na Rota das Igrejas – Parte 01

Seguindo nossa interpretação das Cartas às Sete Igrejas da Ásia nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse, hoje avançamos com uma interpretação bem recorrente no meio cristão, as eras da Igreja, ou a interpretação histórica, sem deixar de lado, é claro, a aplicação disso na Igreja como um todo, e porque não, na nossa vida?
Hoje vamos juntos, verificar o que as sete Igrejas tinham de especial, para Jesus destinar cartas a elas, quando poderia ter escolhido tantas outras, assim como vamos colocar essas evidencias frente a frente com a história da Igreja.
Vamos começar?
A Igreja de Éfeso
Éfeso era a capital da Ásia Menor, atual Turquia, construída no século X a.C. Durante muitos anos, foi a segunda maior cidade do império romano e por consequência, a segunda maior do mundo antigo. Na época das cartas de João, contava com cerca de 250.000 habitantes.
Um ponto importante nessa cidade era o templo da deusa Artemis, ou Diana, para os romanos. Esse templo era uma das sete maravilhas do mundo antigo. Além disso, contava com uma grande biblioteca e um anfiteatro para 25.000 pessoas. A Igreja de Éfeso provavelmente foi fundada por Áquila e Priscila, mas ganhou uma explosão de poder, quando Paulo leva dois ensinos no capítulo 19 de Atos a esses cristãos: 1 – O Batismo em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo, e 2 – Batismo no Espírito Santo, que é a experiência máxima com Deus por meio da vida do próprio Deus em nós.  
Não temos muito sobre o dia a dia daquela Igreja, embora haja uma carta de Paulo e mo relato de Atos 19, a Carta de Paulo a Timóteo (1Tm 1.3), falando do pastoreio que deveria desempenhar ali. Segundo a tradição da Igreja, confirmada por Inácio de Antioquia e Eusébio de Cesaréia, Bispos da Igreja naquela região no século II, a igreja era pastoreada por Timóteo, depois pelo próprio João no final do primeiro século.
Uma Igreja com uma tradição como essas, com líderes como esses, tem seu papel importantíssimo na cidade e também no império, ao ponto de figurar como liderança da Igreja oriental em toda a História, chegando à queda de Constantinopla, em 1453. 
Interessante pensar que Jesus diz a essa Igreja: “Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores.” (v.2)
Éfeso se fortalece na fé e impede a proliferação de heresias, e no versículo 6 vemos que eles odiavam as práticas dos nicolaítas. Segundo a tradição dos pais da Igreja, os nicolaítas eram crentes que, seduzidos por Nicolau (At 6.5), cederam a práticas idólatras e imorais, pois conforme a tradição, os nicolaítas comiam comidas oferecidas a deuses pagãos e se entregavam a devassidão.
A Igreja do século I era uma igreja que ardia no fogo do Espírito Santo, mas à medida que crescia, também era bombardeada por todo tipo de ensinamento falso, por isso, os Apóstolos incentivavam tanto o cuidado com os falsos profetas. Por consequência, houve um certo esfriamento na fé, por causa da dureza da doutrina, eles deixaram de se render ao que o Espírito diz às Igrejas. No ano 100 da era Cristã, a Igreja já não era a mesma dos anos 30, pois deixara de seguir no poder do Espírito, mesmo que permanecesse firme na são doutrina. Por isso, da repreensão quanto ao abandono do primeiro amor e das primeiras obras.
A Igreja Cristã passa ciclicamente por episódios assim na história, com aquecimento e resfriamento, e sempre que há esfriamento, o que mais se fortalece é o conhecimento nas Escrituras, mas em detrimento da busca pelo Poder do Espírito Santo. Claro que isso não se repete nos períodos da Idade média e nos nossos dias, em que ambos os abandonos são evidentes, tanto das Escrituras, quanto da vida espiritual.
Em nossos dias, infelizmente temos representantes dessa Igreja que abandonou seu primeiro amor, deixou a pregação com entusiasmo e a operação no Poder do Espírito, mas mesmo assim, permanece firme em sua fé.
Igreja de Esmirna
A cidade de Esmirna era muito antiga, com tradições que vieram dos hititas, um povo que o Senhor se irritou e dizimou em Canaã pela espada dos judeus, depois foi dominada pelos gregos e por fim, 2 séculos antes de Cristo, pelos romanos. Nesse termo, a tradição desse povo era extremamente idólatra e esotérica. Esmirna era muito proeminente naquela região, e seu nome deriva da mesma origem da palavra mirra, uma planta que servia para produzir perfume, e nesse ponto você deve se lembrar que mirra foi um dos presentes que o Senhor Jesus recebeu por ocasião do seu nascimento (Mt2.11). Esmirna também era uma cidade que contava com templos, teatros e inclusive, pela altitude, 300 m do nível do mar, contava com um aqueduto que abastecia a região.
A Igreja de Esmirna, contou com uma carta de Inácio, bispo de Antioquia, no começo do século 2, falando sobre a organização da igreja, a celebração dos cultos e também quanto a ministração de ceia e batismo. O medo, ao que parece, era da proliferação das heresias que rondavam a igreja do primeiro e segundo século. Por causa do medo da infiltração de heresias na Igreja, os primeiros Pais da igreja formularam mecanismos que mais tarde deu vasão a problemas mais graves, como o sacerdócio privado no clero da Igreja, ou seja, apenas os bispos poderiam ministrar, e daí em diante, foi criada a separação entre clero e leigos.
Precisamos lembrar que os imperadores romanos dos anos de 70 a 313 da nossa era, perseguiam os cristãos para eliminá-los do planeta, mas por mais que as arenas cheias de feras devorassem, as espadas dos soldados ferissem e matassem, os cristãos não diminuíam, pelo contrário, a igreja permanecia em crescimento contratante.
Além das aflições externas da Igreja desse período, tinham também as heresias que floresciam, ao que o texto diz: “aqueles que se dizem judeus, mas não são, mas são sinagoga de satanás”. Sinagoga é o centro de reunião, culto e proliferação da cultura judaica. Judaísmo era não apenas um estilo de vida, mas uma religião que dava origem ao cristianismo, ou seja, até nesse tempo, o cristianismo era mais uma “seita” judaica, segundo a ótica das pessoas de fora, ou seja, aos olhos dos romanos.
A Igreja de Esmirna, Jesus diz que alguns deles iam ser lançados na prisão por dez dias, e se pensarmos que número 10 significa potenciação, elevação, então, eles seriam muito perseguidos, por um, longo período. Foi o que ocorreu nos anos que essa igreja representa. Uma igreja extremamente pobre, no sentido de posses e situação cultural, social e etc. Mas era uma igreja riquíssima no quesito espiritual. Veja, foi a Igreja que incomodou tanto o império romano, que promoveu a sua pseudo conversão.
A Igreja desse período se reunia estritamente escondida, e chegavam a terem reuniões nas catacumbas, isso pode ser verificado, por exemplo, no livro Catacumbas de Roma. Essa foi a Igreja mais perseguida da história, pois não era uma parte ou outra da igreja que sofria, mas ela como um todo, onde quer que andassem ou se estabelecessem.
                Ao longo de toda a história da igreja, os verdadeiros cristãos foram perseguidos, nesse sentido, como  temos falado em história cíclica da Igreja, devemos entender que a igreja que sofre, que se dedica ao Evangelho, é uma Igreja que vive o que Jesus diz sobre a riqueza que Esmirna tinha.
                Hoje temos uma igreja sofredora, uma que, luta dia a dia com a escassez, inclusive de Bíblias e pastores. Essa Igreja pobre, é uma igreja extremamente abastada da presença do Espírito Santo, veja o exemplo da Igreja na China, Coreia do Norte e países Árabes, por exemplo. O que podemos aprender com essa igreja?
Igreja de Pérgamo
Pérgamo era mais uma cidade rica da Ásia Menor, com uma história que remonta a 400 anos antes de Cristo. Pérgamo era uma grande produtora de couros, ao que deu origem a palavra pergaminho, um pedaço de couro malhado, preparado para receber escrita.
A Igreja de Pérgamo não tem muitos registros históricos, quanto em outras cidades, embora a história da própria cidade seja muito rica. Falando em riqueza, a cidade figurava como uma das mais ricas do império romano. A religião nessa cidade era muito forte, até porque, os romanos eram extremamente religiosos, ao ponto de erigirem nessa cidade um culto ao imperador.
Agora, em se tratando do período histórico que essa igreja representa, há muito o que falar, pois foi um momento de reviravolta na fé cristã. No ano de 313 o imperador romano Constantino faz um movimento político em direção a igreja, completamente ao contrário dos seus predecessores. Constantino vê no forte crescimento da fé cristã até seus dias, como uma oportunidade de reverter a queda do seu império muito enfraquecido, como jamais antes na história romana.
Constantino alega ter tido um encontro com Jesus, mas infelizmente, não se encontra uma única evidência desse encontro, pois Jesus sempre transforma a vida das pessoas. Constantino dá várias ordens no sentido de centralizar as decisões na Igreja, e por fim, torna a Igreja como parte do estado, algo que se arrastará por muitos séculos, semeando a maior barbaridade da história da Igreja.
Vejamos o que mudou nas práticas da Igreja e o que se plica na profecia de Apocalipse:
1 – A Igreja até aquele momento, não se reunia em templos, a partir desse momento, os templos pagãos foram convertidos em templos cristãos;
2 – Os líderes da Igreja eram escolhidos pela própria comunidade dentre os mais antigos e firmes na fé, como no princípio da Igreja. A partir de Constantino, o episcopado passa a ser definido politicamente, com os membros mais influentes da nobreza romana, assim como era no paganismo, sem contar que em muitos casos, era herdado o título de Bispo de geração em geração, até que a igreja romana percebeu que estava empobrecendo por conta disso.
3 – A iconografia (reprodução e veneração de ícones religiosos) não era mencionada até esta época, mas a partir desse tempo, em especial por Helena, a mãe de Constantino, que era extremamente idólatra, é introduzido no culto a transformação dos ídolos pagãos em santos da igreja.
4 – O culto passa a ser dirigido apenas pelos sacerdotes, inclusive pontos fortes do cotidiano, como a ceia, passa a ser um ato apenas do clero.
5 – O clero na igreja não existia até esse momento, foi influência do paganismo;
6 – As roupas cerimoniais, como a mitra (espécie de chapéu que os bispos usam) eram elementos do sacerdócio pagão;
7 – Culto dos mortos não tem correspondência nem nos testos bíblicos, nem no judaísmo, mas no romanismo, isso passa a ser celebrado;
8 – A teologia foi totalmente adulterada, a ponto da maioria dessas mudanças não serem aceitas pelos cristãos orientais;
9 – A liderança da Igreja passa a ser centralizada em Roma, com o seu Bispo na primazia sobre todos os outros, ao que os orientais também não aceitam, pois tudo até o momento era realizado em consulta com todos os bispos, mas a partir daí, o Papa seria o detentor do trono eclesiástico e apenas isso já seria uma aberração, tendo em vista que Jesus disse que deveria acontecer exatamente o contrário, veja Mateus 23.8-11: “Quanto a vós, não permitais quie vos chamem Rabi, pois um só é o vosso Mestre e todos vós sois irmãos. A ninguém na terra chameis Pais, pois só tendes o Pai celeste. Nem permitais que vos chamem guias, pois um só é vosso guia, Cristo. Antes, o maior dentre vós será aquele que vos serve.”
Será que só aqui já dá para entender o que Jesus diz em Apocalipse 2.14,15? Acompanhe comigo: “No entanto, tenho contra você algumas coisas: você tem aí pessoas que se apegam aos ensinos de Balaão, que ensinou Balaque a armar ciladas contra os israelitas, induzindo-os a comer alimentos sacrificados a ídolos e a praticar imoralidade sexual. De igual modo você tem também os que se apegam aos ensinos dos nicolaítas”.
Para entender isso aqui, precisamos ler a Bíblia, lembre-se, ainda que não conheçamos a história, se apenas lermos a Bíblia, conseguimos interpretá-la por completo. O episódio envolvendo Balaão, Balaque e a sedução do povo de Israel se encontra entre Números capítulo 22 e 25. Balaão, era um profeta pagão no tempo de Moisés, que foi contratado por Balaque, rei de Moabe, para amaldiçoar os Israelitas, mas não deu muito certo, pois o Senhor protegeu seu povo, mas mais tarde, como satanás é muito ardil, lembrou que a melhor forma de derrubar o povo de Deus é seduzindo pelas beiradas, assim como a serpente fez com Adão e Eva. Por fim, as mulheres israelitas são convidadas para participar de cultos e vão parar lá no altar pagão, servindo outros deuses e ensinando as suas casas a fazer o mesmo.
Foi justamente a mesma coisa que aconteceu com a Igreja, e como sempre repito e vou falar até o fim, a história é cíclica, se repete da mesma forma até hoje. A Igreja nos idos de 313, passa a gostar do prestígio oferecido pelo imperador romano e acaba se seduzindo com os elementos pagãos, a ponto de jamais se limpar completamente dessas práticas, até os nossos dias, com uma religiosidade de aparências, com elementos estranhos ao que a Bíblia diz. Nesse ponto não me refiro apenas ao romanismo, mas a toda a igreja, que tem seus líderes seduzidos pelo poder, pelo controle de tudo e principalmente, por doutrinas que a Bíblia não ensina, pelo contrário, algo que as outras religiões e povos praticam.
Aqui poderíamos falar de centenas de exemplos, mas creio que você compreendeu o que a Palavra diz nesse momento.
Por fim, a era de Pérgamo da Igreja vai se arrastando até os nossos dias com esses elementos, embora essa ciranda satânica nesse quesito, se encerra em 589, com um concílio que prevê a religião cristã como a religião oficial dos visigodos e hispânicos, inimigos dos romanos que herdam, de certa forma, o império. Esse é mais um fato apocalíptico muito importante, a queda do império romano no ocidente, pois durante o período da igreja de Pérgamo, no ano de 476, cai o último imperador romano do ocidente, e o trono é dividido em 10 partes, algo que vamos estudar mais a frente, mas fica aqui o gostinho... O império Romano foi dividido no ano de 589 por conta de revoltas e guerras com os bárbaros, mas como de bobos a nobreza romana não tinha nada, tratou de transferir a capital do império para Constantinopla, muito antes da queda completa, o que fortaleceu a nobreza e distanciou dos inimigos por 2 séculos.
Jesus prometeu que se a igreja não se arrependesse, eles seriam visitados pela espada que sai da boca dele, ao que de fato, não sabemos com detalhes se aconteceu, mas que a igreja do oriente lutou muito contra essa igreja, isso nós sabemos. Hoje a Espada continua correndo solta e apenas aqueles que tem ouvido, tem se arrependido das doutrinas de Balaão, seja no catolicismo romano, igreja ortodoxa ou no meio evangélico. Portanto, cuidado e ouça o que o Espírito diz às Igrejas.    
Igreja de Tiatira
                A cidade de Tiatira é quase que uma ilustre desconhecida na história, porque embora fosse um centro comercial importante naquela época, era uma cidade apenas de passagem. Se formos observar a maioria dos mapas da Rota da seda, Tiatira fica na porção em que as viagens eram por terra. Algo que faz muito sentido, se olharmos o texto bíblico em que vemos uma mulher se convertendo em Filipos, chamada Lídia no capítulo 16, versículo 14 de Atos. O que comprova essa tese é que Lídia vendia tecido púrpura e era natural de Tiatira. Púrpura era a cor da nobreza, tanto no império romano, quanto na idade média. Tiatira era uma cidade especializada nesse tingimento, ao que abastecia todo o império com tecidos dessa cor.
                Quanto a Igreja nessa cidade, não sabemos de nada, embora alguns especulem que Lídia pudesse ter voltado para lá e pregado para o povo daquela região. Não podemos afirmar nada com certeza, nem lendo a Bíblia, nem conferindo na história, mas uma coisa é certa, Jesus se dirige àquela Igreja em especial e sabemos que a mensagem contida em Apocalipse 2.18-29 era em primeira mão àquela igreja, mas certamente podemos tirar lições dela e aplicar à história da Igreja também.
                O período histórico que essa igreja representa é entre os anos de 590 e 1517, segundo alguns autores, embora eu particularmente creia que é de 590 a 1453, por conta da queda de Constantinopla, algo que já vimos aqui, mas vale a pena lembrar. Se na era de Pérgamo, o império romano transformou a igreja de Jesus num completo covil de políticos sujos e falsos profetas, agora na era de Tiatira, as aberrações só cresceram.
                Aquilo que na história foi conhecido como idade das trevas, na igreja não foi diferente, aliás, entre os historiadores, esse período foi conhecido assim justamente por causa da igreja romana. Sim, a Igreja passou de perseguida a perseguidora. No período da Idade média, que se retrata as palavras dessa profecia, a cúpula da igreja estava dominada por homens maus e repugnantes. A teologia foi completamente desfigurada e apenas o alto clero poderia interpretar a Bíblia nesse ponto as Escrituras passaram a perder força à medida que a tradição da igreja foi se fortalecendo. Até hoje, Na Igreja Católica, a tradição da igreja romana é superior às Escrituras, pois conforme decidido em concílios anteriores, apenas o Papa pode definir o que as Escrituras dizem ou não, pois é o substituto de Jesus, uma doutrina que não tem nenhum amparo bíblico, pois Jesus é o único mediador entre Deus e os homens, conforme vemos em 1 Tm 2.5.
                Note que essas questões se assemelham em muito ao que Jesus disse a Igreja de Tiatira em Apocalipse 2.20: “No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos”. Precisamos novamente voltar às Escrituras para verificar quem é essa tal de Jezabel.
                Jezabel era a esposa do rei de Israel chamado Acaz, isso estamos voltando no ano de 889 a.C. no livro de 1Reis capítulo 16. Veja em especial o que diz 1 Reis 16.30.32: “Acabe, filho de Onri, fez o que o Senhor reprova, mais do que qualquer outro antes dele. Ele não apenas achou que não tinha importância cometer os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, mas também se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e passou a prestar culto a Baal e a adorá-lo. No templo de Baal, que ele mesmo tinha construído em Samaria, Acabe ergueu um altar para Baal. Fez também um poste sagrado. Ele provocou a ira do Senhor, o Deus de Israel, mais do que todos os reis de Israel antes dele”. 
                Jezabel trouxe junto consigo não apenas a fé do seu povo, e adoração ao deus baal, mas também trouxe profetas e espalhou o seu culto em todo o reino de Israel. Não satisfeito em descumprir o que Deus havia dito a Moisés para que os filhos de Israel não se casassem com povos estrangeiros, Acabe traz o culto pagão para dentro dos arraiais do povo de Deus. A responsável por isso foi Jezabel. Quando estamos falando nessa mulher, aqui em Apocalipse, estamos falando de um símbolo, embora alguns interpretem que poderia haver naquela igreja em Tiatira uma mulher com esse nome, mas nesse caso, só teoria mesmo.
                Por outro lado, Tiatira, como outras cidades romanas, tinha abatedouros de animais para oferecerem aos ídolos e por fim, o povo poder consumir a carne, e isso era bem recorrente naquela época. Nesse ponto, pode ser que o que os apóstolos deram de instrução em não comer carne sacrificada em Atos 15, seja uma interpretação possível também, ou seja, alguns cristãos invocavam os dois demônios mais terríveis da cristandade: o Nada a ver e o Tanto faz... sim, aqueles dois demônios que dizem: Nada a ver comer carne sacrificada a ídolos, o que importa é consagra-los aos Senhor e mandar pra dentro... Tanto faz o que come. Jesus disse que o que torna o homem impuro é o que sai da boca, não o que entra...
                Isso é um dos maiores problemas do cristianismo, o sincretismo e adaptação daquilo que é doutrina em detrimento da própria Palavra de Deus. Foi justamente isso o que ocorreu na Igreja na Idade média, os crentes acabaram sendo influenciados de tal forma com as doutrinas equivocadas da igreja de Roma, que toda a igreja daquela época foi confundida e seduzida pela imoralidade, pois quando vemos essa palavra nas Escrituras, podem ser relacionadas, sim, com envolvimento sexual fora do casamento, como com envolvimento com outros deuses, ao que aparece em algumas traduções a palavra adultério, embora o conceito no grego, original da Bíblia, seja mais amplo. A palavra Pornéia, significa envolvimento sexual ilícito.
                Jezabel é a ala da Igreja que, sendo filha do diabo, envolve de tal forma a Igreja, que introduziu no culto da idade média a idolatria com a veneração de imagens e culto aos mortos, sem contar da venda de indulgências e muitos outros pecados que não acabam.
                Jesus diz àqueles crentes que se arrependessem, caso contrário, ficariam doentes e os filhos dessa mulher adúltera seriam mortos. Foi o que aconteceu. Na idade média o caos reinava, sendo que não apenas a igreja sofreu, mas todo o mundo com pragas, fome, guerras e morte espiritual. A Igreja dessa época fez uma aliança terrível com o estado, e por muitas vezes chegou a dominá-lo, ao ponto do próprio Papa tomar as rédeas do mundo daquela época, coroando e destronando reis. Uma coisa que a Igreja Católica Apostólica Romana fala através de seus líderes até hoje, é que a inquisição, as mortes e fogueiras, eram reponsabilidade dos governos, mas o que esses mesmos homens esquecem é que o julgamento era da igreja, ou seja, tentam se eximir da responsabilidade das mortes porque não eram os executores, mas apenas os juízes.
                A Igreja que deveria acolher, julgava. A Igreja que deveria oferecer de graça, vendia. A Igreja que deveria curar, deixava as pessoas doentes. A Igreja que deveria libertar, trouxe o próprio diabo para ser entronizado em seus cultos.
Sei que alguns podem ficar brabos comigo falando dessa forma, mas a história nos conta essas atrocidades, e não é nada fantasioso, tanto, que no ano de 2000, o então Papa João Paulo II pede perdão publica e explicitamente pelas atrocidades cometidas pela igreja. A Inquisição, que falamos aqui, teve início formal em 1233 pela bula Papal de Gregório, ordenando a Igreja julgar e condenar os infiéis.
Interessante, que dentre os infiéis, foram mortos homens e mulheres de Deus que inclusive pregaram, o que hoje a Santa Sé aceita como doutrina, além dos pré-reformadores, que começaram a trazer á tona a volta aos princípios das Escrituras Sagradas. Dentre eles John Wyclif, John Huss, que no século XIV foram presos diversas vezes e mortos pela inquisição.
A Igreja que mata pela fé, não deveria ser chamada igreja, pois de fato, não é. A Igreja de Jesus foi colocada nesse mundo como a porta de entrada para os céus, a extensão dos braços de Jesus.
Hoje temos muitos crentes e igrejas que se deixam seduzir por Jezabel, se envolvendo tanto com o ocultismo, religiões diversas e principalmente, atraindo os demônios da indiferença para dentro do seio da fé. Sejamos como a Igreja que Jesus chama de dentro da igreja de Tiatira: “Aos demais que estão em Tiatira, a vocês que não seguem a doutrina dela e não aprenderam, como eles dizem, os profundos segredos de Satanás, digo: Não porei outra carga sobre vocês; tão somente apeguem-se com firmeza ao que vocês têm, até que eu venha. (Ap 2.24,25).
Chegamos ao fim do tempo que temos para conversar, mas não no fim das sete Igrejas da Ásia.
Falamos hoje sobre quatro das sete igrejas, interpretando as palavras de Jesus para elas, seja no contexto da igreja local daquela época, na história da Igreja de Jesus na Terra, ou na forma singular que Jesus nos mostra sua verdade hoje.
Espero que tenha entendido que as palavras a cada uma das igrejas até o momento, são também para nós hoje.
                A semana que vem continuamos a falar das sete igrejas, poque o assunto é bastante extenso e terminaremos esse assunto com a Igreja atual, a de Laodiceia. Leia a Bíblia com toda a sua concentração e deixe o Espírito Santo falara com você, porque: “aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”.